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Qual o melhor tratamento para a esquizofrenia?

Editor do Portal 24 de setembro de 2012 Artigos, Blog 37 comments
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Esta é uma pergunta recorrente nos consultórios médicos e dúvida também de muitos leitores do site, por isso resolvemos abordar este tema de forma clara e abrangente, para que todos possam compreender os desafios que se colocam para a recuperação de uma pessoa que sofre de esquizofrenia.

Não se trata somente da escolha de um antipsicótico eficaz e bem tolerado, mas de uma constelação de fatores que vão desde a precocidade do diagnóstico e do tratamento até a escolha dos tratamentos psicossociais, como a psicoeducação de família, psicoterapia e terapias de reabilitação.

Um ponto central é o tempo para o diagnóstico e para um tratamento que seja capaz de trazer o paciente para um estado de remissão (sem sintomas positivos) o mais rapidamente possível.

Pesquisas mostram que um paciente com esquizofrenia é levado a um psiquiatra em média após 1 ano de doença, quando já sofre dos sintomas positivos, como delírios e alucinações. Geralmente o paciente apresenta também, algum tempo antes do primeiro surto, sintomas negativos, como apatia, desânimo e isolamento, e sintomas cognitivos, como problemas de memória e concentração, que prejudicam as suas atividades produtivas, como trabalho e estudo, muitas vezes descontinuando-as algum tempo antes. Esses sintomas raramente são atribuídos à doença e dificilmente o paciente é levado ao psiquiatra apenas por essa razão.

Portanto, na maioria dos casos, um tratamento é iniciado já com mais de um ano de adoecimento. Isto se o paciente não apresentar a resistência natural ao tratamento (por não ter consciência de sua doença) ou se a família adiar a procura pelo psiquiatra (é muito comum a negação ou subestimação do problema ou a crença de se tratar de algo espiritual ou de uma crise existencial da adolescência).

Os primeiros cinco anos de doença são considerados um período considerado crítico, pois estudos mostram que a gravidade da doença nos cinco anos iniciais influencia o prognóstico do paciente ao longo da vida. Todavia, quanto mais eficiente o tratamento no início do quadro, maiores as chances de recuperação, com a retomada progressiva das atividades do paciente antes de adoecer.

Isso ocorre porque alterações neurofuncionais e neuroanatômicas na esquizofrenia costumam ocorrer mais neste período do que com a cronicidade da doença, como se esta fosse uma fase de maior atividade biológica.

Pesquisas demonstraram que pacientes com esquizofrenia podem apresentar declínio de funções cognitivas, como memória, atenção e capacidade executiva, que podem não ser totalmente recuperadas passada esta fase, comprometendo o potencial de recuperação do paciente no futuro. Da mesma forma, alterações anatômicas, como redução do volume do lobo frontal, do núcleo estriado e do hipocampo, ocorrem mais no inicio da doença.

O tratamento com antipsicótico, medicação indicada no tratamento da esquizofrenia, tem um efeito neuroprotetor e pode evitar a progressão da doença em sua fase inicial, mas para isso é necessário que o medicamento seja iniciado precocemente, assim que identificado o transtorno, e garantida sua regularidade de administração, essencial para uma resposta terapêutica satisfatória e para a prevenção de recidivas (leia mais sobre Intervenção Precoce).

Adesão é o termo que se usa para definir essa regularidade do tratamento. Problemas de adesão são muito comuns na esquizofrenia e envolvem diferentes motivos. Um paciente pode não aderir ao tratamento porque não se acha doente, porque a medicação causa um efeito colateral intolerável para ele ou simplesmente porque a medicação não é eficaz o suficiente para o alivio dos sintomas, não fazendo sentido para o paciente o compromisso de tomar um medicamento diariamente. O paciente pode aderir ao tratamento no início e depois interromper, por achar que está curado e que não precisa mais do medicamento, o que também configura um problema de adesão, já que o tratamento de longo prazo é fundamental para o controle da doença, para a prevenção de recaídas e para a recuperação do paciente.

Problemas de não-adesão costumam estar presentes nos quadros mais graves ou de pior evolução, sendo um dos principais fatores relacionados ao conceito de resistência ou refratariedade ao tratamento (esquizofrenia refratária). Por isso a importância de se identificar precocemente a não adesão e tratar o paciente com medicamentos eficazes, mais toleráveis e que possam ser mais eficientes num tratamento a longo prazo, reduzindo assim os riscos de interrupção.

Os efeitos colaterais que mais comprometem a adesão ao tratamento são os efeitos extrapiramidais (do tipo parkinsonismo – tremores, lenhificação motora, alteração da marcha) e os metabólicos (como ganho de peso). Os antipsicóticos de segunda geração, que surgiram na década de 90, costumam ser opções mais eficientes do que os de primeira geração por causarem menos efeitos extrapiramidais e, entre eles, existem alternativas com melhor perfil metabólico e que causam menos ganho de peso.

Em dezembro de 2011 foi lançado no Brasil o primeiro antipsicótico de segunda geração injetável de longa duração e de uso mensal, o Palmitato de Paliperidona (Invega Sustenna). Até então só existiam antipsicóticos injetáveis (depósito) de primeira geração (Haldol Decanoato, Piportil L4, Flufenan Depot e Clopixol Depot) e um de segunda geração de uso quinzenal (Risperdal Consta).

Invega Sustenna representa um avanço no tratamento da esquizofrenia, especialmente no caso dos pacientes com histórico ou características de não-adesão ao tratamento oral (p.ex. pacientes que se recusam a tomar remédios ou que recaem com frequência porque param de tomar a medicação). Através de injeções mensais o paciente recebe níveis regulares da medicação antipsicótica sem a necessidade de comprimidos orais. É uma opção hoje para garantir um tratamento eficaz nos casos iniciais de esquizofrenia e evitar com isso a progressão da doença.

O medicamento, embora crucial, não é a única coisa importante no tratamento inicial da esquizofrenia. Hoje se sabe que a família tem um papel tão importante quanto o tratamento medico. Pesquisas mostraram de forma consistente desde a década de 80 que o ambiente familiar pode influenciar a evolução da esquizofrenia, inclusive determinar um maior número de recaídas e hospitalizações. As atitudes familiares mais relacionadas às recaídas foram aumento da critica, hostilidade, cobranças excessivas, aumento das expectativas, superproteção e superenvolvimento afetivo (viver essencialmente para o paciente, abdicando de suas atividades).

Um estudo em 2007 comparou dois grupos de pacientes, ambos moravam com familiares com alto nível de critica, mas somente um grupo tinha adesão ao tratamento médico, ou seja, usava antipsicótico regularmente. Ao final de um ano de acompanhamento, as taxas de recaída e hospitalização foram semelhantes entre o grupo que tomava e o que não tomava medicamentos, mostrando que o ambiente familiar com alto nível de critica anula os benefícios do antipsicótico.

Portanto, a cooperação da família é tão importante quanto o tratamento médico. Esta constatação é tão robusta que a psicoeducação de família, nome que se dá ao tratamento familiar para esquizofrenia, foi considerada a modalidade de tratamento psicossocial com maior nível de evidência cientifica, fazendo parte de todos os consensos internacionais para tratamento da doença. Lamentavelmente a cobertura deste tratamento para famílias de pacientes com esquizofrenia é menor do que 20%.

As prerrogativas de um tratamento de psicoeducação de família são informar os familiares sobre a doença (por isso o nome educação) e ajudar familiares e pacientes com os problemas advindos da convivência com a doença, através da terapia de solução de problemas, que pode ser feita individualmente com cada família e o paciente ou em grupo, com várias famílias e pacientes. A terapia em grupo se mostrou mais eficaz na prevenção de recaídas, na medida em que permite a troca de experiências entre pessoas que compartilham das mesmas vivencias.

A psicoeducação de família não só ajuda a prevenir recaídas, como também melhora a adesão ao tratamento médico, combate o estigma da doença entre familiares e pacientes, amplia a rede social dessas pessoas, melhora a qualidade de vida e auxilia na recuperação do paciente, inclusive na retomada de suas atividades (leia mais sobre prevenção de recaídas).

Portanto, respondendo a pergunta do titulo deste artigo, o melhor tratamento para a esquizofrenia é aquele que alia, desde o inicio, o tratamento médico, com um antipsicótico eficiente e que possa garantir a adesão do paciente, e a psicoeducação de família. Quanto antes começar esses tratamentos, menor a gravidade da doença e maiores as chances de recuperação (leia mais sobre recuperação).

37 comments

Ellen Menezes - 24 de setembro de 2012

Ótima resposta às minhas dúvidas, pena que não encontrei em BH um grupo de ajuda de psicoeducação para a família. Caso saiba de algum me avise.
Obrigada,
Elen

Claudia Moreira - 27 de setembro de 2012

Cara Ellen, estou também a procura de um grupo de ajuda em BH. Dr Leonardo, saberia me informar sobre uma residência terapêutica no Rio? Obrigada

Renata - 11 de outubro de 2012

Olá,
Gostaria de saber se existe algum centro para pessoas portadoras de esquizofrenia onde as pessoas durmam, trabalhem, tenha palestras.
Sou uma pessoa praticamente só, minha mãe é solteira e não tem condições de cuidar de mim. Sinto falta de uma família, de amigos, de uma ocupação…
Se poderem me ajudar ficarei muito feliz!!

Leonardo Palmeira - 13 de outubro de 2012

Renata, existem centros chamados de Residência Terapêutica em que o paciente pode morar, mas as atividades e o tratamento acontecem nos CAPS ou hospitais aos quais estas residências estão vinculadas. Você pode se informar melhor sobre isso na secretaria de saúde de sua cidade. Um abraço!

luiza - 17 de outubro de 2012

Gostaria de saber se tem em Brasilia um grupo de pisicoeducaçao para familia. caso souber favor me comunicar, agradecida, luiza

Ester Amaral - 29 de outubro de 2012

ola, tenho um filho de 27 anos com esquizofeenia, a familia ajuda bastante, mas temos pasado bons pedaços com ele em relação a sexualidade, existe um medicamente que posa diminuir os hormonios ou acalma-lo? aguardo resposta urgente, obrigada

Marilena Carvalho Marins - 31 de outubro de 2012

Meu filho único foi diagnosticado recentemente como portador de Esquizofrenia Paranóide, pra mim e pra ele tá sendo muito difícil. Eu sou sozinha criei-o c/muitas dificuldades porque ele teve muitos problemas durante a infância e eu tive de tratá-lo desde muito cedo c/ psiquiatra, psicólogos e fonodióloga, pois ele teve um atraso na fala, sempre teve poucos amigos, nunca gostou de ir a festas, sua adolescência passou quase que em branco, somente aos dezessete anos descobriu que gostava de jogar basquete eu incentivei até onde pude, porém ele acabou decepcionando=se e se envolveu c/uma turminha que usava droga e lhe apresentaram a maconha, rapidamente descobri e dei meu jeito pra que ele parasse, mas ele andava meio revoltado , disse que já estava de saco cheio de remédio controlado que de nada lhe adiantava, na época ele usava Socian de 50mg, e me disse que seu tratamento agora seria a base de maconha. Até q um dia saiu da escola e fez uma mistureba de bebida e sei lá mais o q, pois ele não tinha costume de beber, aliás não bebia nada e quase morreu, depois deste episódio meu filho nunca mais foi o mesmo. Perdeu o ano na escola e foi só piorando, foi se isolando. Este ano matriculei-o num supletivo pra ver se ele terminava o EM, mas parou em junho; ele estava se tratando c/outro psiquiatra que o provocou dentro do consultório, foi qdo ele deu o primeiro surto e o médico fechou o diagnóstico eu quase enlouqueci, nunca tinha visto meu filho daquele jeito e chorei muito, meu filho tinha acabado de completar 20 anos. Há 2 meses tá internado numa clínica, pois tava recusando-se a tomar os remédios e apresentado refratariedade, agora tá melhor tem vindo em casa, tá tomando os remédios, acredito que em breve terá alta. Amo demais meu filho e meu sofrimento é enorme, tenho que lutar muito pra não cair em depressão, principalmente por ele que precisa e depende muito de mim. Mais tenho fé e esperança de que ele ainda possa ter uma vida com autonomia..EU CREIO NO PODER DE DEUS!!! E TAMBÉM NO AVANÇO DA MEDICINA QUE VEM DELE!!!

adriana - 3 de novembro de 2012

como convencer a pessoa a se tratar ,se ela afirna que nao esta doente, e acha que o problema esta nas pessoas ao seu redor.Por favor me ajude a ajudar minha irma a viver melhor,obrigada.

francisca vanessa - 15 de novembro de 2012

é bom que o paciente saiba que ele tem a doença,eu e minha familia sabemos.Ele pensa que tem so depressão e as vezes ele tem crises,mais eu não sei como dizer isso a ele.

francisca vanessa - 15 de novembro de 2012

Aonde encontrar clinicas para enternamento,quais as cidades onde eu possa encontrar essas clinicas.

Jacinta Gomes da Silva Braga - 16 de dezembro de 2012

Estou lendo os comentários acima e percebo muitas pessoas angustiadas, precisando de ajuda. Já passei por isso e agora estou numa fase mais tranquila, não que meu filho tenha se curado, mas porque aprendi a conviver com a doença. No começo foi terrível, mas com a ajuda das pessoas que encontrei nos grupos de ajuda na internete, aprendi muita coisa e pude trocar informações. Isto é muito importante, principalmente no começo, onde a doença pega a gente de surpresa.
Marilena, o começo é sempre muito difícil. Com o tempo, se aprende a conviver com a doença. Procure se informar bastante. Isto ajuda muito. A medicação é a maior aliada, não podendo jamais ser esquecida ou interrompida. Muitas vezes, a pessoa com esquizofrenia se julga curada e pára com a medicação. Isto não pode ocorrer, senão a recaída vem a todo vapor. Por isto, temos que ficar vigilantes. Meu filho adoeceu há 6 anos. É uma realidade muito difícil para todos da família, mas é preciso aprender a conviver. No falecido ou moribundo Orkut tem um grupo chamado: Convivendo com a esquizofrenia. Foi através deste grupo que pude aprender muita coisa, conversando com cuidadores e os próprios esquizofrênicos. Acho que esse grupo ainda existe. Entrem lá e procurem nas comunidades.

zeni pinheiro - 16 de fevereiro de 2013

muito útil esse site vou buscar apoio no rj,tenho problemas com meu filho,o preciso saber se é esquizofrenia ou bipolaridade,embora há anos leio tudo sobre os assuntos mas fica muito difícil entender o comportamento agressivo,mania de perseguição ,obsessões e outros transtornos.

Mayra Aglae - 20 de fevereiro de 2013

Olá, pessoal. Vejo que muitas famílias precisam de ajuda para lidar com seus filhos esquizofrênicos. Recentemente sai de minha segunda internação que durou 3 meses. Em 4 anos de luta, tive sintomas como: vozes, visões de pessoas que ninguém mais via, sentimento de culpa e perseguição, bichos subindo pelo meu corpo, cheiro de podre e lixo, o próprio medo das pessoas, das situações, dificuldade em me relacionar amorosamente, dificuldade em olhar as pessoas nos olhos, tocá-las. Tentei suicídio por várias vezes. Nesta última internação, este foi o motivo, fiquei em coma por 4 dias depois de tomar 130 comprimidos relacionados à doença. Fui diagnosticada com esquizofrenia, mas antes deste diagnóstico, recebi outros como transtorno de personalidade, transtorno bipolar e depressão psicótica. Faço tratamento com Stelazine, Donaren, Amplictil e Akineton, depois de passar por vários outros medicamentos como Risperidona, Zyprexa, Geodon, Haldol, Clopixol, entre outros que não me lembro, tantos foram. Meu recado aqui é para essas famílias: não desistam de seus filhos, eu sei o quanto a família é importante e por mais que tudo pareça inaceitável, essa é a hora de unir e ajudar. Não é fácil, mas o apoio da família é tão importante quanto os medicamentos, o próprio médico e a psicoterapia. Pais, seus filhos precisam de vocês. Leiam, tentem saber ao máximo sobre a doença. E tenham fé, é o que me faz estar viva ainda, porque não me curei. Mas a fé me move, e digo mais. Não deixem de amar seus filhos, de zelar por eles e principalmente tentar compreendê-los. Tenham a certeza de que eles não tem culpa de estarem doentes, dessa culpa eu me livrei, ninguém quer ter uma doença, mas se aconteceu, fé, amor, Deus no coração e muita esperança de que amanhã o dia será melhor. Espero ter ajudado e se alguém quiser conversar o meu email é mayra_aglae_@hotmail.com Estou disposta a relatar mais sobre meus anos de experiência e tentar dar apoio às famílias e aos próprios pacientes. Enfim.

jaeder - 28 de fevereiro de 2013

Como convencer a pessoa a se tratar ,se ela afirna que nao esta doente, e acha que o problema esta nas pessoas ao seu redor.Por favor me ajude meu pai é esquizofrenico e toma um medicamento de segunda geração, isso porque a gente esconde diluindo o medicamento em uma bebida.

jaeder - 28 de fevereiro de 2013

como convencer a pessoa a se tratar, se ela recusa a tomar a medicação, e acha que o problema esta nas pessoas ao seu redor. Por favor me ajude a ajudar meu pai.

Leonardo Palmeira - 1 de março de 2013

Jaeder, existe a opção de antipsicótico injetável de longa ação, que pode ser administrado até 1x ao mês. Um abraço!

ENICE MORAES DA SILVA - 3 de março de 2013

meu marido tem 48 anos e comecou apresentar sintomas como isolamento da familia,ansiedade, nao assistia telejornais e nao queria ouvir falar em doenca,comecou tratamento psiquiatrico e foi dagnosticado como stress e ansiedade ,tomava rivotril0,25mg mas os sintomas foram piorando comecou asurtar ,dizer que era o diabo e iria matar ele proprio foi internado 2 vezes,do dia11 de dezembro 2012 a 16 de janeiro ,veio para casa com parencia melhor mas logo piorou na segunda semana surtou novamente e ficou mais trinta dias no hospital ulbra em canoas rs, voltou pra casa dia 28 e ontemdia2 surtou novamente ,eu nao sei mais o que fazer .a minha casa e um lugar tranquilo ,eu diluo a medicaçao em agua e ele toma direitinho ,dou todo carinho e atençao os filhos tambem , o que eu faço pra e ficar estavel?

MICHELLE ARAÚJO - ESTOU DESESPERADA.... - 7 de abril de 2013

Gente, preciso de ajuda, sou de Recife, minha mãe tem diagnostico de esquizofrenia, ela não aceita a doença, a mania de perseguição está a tal ponto que até nós aqui de casa somos apontados como inimigos dela, ela nos fala palavras horríveis, é uma tortura psicologia diária, dela ligar pra mim em horário de trabalho ou aula falando tantas coisas que magoam, meu pai também não aguenta sofrer, ela não toma medicação para esquizofrenia além dela não aceitar não temos condições financeiras de comprar essa medicação caríssima, não sabemos como adquirir pelo SUS, também não sabemos como fazer ela aceitar a medicação…
Ela está agressiva, fala em suicídio, quebra a fechadura de nossos quartos com marteladas…
PRECISAMOS DE AJUDA URGENTE, NÃO AGUENTO MAIS CHORAR é uma tortura psicológica diária.
Michelle Carvalho
michellecarvalhoa@yahoo.com

Douglas - 3 de maio de 2013

Olá, gostaria de saber se é viável a internação a força, pois meu irmão recusa-se ao tratamento.

jacilaine barbosa vieira - 2 de julho de 2013

OLA! MEU NOME E JACILAINE,TRABALHO EM DUAS RESIDENCIAS TERAPEUTICAS.AMO O MEU TRABALHO E DE ESTAR JUNTOS DELES.LI TODOS OS COMENTARIOS e quero dizer pra vc que tem passado por esta situacao; que nem tudo estar perdido.BASTA somente procurar compeender e nao trata-lo como doente .LIDO COM ALGUNS DELES E SE damos muito bem,sendo um respeitando o outro.Sei que nao e facil, mas as vezes nossa maior dificuldade e de nao querer aceitar a realidade que estamos vivendo .TEMOS QUE TER em mente que cada um deles tem algo especial a nos dizer ou ate mesmo nos ensinar;mas pra isso acontecer temos que estar com o nosso coracao voltado a eles ;nao se preocupar com posicao , sociedade ou ate mesmo com os da familia.TODOS os dias quando chego sou recebida com uma palavra de carinho ;uma flor ou ate mesmo lagrimas.NAO trocaria nada por este momentos.EO PRINCIPAL DE TUDO e saber queJesus ta no contrlole de tudo .Termino aqui ,espero que tenho passado um pouco do meu afeto e consolo a todos vcs.QUALQUER DUVIDAS ESTOU DEIXANDO o meu email.SOU enfermeira cursando o OITAVOperiodo ,sou de MIGUEL PEREIRA ,BAIRRO MORRO AZUL.obrigada!

SALOMÃO SOUSA CARVALHO - 6 de julho de 2013

OS SRS. E SRAS. QUE TEM ALGUÉM OU VCS. MESMOS TEM ESQUIZOFRENIA,ACONSELHO NUNCA PROCURAREM RESPOSTAS FORA DA CIENCIA,OU SEJA,MEDICINA,TRATAMENTO FORA DA CIENCIA COMO EU JÁ PROCUREI PRA MINHA ESQUIZOFRENIA,NO CASO A RELIGIÃO É UM FARDO MAIS PESADO QUE O TRATAMENTO CIENTIFICO CONVENCIONAL…NÃO SE ILUDAM…FORA DA CIENCIA O TRATAMENTO CONTRA A ESQUIZOFRENIA É UMA ILUSÃO SÓ…TODAS AS PESSOAS QUE SE DISERAM CURADAS DA ESQUIZOFRENIA POR TRATAMENTOS ALTERNATIVOS ,EU VEJO QUE FICAM EM ESTADO PIOR DO QUE OS QUE SEGUEM TRATAMENTO CIENTIFICO CONVENCIONAL…É COMO SIGMUND FREUD FALAVA O QUE NÃO EXISTE NA CIENCIA,MUITO MENOS EM OUTRO LUGAR…CONCORDO PLENAMENTE COM FREUD.BOA SORTE A TODOS…E QUE DEUS ABENÇOE VCS QUE TEM ALGUEM COM ESQUIZOFRENIA NA FAMILIA OU VCS. MESMOS OU MESMAS TEM.

Regina Ribeiro - 6 de julho de 2013

Dr. Leonardo.

Moro aqui em Salvador e não sei onde buscar ajuda através de grupos, pois não temos. Meu filho tem 20 anos, foi diagnósticado há dois anos com esquizofrenia, já tomou Risperidona, Stelazine, mas deu aumento de prolactina. Ele está tomando o Aristab 20 mg há 10 meses, mas continua isolado, com medo e agressiv, altamente isntável. Me ajude, Ele faz tratamento com psiquiatra e psicologa

Leonardo Palmeira - 10 de julho de 2013

Regina, procure junto às Universidades de Salvador, pode ser que encontre algum grupo de apoio. Abraços!

Daniela - 24 de novembro de 2013

Dr. Leonardo, estou com uma pessoa da familia com esquizofrenia e, como muitas ela resiste a tomar os remédios. Ela mora em Cuiabá, sabe dizer se lá existe algum centro de terapia coletivo que trata a doença? Grata.

Editor do Portal - 20 de dezembro de 2013

Daniela, em nosso site existem listas com hospitais especializados e todos os CAPS. Procure em “Atendimento”.

marcia - 4 de abril de 2014

tenho um tio que sofre de esquisofrenia a mais de 26 anos ele nao conhece ningem da familia nao conversa nao gosta de tomar banho nao gosta de muita gente ao seu redor e ele so lembra do passado nao sabe nada do presente ele e igual a uma criança parece que sua memoria nao registra nada porque ele repete 4 ou 5 vezes o prato de comida obeservaçao toma risperdal e rivotril e mesmo assim levanta varias vezes a noite por favor me ajudem pois minha vo e quem cuida dele ela ja nao sabe mais o que fazer ele nunca ficou internado sera que seria bom?

Jose Edvaldo Mateus - 12 de abril de 2014

Tenho uma tia que sofre de delírios crônicos. Gostaria de saber onde encontrar em Recife um centro que ofereça tratamento/internação e quais os procedimentos para atendimento.

Editor do Portal - 13 de abril de 2014

Jose, em nosso site, na área de Atendimento, acesse a lista de CAPS e Hospitais por todo o país, lá você encontrará opções em Recife. Um abraço e boa sorte!

Kelly Maciel - 29 de abril de 2014

minha mãe sofre a anos com esse problema e rejeita tratamento.
A situação dela piorou ao se separar do meu pai ao qual ela ainda morre de amor.
Quase sempre ela está em crise e não sei o que fazer. :(
Me indicaram que eu o levasse para CAPS aqui em Fortaleza,mas não sei se seria a melhor solução para ela.

ANA LUCIA - 23 de maio de 2014

A psicoeducação direcionada aos familiares de pacientes portadores de esquizofrenia resistente incluindo terapia comportamental pode ajudar a diminuir os surtos:delírios/ alucinações uma vez que o paciente possa deixar de aderir ao tratamento medicamentoso?

Bilkiss - 28 de maio de 2014

Dr estou em mocambique tenho o problema de esquezofrenia com meu irmao k tmb nao admite estar doente. Diz k o problema e k as pessoas ao seu redor.. Nao aceita tomar nenhum tipo d medicacao.. Ta viciado em cigarro e cafe…nesse momento um pisiquitra consegiu lhe aplicar 1injetavel de 1mes..com desculpa de antigripe, nao sabemos como controlar a situaxao…

WILTON JOSÉ GOULART GARAVELLI - 11 de julho de 2014

“Fiz estágio de psiquiatria na Itália (dec.70) e na Alemanha (dec.70), conheci o problema no estágio crítico social, na Alemanha (esquisofrenandos) no hospital de carrascos nazistas, já na Italia em conflito armado, estavam os esquisofrenados, confinados em sanatórios. Resultou em armar com armas militares os esquisofrenados, e eliminaram sumariamente, quem indentificaram como esquisofrenando. Assim deu-se lá o tratamento militar e social.”

Fatima - 15 de outubro de 2014

Não aconselho ninguem internar o filho com esquizofrenia, a não ser se perdermos totalmente o controle sobre ele.Meu filho tem 25 anos hj.Começõu a paresentar sintomas desde os vinte anos.Tou conseguindo controlar as crises, toma a meidcação direito mas não consegue sair, se relacionar, namorar, e ta descuidando da higiene pessoal.Aqui em maceió não temos nenhum tipo de apoio.Gostaria de formar um grupo de pais e ou familiares de pessoas com esquizofrenia ma não consigo.Se vc é de Maceio e quer como eu formar um grupo para trocar expreriencias, discutir e até meso formar um grupo de encontro entre eles, já que tem dificuldade de fazer amigos.Deixem aqui seu interesse.É muito difícil, nós pais sofremos muito.Penso um dia formar uma associação de pais aqui em maceió.

neusa - 24 de novembro de 2014

Não e realmente nada fácil conviver com a esquizofrenia, minha irma sofre desde dos 18 anos desse mal e com a idade agora (55 anos)o quadro vem apresentando muitas recaídas. Agora estamos tentando a medicação mensal injetável para ver se estabiliza pois ela se recusa a tomar os remédios diariamente. Ela tem tido crises de agressividade no final da tarde com frequência .A convivência e bem difícil mas tenho esperança de que a medicação possa mudar um pouco esse comportamento.

WILTON JOSÉ GOULART GARAVELLI - 10 de dezembro de 2014

Conviver com esquizofrênicos como em hospital de prisioneiros oficiais nazistas ou também, com mafiosos na Itália, foi especialização de medicina psiquiátrica de campo. Os quesitos de: AGIR, SENTIR E CRER, restabelecidos de acordo com análise periódica, levam o paciente ou massa popular afetada, à condição melhor de realização da vida. Toda GUERRA precede de cunho IDEOLÓGICO. Detectado e tratado em campo ou em estabelecimento adequado atinge-se metas de melhorias. Lembrando Quesitos e Ex-quesitos.

Luciana - 31 de janeiro de 2015

Oi, tenho uma Subrinha que mora comigo, pois a mãe dela morreu por motivo de esquizofrenia, durante toda sua infância e adolescencia parecia ser tudo normal, mais sempre achava ela um pouco fora de si e ela sempre me deu muito trabalho nunca quer nada com a vida e só tinha amizades sem futuro, chegou a usar drogas e bebidas até então ela era normal, qndo fez 20 anos começou a dizer q estava sendo peseguida, q as pessoas nas ruas sabiam de tudo que ela fazia, e q tinha câmaras em todos os lugares pra saberem da vida dela, e com dois com esse tipos de surtos vi q ela estava precisando de um psiquiatra pois fiquei preocupada e comecei a fazer pesquisas e agora ajuda!! O que devo fazer?

laine rodrigues de carvalho - 14 de abril de 2015

li a reportagem a respeito da doença e me como a Michelle reportou meu filho também não aceita a doença dificultando qualquer tipo de ajuda, hoje ele esta com 36 anos, mora comigo não consegue trabalha ele já esteve internado, já tomou remédios e teve um acompanhamento médico, só que hoje rejeita tudo e não permite nem que se toque no assunto, percebo que a doença evolui e isso me apavora porque não sei que atitude tomar, alguém teve uma situação semelhante ou tem uma orientação \\\/

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