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Esquizofrenia refratária: quando o remédio não resolve, o que fazer?

Editor do Portal 25 de setembro de 2010 Artigos, Blog 96 comments
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Apesar do inegável avanço do arsenal farmacológico para o tratamento da esquizofrenia, com medicamentos cada vez mais eficazes e melhor tolerados, estimativas indicam que um a dois pacientes em cada dez que se tratam não melhoram com a medicação. Este percentual pode aumentar se considerarmos aqueles que respondem parcialmente ao medicamento, mantendo, ainda assim, um nível significativo de sintomas que impactam sobremaneira a sua qualidade de vida.

A falta de resposta aos medicamentos pode estar associada a outros fatores, como a não adesão ao tratamento, com tomadas irregulares da medicação e interrupções frequentes, dosagens insuficientes ou excessivas, gerando baixa eficácia ou muitos efeitos colaterais, abuso de drogas e álcool, estresse crônico em decorrência de fatores sociais e familiares e gravidade da própria doença.

A esquizofrenia refratária (ou resistente) pode ser identificada quando, apesar do tratamento adequado, o paciente mantém sintomas agudos da doença, como delírios e alucinações, alterações graves do comportamento, desorganização mental marcante e isolamento social e emocional progressivos. A sensação que familiares têm nessa hora é que o tratamento não está funcionando ou mesmo que está trazendo mais malefícios do que benefícios em decorrência dos efeitos colaterais. A sensação de sobrecarga nestes casos aumenta muito, pois a família perde a esperança por não ver uma luz no fim do túnel.

A esquizofrenia não é uma doença incontrolável ou um atestado de insanidade para o resto da vida. Pacientes e familiares precisam compreender que existem alternativas à ausência de resposta aos medicamentos utilizados até o presente momento e que a pessoa pode se recuperar e ter uma melhor qualidade de vida no futuro.

A medicação indicada para os casos resistentes é a clozapina, cujo nome comercial no Brasil é Leponex, fabricado pelo laboratório suíço Novartis. Esta molécula existe desde a década de 70, mas, devido a um efeito colateral, foi suspensa e liberada somente na década de 90. Este efeito é conhecido como agranulocitose, caracterizado por queda dos glóbulos brancos, células de defesa do nosso organismo, também chamados de leucócitos. Isto deixaria a pessoa em risco de infecções. Estudos científicos e a experiência clínica ao longo dos anos mostraram que este efeito é raro e ocorre em menos de 1% dos pacientes tratados, o que foi determinante para que a medicação voltasse às prateleiras das farmácias no mundo todo.

O período de risco de agranulocitose é nos primeiros 4 meses de uso do medicamento, depois ela é ainda mais rara. Neste sentido, é recomendado que o paciente faça exames de sangue (hemograma) semanalmente nas primeiras 18 semanas, sendo possível assegurar que, caso ocorra redução dos glóbulos brancos, o medicamento será logo interrompido e os leucócitos voltarão rapidamente aos níveis normais, sem graves consequências para o paciente.

Os benefícios da clozapina são evidentes na maior parte dos casos refratários e não se justifica que ela seja relegada em função de um risco baixo. Muitos pacientes, que antes não tinham alívio para seus sintomas e que, em função disso, não conseguiam levar uma vida estável e produtiva, encontraram na medicação uma nova esperança em sua caminhada.

Se este é o seu caso, converse com seu médico e obtenha mais informações a respeito.

Nenhuma medicação será 100% eficaz se não zelarmos pela qualidade do ambiente e dos relacionamentos das pessoas portadoras de esquizofrenia, reduzindo o nível de estresse e melhorando a qualidade de vida na família e na sociedade.

96 comments

Editor do Portal - 24 de agosto de 2015

Cintia, antipsicóticos orais podem levar de 4 a 8 semanas para fazer efeito, claro que depende da dose e da gravidade de cada caso. Sugiro que entre em contato com o médico que trata ela. A internação está indicada em casos em que o paciente coloca sua vida ou a de terceiros em risco.

Editor do Portal - 24 de agosto de 2015

Valeria, pelo que você diz tudo está sendo tentado, agora é confiar nos profissionais que tratam dele para conseguir chegar nas doses adequadas de medicação e na psicoterapia e terapia ocupacional através do hospital-dia que podem judá-lo a ter mais recursos para lidar com suas próprias dificuldades. Boa sorte!

Marcelo Moreira de Souza - 23 de setembro de 2015

Boa tarde. Tenho uma irmã de 49 anos com esquizofrenia crônica que tornou-se uma ameaça à vida da minha mãe. Os médicos dos CAPS chegaram a conclusão que ela se encontra no grau máximo da doença. Minha mãe tem 70 anos e mora no Rio de Janeiro, cuidando dela sozinha, já apanhou várias vezes e não temos condições de colocá-la numa clínica, pois os custos são altos. O que fazer se nem mesmos os médicos conseguem uma evolução no caso dela? Não há apoio do governo em uma internação definitiva e os médicos já nos avisaram que precisa separá-las urgentemente, pois no caso dela pode até matá-la. Nos oriente por favor.

Lurdes - 24 de setembro de 2015

Dr; meu filho toma clozapina a mais ou menos 7 meses, so q está muito magro, fazemos exames de sangue regularmente, o q pode estar acontecendo?

David dos anjos silva - 27 de setembro de 2015

Dr. Minha mãe toma já faz MT tempo depakene 500mg e melheril de 100mg e o neozine de 100 também e já tem um tempo que ela não passa por um psiquiatra por falta de médicos aqui ela só troca a receita gostaria de saber se esses remdios perde o efeito ela não está MT bem e vem passado por um momento difícil com a separação

Editor do Portal - 10 de outubro de 2015

David, não é uma característica do tratamento perder o efeito com o tempo, exceto se existem problemas de adesão, ou seja, o paciente não toma remédios, ou se os fatores externos são desfavoráveis, o que parece ser o caso. Neste caso, você deve levá-la ao médico para que ele reveja as doses e os medicamentos.

Editor do Portal - 10 de outubro de 2015

Marcelo, temos alguns artigos que abordam a esquizofrenia refratária, quando o paciente não responde aos antipsicóticos tradicionais. Dê uma olhada no link http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?s=refratária.

Fabiola - 18 de outubro de 2015

Dr. Minha mãe sofre de esquizofrenia há uma 27 anos, vem fazendo tratamento mas no passar dos anos a doença tem piorado, já não tem maia uma vida social e não sai mais de casa a não ser pra ir ao médico, passou muitos anos tomando haldol, akineton, fluoxetina e clonazepam. Agora está sendo tratada por médica que atende pelo convênio, e está tomando quetiapina 200mg a noite e 50mg de dia, ela está mais calma comigo, já não está mais agressiva, mas ainda mantém os sintomas da alucinacao e de delírios as vezes é tão forte que acha mesmo que estão perseguindo ela, sei o que ela está pensando porque faz orações em voz alta e percebo os distúrbios que vem sofrendo, neste cenário o que devo fazer, pois não tenho liberdade pra conversar com a médica pois minha mãe acredita que não tem mais doença e acha que o remédio que toma e apenas para dormir.

Ana Goes - 22 de novembro de 2015

TENHO UMA FILHA REFRATARIA TEM 35 ANOS NUNCA TEVE UMA VIDA NORMAL ESTA ALUCINANDO O TEMPO TODO FALA SO EM COISAS RUINS E NAO CONVIVE SOCIALMENTE POR CONTA DO COMPORTAMENTO DA DOENÇA, ESTA COM INDICAÇÃO DE ECT MAS NAO CONSIGO FAZER É UM TRATAMENTO MUITO CARO ESTOU NA FILA DO HC DE SAO PAULO! PRECISAMOS DE AJUDA POR FAVOR SE ALGUEM SOUBER ONDE FAZER O TRATAMENTO DE FORMA SEGURA ENTREM EM CONTATO!

refratária + demência - 13 de janeiro de 2016

Olá. Minha irmã tem 50 anos e vem piorando desde a infância. Além da esquizofrenia refratária teve problemas no parto e piora a cada dia. Procurei dar uma vida “normal” a ela depois da morte de minha mãe, que a deixava trancada em casa, mas houve um atropelamento e ela piorou seu comportamento e reduziu os movimentos de um dos braços. O dia-a-dia está ficando insuportável e mantenho cuidadores 24 horas. Pode indicar uma casa de repouso em São Paulo ou nas proximidades?

Leonardo Amaro - 21 de fevereiro de 2016

Eu tenho esquizofrenia refratária e tomo uma olazapina 5mg de manhã e acido volproico250mg..ao meio dia diazepam pra ansiedade 2,5 mg… de noite 3 quetispina de 100mg e dois acido volproico de 250mg e uma olazapina de 5mg… só que ainda tenho alucinações forte Minh médica mês que vem vai tirar olazapina que eu acho pior antipsicotico apesar de ser caro e nomeado como o melhor… ele e fraco e não corta as minhas aluçinasoes… vou tomar mês que vem 600mg de quetiapina… gostaria de saber qual antipsicotico e melhor clozapina ou longacitil? clozapina,Longacitil tem calmante e que tbm sofro de insônia… e pq virei esquizofrênico apos ter sofrido macunba que fizeram para mim… tem algo a ver isso ou deu a doença pq teve que dar essas são minhas dúvidas? Obrigado

Editor do Portal - 27 de fevereiro de 2016

Leonardo, a esquizofrenia é uma doença biológica, tem influencias genéticas, neuroquímicas e celulares. Embora a espiritualidade possa interferir, positiva ou negativamente, ela não é a causa do adoecimento. Quanto aos remédios que você cita, seu médico é a melhor pessoa para tomar essas decisões em conjunto com você. A clozapina, como deve ter lido no artigo, é o único antipsicótico com eficácia comprovada em casos resistentes.Mas se seria o caso você usar, somente ela pode lhe responder.

Edna Silva - 27 de março de 2016

Dr. Meu filho tem 30 anos, diagnosticado desde os 17. A doença aflorou após o uso de alucinógeno, não sabemos se maconha ou outro qualquer. Teve três surtos muito graves. Constataram que estava refratária. Tomou 400 mg de clozapina. Teve efeitos colaterais. O médico reduziu a dose para 300 mg. Tomando somente a noite. A enurese melhorou um pouco mas os delírios estão piores. Ele fala sozinho o tempo todo, principalmente quando esta só. Por favor, me dê a opinião do senhor sobre isso: Observei sem que ele notasse, que os diálogos sozinho não são amistosos e ele faz gestos agressivos. Ele procura fazer isso sozinho, sem que ninguém veja e quando entre pessoas se esforça para agir normalmente, chega a ser amável. Hoje fiquei muito alarmada, observei e achei que ele fazia gestos realmente muito agressivos. Nem devo descrever aqui. Mas minutos depois saiu do quarto e me desejou boa noite normalmente. O que o senhor me aconselha? Continuar com clozapina?

Elizabeth - 17 de abril de 2016

Meu marido desenvolveu após meningite herpetica virotica mas já era antes bipolar e depressivo,toma quetiapina,menalete e olanzapina a um mês em casa mas não melhora visões confusão mental frases desconexas e agora agressividade…toma rivotril de 2,0 duas x ao dia…por que os remédios não estão fazendo efeito? Ele está bem pior que antes da doença, pios sempre foi muito nervoso e anti social…

Editor do Portal - 22 de abril de 2016

Elizabeth, quadros neurológicos comumente agravam quadros psiquiátricos pre-existentes. Procure conversar com o médico que o atende.

Editor do Portal - 27 de abril de 2016

Edna, isso somente o médico dela poderá lhe responder. Pelo que entendi ela só usa clozapina e não tolera doses mais altas. Por outro lado, a dose atual parece não ser eficaz para controlar os sintomas positivos. É preciso conversar com o médico sobre outras alternativas medicamentosas ou mesmo associações que podem ser feitas com a clozapina.

Leonardo - 30 de maio de 2016

Esquizofrenia é algo difícil de se diagnosticar, principalmente sobre os efeitos dos medicamentos pq somente a pessoa com a doença q pode ser a melhor pessoa a auxiliar o médico, mas se a pessoa não esta bem para realmente se auto diagnosticar e reportar ao seu médico, automaticamente é drogado de forma errônea. Isso torna uma doênça muito difícil de se curar, e por se tratar de uma doênça genética, tanto q passa de pai para filho, não tem cura, apenas é usado medicamento para pessoa bloquear os males, entender o q acontece com ela, e ela viver o resto da vida com os sintomas. A grosso modo é uma má formação cerebral, e nenhum remédio cura uma má formação. O q ocorre é a pessoa superar e conviver com a doença, mas a doença permanece.

MARILEI PAZINATTO - 17 de julho de 2016

Dr. Minha mãe é esquizofrênica a mais ou menos 30 anos já tomou várias medicações e hoje toma quetiapina 200mg noite e 100m ao meio-dia, também toma o neosine 100mg a noite, Mas parece que não está fazendo o efeito esperado, pois ainda continua com delírios e alucinações. A família está tomando cuidado em proporcionar um ambiente calmo e favorável a sua melhora mas vejo que é muito lento.

Editor do Portal - 26 de julho de 2016

Marilei, converse com o psiquiatra dela. A dose antipsicótica da quetiapina é acima de 300mg, podendo ser necessário chegar a 600-800mg/d.

Alison Uener Colombera - 30 de agosto de 2016

Dr.tive uma desidratação prolongada e evoluiu para um choque hipovolêmico,após isso apareceram sintomas de ansiedade,agitação psicomotora,inquietação,irritabilidade,insônia,problemas para cuidar da higiene,problemas para tomada de decisões,tremor nas extremidades,sensação aumentada de susto,problemas para aprender coisas novas,rigidez muscular.Estou desconfiado de demência,estou me tratando com psiquiatra,que está tentando de tudo para me ajudar.Já tomei Olanzapina 3mg,Clomipramina 75mg,Ácido Volproico 300mg,Respidon 1mg,agora estou tomando Quetiapina 100mg,Dorene 75mg, e vou agora substituir Ácido Volproico por Donaren Retard 150mg.Fazem dois anos que estou assim,enquanto os remedios fazem efeito consigo dormir um pouco a noite,mas quando acordo fico com incapacidade de relaxar,muita inquietação,agitação psicomotora.Até meu médico não sabe mais o que fazer para diminuir essa ansiedade.Tenho 42 anos,e vivo com meu pai,estou tocando meu emprego,fazendo esforço para que meus colegas não percebam minha ansiedade.Minha pergunta é se o choque hipovôlemico,pode causar lesões neurológicas a ponto de parecer quadros demenciais.

Editor do Portal - 13 de setembro de 2016

Alison, se durante o choque houver interrupção ou redução do fluxo sanguíneo cerebral, pode haver alguma lesão. Converse com seu médico para ele pesquisar melhor através de exames que possam avaliar melhor o cérebro.

Douglas Dias - 12 de novembro de 2016

Olá e obrigado pela oportunidade.
Sou casado e minha mulher foi diagnosticada com Bipolar mas sempre achei algo a mais. Ela a dois anos atrás começou com trans. Ansiedade e seus sintomas cuidamos por 18 meses com fluoxetina e no final do tratamento começou a ouvir vozes e ver umas coisas em mim, nas vozes dizia que eu fala no ouvido dela para ela sair de casa, que eu ” marido dela” iria pegar a alma dela. Porém quando isto aconteceu eu não sabia de nada só fiquei sabendo que no fim de 2015/Dez ela resolveu tomar todos remédio que tinha em casa e quase se foi. Pode acreditar piorou as coisas; ela no inicio de janeiro teve um terror noturno, não sei se foi pesadelo e trouxe para a vida real e que estava dentro de um inferno, que em nosso quarto era o inferno que no inicio tinha um encosto em mim, que depois eu era este encosto. Que agora eu sou um Demônio que quer arrancar ela de casa que quero a alma dela. Minha vida acabou estamos juntos a 22 anos e ta uma droga a nossas vida. Então desde 01/16 até agora 11/16 ela toma Quetiapina 300/Dia + 600 Lítio …vou falar melhorou umas coisas mas toda semana tem uma crise “leve” a “Braba” ai é tudo desconexas as conversas, xingamento, ofensas, me culpa de tudo, volta como no dia que ela ta na crise de ver coisas e ouvir. Volta tudo de novo seu….Demônio, Encosto, vc não vai levar minha alma, vc acabou com minha vida enfim tudo que não suporto mais. Hoje nas crises ela piorou diz toda ora que quer morrer, que vai se matar e que vai me matar, sei que é somente no momento da crise e ai tenho como segura-la e até brigamos por causa disto, é o que posso fazer. Eu acho que faz muito tempo no sofrimento e sem melhora acho também que ela não é bipolar mas com Distúrbio Esquizoafetivo, pois li sobre o assunto e tbm falei com uma pessoa que tem uma filha que era tratada como quetiapina para bipolaridade e na verdade sofri de Distúrbio Esquizoafetivo. Por favor eu falei hj mesmo através de e-mail com o Médico dela e vamos esperar a consulta mas pedi a ele rever o caso e estudar a possibilidade de usar a Clozapina…….Por favor me ajudem…Abraço

Rita - 11 de dezembro de 2016

Bom dia, minha irmã tem esquizofrenia, mas se recusa a tomar o remédio RISS, ela tem muito delírio persecutório. Como posso conseguir convencê -lá a tomar o remédio?

Leandro - 3 de janeiro de 2017

Olá, doutor minha mãe sofre de esquizofrenia , ela esculta vozes o dia todo, fica parada olhando pra parede fala que as vozes diz que vai matar ela, e os remédios parecem que não está fazendo efeito. Eu sou filho único , e cuido dela sozinho, sinceramente não sei mais o que fazer.. ela toma 2 comprimidos de manhã risperidona 2mg e de noite 2 de 2 mg. Fora a setralina e outros de diabetes e pressão alta. Me ajuda por favor

fernando - 20 de janeiro de 2017

eu estou tomando olanzapina 10mg,e tenho muitos sintomas negativos e gostaria de saber se meu problema esta na esquizofrenia ou devo mudar de remedio,pois sinto isolamento social,nao consigo ter concentraçao,falta de atençao,e nao consigo resolver coisas faceis,pois parece que se torna dificil. a clozapina e boa?o que devo fazer . aguardo resposta

Editor do Portal - 6 de fevereiro de 2017

Fernando, essa é uma avaliação que somente seu médico pode fazer. A olanzapina, assim como a clozapina, melhoram a cognição e existem estudos com evidências a respeito. Outra sugestão é a reabilitação cognitiva. Leia mais em http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?p=5346

Tatiane - 10 de fevereiro de 2017

Olá, meu namorado tem esquisofrenia, apos trocar o medicamento haldol por 50mg de quetiapina e 500mg de depakene, entrou em crise pisicotica. Estava ouvindo vozes, vendo coisas, e com manias de perseguição. Passou no médico e o mesmo dobrou o medicamento, a seis dias está tomando 100mg de quetiapina e 1000mg de depakene. Ele melhorou um pouco, não está mais agressivo, mas continua pensando muito, foca olhando para o alto ou algima coisa o tempo todo. Fica se benzendo com o sinal da cruz toda hora. Minha pergunta é: essa nova dosagem vai tira-lo da crise? Em quanto tempo ficara bom? Já fazem 6 dias que está tomando o medicamento

Obrigada!

Editor do Portal - 14 de fevereiro de 2017

Tatiane, essas perguntas dependem do paciente e do quadro clínico. Sugerimos que converse com o médico-assistente, a pessoa mais indicada para lhe passar essas informações. Em linhas gerais podemos dizer que um medicamento antipsicótico pode durar de 4 a 8 semanas para fazer seu efeito, embora melhoras já possam ser observadas antes. É importante ressaltar que o tratamento medicamentoso é apenas um dos tratamentos disponíveis, existem psicoterapia, terapia ocupacional e terapia de família, além de outros tratamentos complementares, com os quais também pode haver melhor resposta ao tratamento como um todo.

Thiago - 15 de fevereiro de 2017

Dotor nao sei se eu estou com esquisofrenia mas vou te falar as coisas que eu sinto ,meus pensamentos sao muitos rapidos eu nao concigo me concetra nas coisas que eu faço nao tenho prazer em viver pensamentos vem em minha mente sem eu quere pensar neles minha cabeça doi todos os dias fico com um zunbido no ouvidro o dia enteiro ouso voses mas nos pensamentos eu brigo com elas para elas iren embora quando estou perto de outras pessoas fica um pensamentos mandando eu vuar nele mata bater queria saber se eu posso ser curado , minha mente fica tao pertubada que ate quando eu vou ora pensamentos vem e fala q nao vai da certo e chega ate fala mal de Deus estou querendo saber oque eu tenho pois sou muito asioso tmb e ja tive toc mas tava bom quando era so o toc e a ansiedade mas agora isso que esta acontecendo e muito ruin eu nao tenho paz

Dan - 21 de fevereiro de 2017

Boa tarde! Minha irmã foi diagnosticada com depressão leve, estresse pós traumático e transtornos do humor afetivos persistente. Esta com mania de perseguição achando q clonaram o celular, computador, tablet e até mesmo a TV por assinatura. Levamos ao psiquiatra q mudou a medicação onde pela manhã toma 5 gotas de rivotril e 1 comprimido de prestiq a noite 10 gotas de rivotril e 1 comprimido de olanzapina 5mg , a uma semana vem tomando e houve uma piora no quadro ela não dorme a noite toda, está com Toc, mania de limpeza e cheiros, não quer q toque nas mãos e apresentando oscilação de humor . O médico solicitou q aumentase a dose do olanzapina para 10mg a noite e aumentasse o rivotril para 15 gotas e de nada resolveu.
Ela está mais agitada sem dormir e com as mesmas manias, será que o remédio não está fazendo bem? Por favor me ajude qUE não sei o q fazer

Editor do Portal - 21 de fevereiro de 2017

Dan, não temos como reponder a essas perguntas, pois isso requer examinar a paciente e conhecer os antecedentes e sua história. Sugerimos que entre em contato com o médico-assistente e solicite uma revisão, para que vocês possam esclarecer esses pontos.

Editor do Portal - 21 de fevereiro de 2017

Thiago, claro que existe tratamento e você pode se curar, não podemos falar em diagnóstico, pois isso requer o exame do paciente, mas sugiro que leia um pouco mais sobre isso no artigo http://leonardopalmeira.com.br/website/depressao-e-transtorno-bipolar-em-foco-do-sintoma-a-doenca/

Editor do Portal - 21 de fevereiro de 2017

Leandro, sugiro ler o seguinte artigo: http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?p=3728 Não sabemos se seria o caso de sua mãe, mas você poderia comentar com o médico dela a respeito.

Editor do Portal - 21 de fevereiro de 2017

Rita, esse é um trabalho para a equipe que trata de sua irmã. A família pode ajudar, mas precisa de capacitação através de programas de psicoeducação, pois não é fácil dialogar com um paciente que não aceita que esta doente e que precisa de remédio. Sugiro que leia este artigo http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?p=3724 e o nosso livro Entendendo a Esquizofrenia, onde apresentamos o método LEAP, que você também pode encontrar em http://leapinstitute.org/

Editor do Portal - 21 de fevereiro de 2017

Douglas, a clozapina pode ser uma alternativa, o médico dela é a pessoa mais indicada para lhe orientar.

Dan - 22 de fevereiro de 2017

Não temos antecedentes na família de problemas psicológicos ou pisiquiatrico, o que aconteceu é que perdi dois irmãos de forma muito traumatica e após 4 anos do acontecimento que percebemos que ela não estava bem, levamos ao psiquiatra que diagnosticou o problema. Ela está em tratamento a quase 6 meses q não apresenta melhora, e agora com a mudança do remédio está pior. Como saber se o olanzapina não está causando um surto pisicotico?

rute - 23 de março de 2017

Ola tenho uma familiar mulher com transtorno bipolar a mas de 17 anos ela ja teve milhares d internacoes ela abandona medicacao oral ela ficou bem por um tempo com ijetavel o piportil mensal 100 depois 50 e por ultimo tava mantendo com 25 mg ijetavel problema aumentou a prolactina em quatrocentos efeito colateral d piportil dr cite o nome de outras alternativas ijetaveis q possa nao aumentar a prolactina dela e eu possa sugerir p o pisiquiatra dela favor aguardo

Malu - 24 de março de 2017

Olá minha tem 36 anos e foi diagnosticada com esquizofrenia a 40 dias. Teve várias fases, as alucinações, as vozes, sensação de morte eminente….A 10 dias nega-se s comer. Chegou a ficar 5 dias sem comer nada, internamos para receber alimentação intravenosa. Esta tomando olanzanpina, quitiapina e Litium. Mas estamos sofrendo pq ela se recusa a comer tomar o remédio, tomar banho. Não dorme, não sabemos mais o que fazer! Socorro!!!

Marina - 30 de março de 2017

Olá! Boa Tarde! Desde que minha mãe começou a ter sintomas de alucinações comecei a ler sobre o assunto. Desde janeiro/2017 minha mãe vem tomando medicação para esquizofrenia e até agora não houve melhora nenhuma, pelo contrário , houve uma piora nos sintomas. Iniciou com olanzapina 2,5 – 10 – 20 mg( em torno de 1 mês e pouco), parou e passou para quetiapina 25mg(não chegou a 1 mês), faz 15 dias que está tomando esse Leponex(clozapina) – iniciando 1/2 de 25 2x ao dia, hoje está tomando 50mg 2x ao dia e irá chegar a 200mg 2x ao dia, o psiquiatra nos informou que teremos que aguardar ao menos 6 semanas para saber se a medicação está fazendo efeito. de janeiro para cá, em meados do inicio de março iniciou a medicação rivasigmina 1,5mg 2x ao dia e para dormir a noite o Patz(hemitartarato de zolpidem) 5mg sub lingual e ela relamente dorme isso ajuda a mim e ao meu irmão, pois durante o dia são alucinações e delírios o dia inteiro, mas o grau de agressividade é baixo. Minha mãe desde os 20 anos sofreu com depressão e tomou diversos remédios a vida toda, mas nunca melhorou, hoje praticamente a depressão ficou em segundo plano dando espaço para a esquizofrenia…porém há um quadro familiar de problemas relacionado ao esquizofrenia e demência precoce(meu avô, pai da minha mãe e uma irmã dela, que hoje está com 60 anos e um grau elevado de demência), informações de outros familiares que conviveram com eles no incio do problema, disseram que iniciaram com alucinações e delírios…então tem grande chance de ser o mesmo problema de saúde da minha mãe. Hoje ela tem 53 anos.

Lucas - 30 de março de 2017

O alivio dos sintomas mais graves demora a ser sentido após o uso do medicamento ou ocorre rapidamente?

Editor do Portal - 10 de abril de 2017

Lucas, o antipsicótico pode levar até 8 semanas para fazer o efeito, mas em geral já dá sinais de melhora antes disso, com cerca de 2 semanas de tratamento.

Editor do Portal - 10 de abril de 2017

Marina, ela está no início do tratamento com clozapina, ainda fazendo dose baixa, então pode ser que responda melhor às doses mais altas.

Editor do Portal - 10 de abril de 2017

Malu, você precisa conversar com os médicos para ver as alternativas de tratamento. Neste caso você não menciona há quantos dias sua mãe está usando a medicação, mas pode ser que ainda não tenha havido tempo hábil para resposta, ou ela não está respondendo ao esquema medicamentoso e seria necessário revê-lo. Casos graves e com risco de morte podem ser elegíveis para tratamento eletroconvulsivo, mas somente os médicos que cuidam dela poderão opinar sobre isso.

Editor do Portal - 10 de abril de 2017

Rute, o palmitato de paliperidona (invega Sustenna) também pode aumentar a prolactina, porém geralmente os níveis não ficam tão altos e pode se controlar com cabergolina, medicamento que abaixa a prolactina. Em se tratando de injetáveis, é necessário manejar os níveis de prolactina com medicamentos pela falta de opções.

Elisângela Nunes - 24 de abril de 2017

Meu marido foi diagnosticado com esquizoafetividade aos 17 anos, passou muito tempo estável, tomando orap.
Aos 33 teve um novo surto, passando para várias medicações, orap, risperidona, olanzapina , melleril, e por último clozapina, devido ao dignóstico realizado pelo psiquiatra que o acompanha.
Atualmente tem dose diária de 400 mg mais 0,5 de diazepan.
o medo ainda é frequente, impossibilitando de trabalhar qualquer atividade profissional.
O mesmo é muito disciplinado na medicação, mas os efeitos colaterais da clozapina tem o incomodado muito, como grande sedação noturna e sonolência quase o dia todo, ejaculação retrógrada, e raciocínio lento e muitas vezes repetitivo por coisas simples e bobas.
Duas perguntas:
1- mesmo tomando clozapina, fazendo acompanhamento mensal com psiquiatra e semanal com psicologa, pensamentos suicidas persistem, o medo e o sentimento de perseguição?
2- Existe um outro medicamento que possa discutir com seu psiquiatra e trate dos efeitos da esquizofrenia refratária?

Editor do Portal - 26 de abril de 2017

Elisângela, não podemos opinar sobre o seu caso em particular, pois existem outras variáveis que não as médicas que podem influenciar na resposta ao tratamento. Um aspecto importante é se a família e o paciente fazem parte de algum programa de psicoeducação, pois essa é uma modalidade de tratamento complementar ao médico e à psicoterapia. Outra abordagem que ajuda são as terapias ocupacionais. Ademais há que se observar as doses da clozapina, pois só se pode considerar um paciente refratário à clozapina se ele tiver usado a dose plena da medicação.

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