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Qual o melhor tratamento para a esquizofrenia?

Editor do Portal 24 de setembro de 2012 Artigos, Blog 135 comments
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Esta é uma pergunta recorrente nos consultórios médicos e dúvida também de muitos leitores do site, por isso resolvemos abordar este tema de forma clara e abrangente, para que todos possam compreender os desafios que se colocam para a recuperação de uma pessoa que sofre de esquizofrenia.

Não se trata somente da escolha de um antipsicótico eficaz e bem tolerado, mas de uma constelação de fatores que vão desde a precocidade do diagnóstico e do tratamento até a escolha dos tratamentos psicossociais, como a psicoeducação de família, psicoterapia e terapias de reabilitação.

Um ponto central é o tempo para o diagnóstico e para um tratamento que seja capaz de trazer o paciente para um estado de remissão (sem sintomas positivos) o mais rapidamente possível.

Pesquisas mostram que um paciente com esquizofrenia é levado a um psiquiatra em média após 1 ano de doença, quando já sofre dos sintomas positivos, como delírios e alucinações. Geralmente o paciente apresenta também, algum tempo antes do primeiro surto, sintomas negativos, como apatia, desânimo e isolamento, e sintomas cognitivos, como problemas de memória e concentração, que prejudicam as suas atividades produtivas, como trabalho e estudo, muitas vezes descontinuando-as algum tempo antes. Esses sintomas raramente são atribuídos à doença e dificilmente o paciente é levado ao psiquiatra apenas por essa razão.

Portanto, na maioria dos casos, um tratamento é iniciado já com mais de um ano de adoecimento. Isto se o paciente não apresentar a resistência natural ao tratamento (por não ter consciência de sua doença) ou se a família adiar a procura pelo psiquiatra (é muito comum a negação ou subestimação do problema ou a crença de se tratar de algo espiritual ou de uma crise existencial da adolescência).

Os primeiros cinco anos de doença são considerados um período considerado crítico, pois estudos mostram que a gravidade da doença nos cinco anos iniciais influencia o prognóstico do paciente ao longo da vida. Todavia, quanto mais eficiente o tratamento no início do quadro, maiores as chances de recuperação, com a retomada progressiva das atividades do paciente antes de adoecer.

Isso ocorre porque alterações neurofuncionais e neuroanatômicas na esquizofrenia costumam ocorrer mais neste período do que com a cronicidade da doença, como se esta fosse uma fase de maior atividade biológica.

Pesquisas demonstraram que pacientes com esquizofrenia podem apresentar declínio de funções cognitivas, como memória, atenção e capacidade executiva, que podem não ser totalmente recuperadas passada esta fase, comprometendo o potencial de recuperação do paciente no futuro. Da mesma forma, alterações anatômicas, como redução do volume do lobo frontal, do núcleo estriado e do hipocampo, ocorrem mais no inicio da doença.

O tratamento com antipsicótico, medicação indicada no tratamento da esquizofrenia, tem um efeito neuroprotetor e pode evitar a progressão da doença em sua fase inicial, mas para isso é necessário que o medicamento seja iniciado precocemente, assim que identificado o transtorno, e garantida sua regularidade de administração, essencial para uma resposta terapêutica satisfatória e para a prevenção de recidivas (leia mais sobre Intervenção Precoce).

Adesão é o termo que se usa para definir essa regularidade do tratamento. Problemas de adesão são muito comuns na esquizofrenia e envolvem diferentes motivos. Um paciente pode não aderir ao tratamento porque não se acha doente, porque a medicação causa um efeito colateral intolerável para ele ou simplesmente porque a medicação não é eficaz o suficiente para o alivio dos sintomas, não fazendo sentido para o paciente o compromisso de tomar um medicamento diariamente. O paciente pode aderir ao tratamento no início e depois interromper, por achar que está curado e que não precisa mais do medicamento, o que também configura um problema de adesão, já que o tratamento de longo prazo é fundamental para o controle da doença, para a prevenção de recaídas e para a recuperação do paciente.

Problemas de não-adesão costumam estar presentes nos quadros mais graves ou de pior evolução, sendo um dos principais fatores relacionados ao conceito de resistência ou refratariedade ao tratamento (esquizofrenia refratária). Por isso a importância de se identificar precocemente a não adesão e tratar o paciente com medicamentos eficazes, mais toleráveis e que possam ser mais eficientes num tratamento a longo prazo, reduzindo assim os riscos de interrupção.

Os efeitos colaterais que mais comprometem a adesão ao tratamento são os efeitos extrapiramidais (do tipo parkinsonismo – tremores, lenhificação motora, alteração da marcha) e os metabólicos (como ganho de peso). Os antipsicóticos de segunda geração, que surgiram na década de 90, costumam ser opções mais eficientes do que os de primeira geração por causarem menos efeitos extrapiramidais e, entre eles, existem alternativas com melhor perfil metabólico e que causam menos ganho de peso.

Em dezembro de 2011 foi lançado no Brasil o primeiro antipsicótico de segunda geração injetável de longa duração e de uso mensal, o Palmitato de Paliperidona (Invega Sustenna). Até então só existiam antipsicóticos injetáveis (depósito) de primeira geração (Haldol Decanoato, Piportil L4, Flufenan Depot e Clopixol Depot) e um de segunda geração de uso quinzenal (Risperdal Consta).

Invega Sustenna representa um avanço no tratamento da esquizofrenia, especialmente no caso dos pacientes com histórico ou características de não-adesão ao tratamento oral (p.ex. pacientes que se recusam a tomar remédios ou que recaem com frequência porque param de tomar a medicação). Através de injeções mensais o paciente recebe níveis regulares da medicação antipsicótica sem a necessidade de comprimidos orais. É uma opção hoje para garantir um tratamento eficaz nos casos iniciais de esquizofrenia e evitar com isso a progressão da doença.

O medicamento, embora crucial, não é a única coisa importante no tratamento inicial da esquizofrenia. Hoje se sabe que a família tem um papel tão importante quanto o tratamento medico. Pesquisas mostraram de forma consistente desde a década de 80 que o ambiente familiar pode influenciar a evolução da esquizofrenia, inclusive determinar um maior número de recaídas e hospitalizações. As atitudes familiares mais relacionadas às recaídas foram aumento da critica, hostilidade, cobranças excessivas, aumento das expectativas, superproteção e superenvolvimento afetivo (viver essencialmente para o paciente, abdicando de suas atividades).

Um estudo em 2007 comparou dois grupos de pacientes, ambos moravam com familiares com alto nível de critica, mas somente um grupo tinha adesão ao tratamento médico, ou seja, usava antipsicótico regularmente. Ao final de um ano de acompanhamento, as taxas de recaída e hospitalização foram semelhantes entre o grupo que tomava e o que não tomava medicamentos, mostrando que o ambiente familiar com alto nível de critica anula os benefícios do antipsicótico.

Portanto, a cooperação da família é tão importante quanto o tratamento médico. Esta constatação é tão robusta que a psicoeducação de família, nome que se dá ao tratamento familiar para esquizofrenia, foi considerada a modalidade de tratamento psicossocial com maior nível de evidência cientifica, fazendo parte de todos os consensos internacionais para tratamento da doença. Lamentavelmente a cobertura deste tratamento para famílias de pacientes com esquizofrenia é menor do que 20%.

As prerrogativas de um tratamento de psicoeducação de família são informar os familiares sobre a doença (por isso o nome educação) e ajudar familiares e pacientes com os problemas advindos da convivência com a doença, através da terapia de solução de problemas, que pode ser feita individualmente com cada família e o paciente ou em grupo, com várias famílias e pacientes. A terapia em grupo se mostrou mais eficaz na prevenção de recaídas, na medida em que permite a troca de experiências entre pessoas que compartilham das mesmas vivencias.

A psicoeducação de família não só ajuda a prevenir recaídas, como também melhora a adesão ao tratamento médico, combate o estigma da doença entre familiares e pacientes, amplia a rede social dessas pessoas, melhora a qualidade de vida e auxilia na recuperação do paciente, inclusive na retomada de suas atividades (leia mais sobre prevenção de recaídas).

Portanto, respondendo a pergunta do titulo deste artigo, o melhor tratamento para a esquizofrenia é aquele que alia, desde o inicio, o tratamento médico, com um antipsicótico eficiente e que possa garantir a adesão do paciente, e a psicoeducação de família. Quanto antes começar esses tratamentos, menor a gravidade da doença e maiores as chances de recuperação (leia mais sobre recuperação).

135 comments

Elaine - 30 de outubro de 2016

Zargus..remédio que não deixa ter recaídas…é nem sintomas

Editor do Portal - 31 de outubro de 2016

Lindaura, seu esposo está em tratamento psiquiátrico e psicoterápico? É muito difícil se recuperar sem um tratamento abrangente e multidisciplinar. Incluo aí um suporte para a família, para você saber como lidar com esta situação e saber resolver os problemas e reduzir os conflitos.

Mirian Chaves - 18 de março de 2017

Olá,minha mãe tem 56 anos e há mais de 20 anos foi diagnosticada com Esquizofrenia.Já ficou internada em vários hospitais psiquiátricos,porém em suas últimas internações acaba retornando pra casa do mesmo jeito.Acredito que seu organismo já se acostumou com as medicações e por isso as mesmas não fazem mais efeito .Ela faz tratamento pelo Sus e os médicos não tentam mudar a medicação.Não tenho condições de dar a ela um tratamento pago.Sinceramente estou desanimada pois hoje ela recebeu alta de seu mais recente internamento e a mesma coisa,não houve melhora Não sei mais o que fazer.

Editor do Portal - 10 de abril de 2017

Mirian, não sei se o caso dela seria de refratariedade, neste caso ela já usou clozapina? Em que estado você reside?

Sonia Regina de Barros - 15 de maio de 2017

Minha irmã tem 48 anos e deve ter esquizofrenia, não sei com certeza porque ela se recusa procurar ajuda médica, não se diz doente, mas observando suas reações e comportamento, tem todas as características da doença.
Não sei o que fazer para convencê-la a procurar ajuda !

ionice soares - 22 de maio de 2017

tratei com alasapina e vitamima e suplemento d3 foi mota 10

Helena Macedo - 31 de maio de 2017

Gostaria de saber se ainda fazem terapia de choque em pacientes com esquizofrenia? Eu espero que não.

Luis Ericson - 23 de junho de 2017

Tenho uma menina de 5 anos que está sendo diagnosticada com EI, depois da suspeita de Sindrome do Panico.
Estamos sem chão, não estamos sabendo lhe dar com a situação pois ela fica mega arteira, respondona e tem suas crises alucinatórias, etc. As vezes ela pede algo e quando vc vai fazer ela ja não quer mais, briga para pararmos de fazer o que ela acabou de pedir. Tadinha, só tem cinco Anos!!!

Editor, nos ajude!!!
Abraço.

Ingrid - 28 de junho de 2017

Parabéns pela página, me trouxe alívio saber que existe medicamentos injetáveis, minha mãe tem todos os sintomas, já fez tratamento por quase 10 anos, como parou com os medicamentos a doença voltou mais agressiva. Essa doença é tão triste pois o paciente não aceita o tratamento e nos como familiares nos sentimos impotente diante da situação, sofremos muito. Antes de ler o seu texto estava pensando em internação, mas me deu esperança, vou conversar com o médico a respeito do injetável. Obrigada! Força familiares, è difícil mas temos que ter paciência.

Editor do Portal - 3 de julho de 2017

Luis, a família sofre muito e precisa de informação e capacitação para lidar com o paciente. Sugiro que procure por um programa de psicoeducação no serviço que seu irmão se trata ou procure um grupo de ajuda de familiares. Ler um livro sobre a doença também ajuda.

Editor do Portal - 3 de julho de 2017

Helena, você deve estar se referindo à eletroconvulsoterapia. Sugiro que leia mais em http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=132

WILTON JOSÉ GOULART GARAVELLI - 3 de julho de 2017

Como estudante de medicina aprendemos a terapia de choque elétrico usada no próprio corpo, para então sabermos aplica-la, a terapia salva vidas tal qual o desfibrilador cardíaco. Sim!!! Hoje exerço medicina de “campo”.

Thiago - 14 de agosto de 2017

Ola, meu irmão esta com 40 anos , e desde os 16-20 anos esta com essa doença e sempre foi meu pai que cuidou dele, mas agora ele já esta mais velho com 71 anos e acho que não esta conseguindo dar conta mais, então preciso ajuda-lo e não sei por onde começar. Meu irmão faz tratamento com uma psicóloga do SUS, já faz um tempo, ele toma Olanzapina e Topiramato, não sei informar se o remédio que não faz efeito ou algum outro tipo de coisa que possa estar acontecendo. Ele esta tendo crises mais constantes, e eu não sei como ajuda-lo, pois as vezes as crises que ele tem, não tem nexo, por exemplo ter que dar um fim na cachorrinha da minha filha porque pode prejudicar alguém, ou ter que vender o carro porque pode se acidentar no caso o carro do meu pai. Ele já teve crises maiores mas já faz um tempo de ate tentar se matar, mas antes ele não fazia o tratamento com esses remédios. Por onde começar? Trocar a medicação poderia ajuda-lo? Irei tentar conversar mais com ele, pois eu realmente estou em falta nisso.

Helen Almeida - 15 de agosto de 2017

Qual o livro que sugere pra que nos famílias tenham mais aprendizado para lidar com a doença

Maísa - 24 de agosto de 2017

Minha irmã sofre de esquizofrenia. Aos 21 teve o primeiro surto, foi terrível… ficou internada… até que voltou uma vida normal, trabalhou, estudo se relacionou… agora aos 34 a médica aposentou e tirou a medicação… ou seja, ela voltou tudo outra vez… está surtada… levamos em outro médico ele mandou ela tomar uma injeção… ela se recusa e não sabemos o que fazer… alguém poderia me ajudar a encontrar um local que aplica a injeção mesmo contra a vontade do paciente? Sou de Vitória/ES

Gabriel Marques - 12 de setembro de 2017

Quando tinha 14 anos recebi um chute muito forte na testa, após isso nunca mais fui o mesmo. Com 19 anos comecei a surtar, eu diria que o melhor tratamento para esquizofrenia é o evangelho, mas não dispense os remédios.

WILTON JOSÉ GOULART GARAVELLI - 12 de setembro de 2017

O sofrimento da dor de ter levado um chute na testa, quando perdura initerruptamente por anos pode ser curado sim pela mudança do ambiente ou o hábito de que esse ato seja feito. Falamos quesitos, falamos ex-quesitos, frenezzi na Itália terra por S. Freud, é um vento suave, digo que em ambiente de vento suaves não dão chutes na testa, somente se for competição olímpica. Sua atitude leva a cura. Não podemos mudar a tempestade, mas o vento suave (frenezzi) pode ser conquistado. Esquizofrenia é isso.

Editor do Portal - 18 de outubro de 2017

Helen, sugiro nosso livro, Entendendo a Esquizofrenia – Como a família pode ajudar no tratamento? – http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=3846

Editor do Portal - 18 de outubro de 2017

Thiago, sugiro conversar com a psiquiatra de seu irmão para ter maiores orientações, acho melhor começar por aí.

leo - 9 de novembro de 2017

Excelente website. Obrigado pelas informacoes!
Poderia por favor indicar algum centro de tratamento na cidade de Campinas/SP (incluindo psicoeducacao da familia, atividade hospitalar diaria, etc) na

lamarana balde - 28 de novembro de 2017

Esquizofrenia e o pagamento total da memoria de um individuo

Editor do Portal - 13 de dezembro de 2017

Leo, acredito que a UNICAMP ofereça esse atendimento, além dos CAPS da cidade que você pode consultar aqui http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=4073

kelly - 13 de dezembro de 2017

Minha cunhada tem escrozefania toma remédio mas os remédios da crise nela ,qd para com os remédios as crises some mas aí a doença volta pq sera isso ?

Simone Cordeiro - 24 de dezembro de 2017

Olá, DR ! Tenho um irmão que tem esquizofrênia paranóide, mas já tem dois anos que não adere ao tratamento. Vive isolado, e não quer sair de casa, o que dificulta ainda mais ajudá-lo para ir as consultas médicas, e voltar para o tratamento. Além disso, nosso Estado Alagoas, não oferece boa estrutura e nem suporte para esse tipo de paciente, me refiro aos Caps. A falta de informação dos meus pais á respeito da doença, e falta de apoio para melhor aprender lidar com meu irmão, levou meus pais a desenvolverem depressão, e a separação de ambos. Hoje meu irmão vive abandonado, em situação subhumana, sem nenhuma higiene física e muito menos do ambiente em que vive. Ele não é casado, e por ter essa perda de conato com a realidade, vive com um monte de cachorro, a partir disso, ele está com sarna e nem sei mais o quê, pois precisa de uma avaliação médica, além de exames. Nesses casos de recusa do tratamento, qual posição tomar? Existem meios de psiquiátras fazerem visita domiciliar? Para que ele seja avaliado, e possa voltar para o tratamento, ser internado, e puder receber um beneficio já que não tem nenhuma renda e vive em situação precária? Por Deus me ajude com alguma resposta!

julia - 10 de fevereiro de 2018

Tinha síndrome do pânico e me deram injeção de haloperidol, dizendo que era calmante, eu como não conhecia o veneno aceitei ..hoje tenho muitos efeitos colaterais horríveis. Estou mal

julia - 10 de fevereiro de 2018

Confundiram síndrome do pânico com esquizofrenia..acabei tomando injeção que não era para meu caso…passo muito mal..

Florinda Silva - 3 de março de 2018

Num primeiro episódio de delírio, em alguns períodos por dois dias. O médico conversou com o paciente por 15 minutos e indicou quetiapina 50mg. Sem o paciente relatar tudo o que sentiu e sem o médico querer conversar com os pais, isso é um diagnóstico? este medicamento deve ser continuado? quanto tempo observar o a pessoa antes de medicar?

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Florinda, um diagnóstico pode levar meses e certamente requer uma consulta que contemple os sintomas, a história da vida e da família da pessoa. Muitas vezes é preciso conversar com a família. Quanto à prescrição, não temos como comentar.

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Kelly, muitos casos recaem quando a medicação é interrompida. Mas se ela está tendo crises mesmo com os remédios, é preciso avaliar o que está ocorrendo, se é falha na resposta ou efeitos colaterais.

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Simone, psiquiatras podem fazer visitas domiciliares, ele pode se beneficiar de uma medicação injetável de longa ação, que dispensa o uso oral de medicamentos, ele pode ter acesso ao LOAS, benefício do INSS ou a um auxílio-doença se ele for um contribuinte.

Edneison - 27 de abril de 2018

Ola,de tempos pra ca meu irmão começou ter alucinações e ficar muito irritado ,bravo dar murro nas coisas falar coisas sem sentido, levamos ele no caps daqui da cidade e passaram alguns redios, ja esta cm uns 15 dias qe ele toma esses remédios e em algus momentos ele fica muito estressado ainda ,chuta a parede da murro nas coisas ..Pergunto a vcs depois desses dias todos tomando o medicamento é normal q isso aconteça? Minha mãe esta muito super protetora e fica discutindo com ele quando ele tem esses surtos ,qundo ele fala ou fais algo anormal ela briga com ele essas atitudes estão corretas ou não?

Editor do Portal - 15 de maio de 2018

Edneison, um antipsicótico pode levar de 4 a 8 semanas para fazer efeito. Com certeza o aumento do estresse em casa pode atrapalhar e dificultar a resposta ao tratamento. Leia mais http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=194

Larissa - 21 de julho de 2018

Bom dia Dr, minha mãe teve sua primeira crise de depressão a 12 anos atrás, desde esse tempo começou a tomar medicamentos controlados, mas a não aceitação do meu pai e irmão fazia ela parar de fazer o tratamento, isso gerava novas crises. Há quatro anos atrás ela teve o primeiro surto psicótico, essa crise forte durou seis meses, ela passou um tempo bem mas teve uma novo surto que durou três anos, passou de três a quatro meses bem, mas agora está em uma nova crise, muito forte. E recentemente recebi o diagnóstico que ela tem esquizofrênia paranóide. Ela senti muito medo e tem mania de perseguição. A medicação do tratamento recente é dois comprimidos de Quetiapina de 100 mg, dois Carbolitio de 300 mg e um Rivotril de 2 mg. É normal essas crises frequentes? Seria uma caso uma nova medicação?
Não sei mais o que fazer ela já passou em quatro psiquiatras, já tomou outras medicações, a mais eficaz até agora foi o Quetiapina, mas ultimamente não está mais fazendo o efeito desejado. Queria sua opinião…

Weder - 22 de setembro de 2018

O melhor medicamento é sem dúvida o Aripripazol!

Editor do Portal - 18 de novembro de 2018

Larissa, precisa ver com o psiquiatra. A quetiapina é um antipsicótico de baixa potência, então são necessárias doses altas para o efeito antipsicótico.

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