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Esquizofrenia refratária: quando o remédio não resolve, o que fazer?

Editor do Portal 25 de setembro de 2010 Artigos, Blog 38 comments
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Apesar do inegável avanço do arsenal farmacológico para o tratamento da esquizofrenia, com medicamentos cada vez mais eficazes e melhor tolerados, estimativas indicam que um a dois pacientes em cada dez que se tratam não melhoram com a medicação. Este percentual pode aumentar se considerarmos aqueles que respondem parcialmente ao medicamento, mantendo, ainda assim, um nível significativo de sintomas que impactam sobremaneira a sua qualidade de vida.

A falta de resposta aos medicamentos pode estar associada a outros fatores, como a não adesão ao tratamento, com tomadas irregulares da medicação e interrupções frequentes, dosagens insuficientes ou excessivas, gerando baixa eficácia ou muitos efeitos colaterais, abuso de drogas e álcool, estresse crônico em decorrência de fatores sociais e familiares e gravidade da própria doença.

A esquizofrenia refratária (ou resistente) pode ser identificada quando, apesar do tratamento adequado, o paciente mantém sintomas agudos da doença, como delírios e alucinações, alterações graves do comportamento, desorganização mental marcante e isolamento social e emocional progressivos. A sensação que familiares têm nessa hora é que o tratamento não está funcionando ou mesmo que está trazendo mais malefícios do que benefícios em decorrência dos efeitos colaterais. A sensação de sobrecarga nestes casos aumenta muito, pois a família perde a esperança por não ver uma luz no fim do túnel.

A esquizofrenia não é uma doença incontrolável ou um atestado de insanidade para o resto da vida. Pacientes e familiares precisam compreender que existem alternativas à ausência de resposta aos medicamentos utilizados até o presente momento e que a pessoa pode se recuperar e ter uma melhor qualidade de vida no futuro.

A medicação indicada para os casos resistentes é a clozapina, cujo nome comercial no Brasil é Leponex, fabricado pelo laboratório suíço Novartis. Esta molécula existe desde a década de 70, mas, devido a um efeito colateral, foi suspensa e liberada somente na década de 90. Este efeito é conhecido como agranulocitose, caracterizado por queda dos glóbulos brancos, células de defesa do nosso organismo, também chamados de leucócitos. Isto deixaria a pessoa em risco de infecções. Estudos científicos e a experiência clínica ao longo dos anos mostraram que este efeito é raro e ocorre em menos de 1% dos pacientes tratados, o que foi determinante para que a medicação voltasse às prateleiras das farmácias no mundo todo.

O período de risco de agranulocitose é nos primeiros 4 meses de uso do medicamento, depois ela é ainda mais rara. Neste sentido, é recomendado que o paciente faça exames de sangue (hemograma) semanalmente nas primeiras 18 semanas, sendo possível assegurar que, caso ocorra redução dos glóbulos brancos, o medicamento será logo interrompido e os leucócitos voltarão rapidamente aos níveis normais, sem graves consequências para o paciente.

Os benefícios da clozapina são evidentes na maior parte dos casos refratários e não se justifica que ela seja relegada em função de um risco baixo. Muitos pacientes, que antes não tinham alívio para seus sintomas e que, em função disso, não conseguiam levar uma vida estável e produtiva, encontraram na medicação uma nova esperança em sua caminhada.

Se este é o seu caso, converse com seu médico e obtenha mais informações a respeito.

Nenhuma medicação será 100% eficaz se não zelarmos pela qualidade do ambiente e dos relacionamentos das pessoas portadoras de esquizofrenia, reduzindo o nível de estresse e melhorando a qualidade de vida na família e na sociedade.

38 comments

Liandro - 20 de janeiro de 2012

Boa noite dr, gostaria de saber, qual o procedimento, quando o paciente não responder a Closapina – Leponex? Tenho uma pessoa na família que não está respondendo, estou tentando pesquisar, para acompanhar as decisões do médico. Abraços e parabéns pelo texto.

Leonardo Palmeira - 21 de janeiro de 2012

Liandro,

É preciso antes de considerar a refratariedade à clozapina ver se o paciente está tomando a dose adequada e por tempo suficiente para a resposta clínica. A maioria dos pacientes responde muito bem à clozapina, mas alguns podem precisar de doses altas e de um tempo longo de tratamento (6 meses a 1 ano) para uma resposta satisfatória. Não existem estudos controlados com pacientes refratários à clozapina e não se conhece qual o percentual dos pacientes apresenta resistência ao medicamento. Há sim relatos de casos de pacientes que precisaram de combinações da clozapina com outros fármacos.

Renata - 23 de maio de 2012

Drº Leonardo, minha mãe tem esquizofrenia paranóde a mais de 35 anos, e tem tido várias recaídas. Ela já tomou melleril, porém como não melhorava o médico mudou para Risperidona, porém, ela tb não resondeu bem a medicaçaõ e agora está tomando a 2 semanas o medicamento clozapina, porém ainda tem alguns delírios e alucinações e também anda bastante sonolenta. Esse efeito colateral é normal? Ela também é portadora de diabetes tipo 2, e faz uso de medicaçaõ para controlar a mesma e tem glaucoma fazendo uso de colírios diariamente. Tem alguma contra indicação?
Temos tido dificuldade em saber lidar com as alucinações da minha mãe que acha que meu pai a persegue, que a mandou sequestrar, isso tem trazido um grande transtorno, pois eles são separados,gostaríamos de orientação como ajudá-la quando tem esses delírios, de forma a encorajar um bom convívio familiar uma vez que temos uma boa relação com o nosso pai.
Perda de memória e incontinência urinária estão associadas ao problema?
Aqui em Vila Velha ES, tem algum projeto social para pacientes com esquizofrenia?

Bom, são muitas perguntas, muitas dúvidas e grande é a angustia, espero que suas respostas possam nos ajudar.
Obrigado,
Renata

Treze - 3 de setembro de 2012

Minha família também tem problemas com um familiar que parece não responder a nenhum tipo de tratamento, estando doente há 18 anos. Essa pessoa era casada e tinha, com o casamento, um ambiente perfeito para se recuperar, além de ter sido, no início, uma paciente-modelo. Mas o cônjuge a abandonou há 6 anos atrás. Ela piorou muito em função disso, passou a não aceitar tratamento e a morar com minha família, que foi e continua sendo muito prejudicada, o que, em contrapartida, prejudica a recuperação dessa pessoa. Tentei ajudar a princípio, mas acabei simplesmente rareando as minhas visitas. Com toda a compaixão pelos pacientes, acho que esses casos muito sérios são problema para médicos, não para a família. Não vejo solução fora de um esquema hospitalar (ou de moradia assistida, na melhor das hipóteses). Essa pessoa não pode tomar Clozapina e não tomaria, se pudesse (a Clozapina não existe na forma depósito).
Eu acho que a reforma psiquiátrica, tal como foi feita, foi mesmo um grande erro. O que fazer quando o paciente tem uma forma especialmente grave de doença mental ou defeito cerebral, e que o impede de viver em sociedade mesmo assistido pela familia, ou quando a pessoa precisa de assistência mas a familia não quer ou não pode assistir?

Treze - 11 de setembro de 2012

Hum…Valeu pela resposta. Suponho que não haja nada a fazer mesmo.

Elena - 30 de abril de 2013

Prezado Dr. Leonardo,

Meu irmão foi dignosticado com esquizofrenia aos 17 anos e desde então vem se submentendo a tratamento médico. No começo tomava Ziprexa e tinha uma vida praticamente normal, sendo que chegou inclusive a se formar. Ocorre que o quadro teve um agravemento, e nos últmos anos, ele tomou vários remédios os quais não surtiram efeito. O médico disse que ele tinha esquizofrenia refratária. Há dois anos que ele não tem vida normal, não sai de casa, recentemente começou a ter crises fortes, comportamento violento e mais ou menos um mês e meio mudou a medicação para Saphris. O grande problema é que o médico disse que o remédio adequado para ele é o Leponex, mas ele se recusa a tomar por conta dos efeitos colaterias. O que fazer quando o paciente se recusa a tomar determinada medicação? Já tentamos de tudo, inclusive marcar uma clinica mas ele se recusa a ir. Tem alguma recomendação para lidarmos com a recusa do paciente?

Sônia M Martins - 5 de maio de 2013

O texto me ajudou muito e obrigada por tê-lo escrito.

Leonardo Palmeira - 29 de maio de 2013

Elena, se você lê em inglês, sugiro um livro que trata justamente deste tema, se chama “I am not sick, I don’t need help”, do psicologo Xavier Amador. Infelizmente ainda não foi traduzido para o português. Você consegue comprá-lo pela internet, inclusive no formato digital (iBook). Tenho certeza que irá ajudar. Em relação a medicamentos, existem os injetaveis de longa ação, como o Invega Sustenna, já abordamos sobre ele no site. Um abraço!

Caco Parnaso ( Marcos Santana G. Jr.) - 31 de julho de 2013

Muito obrigado aos doutores por um leve parecer do meu caso

Murilo Bustamante - 10 de agosto de 2013

Prezado Dr. Leonardo, estou com dúvidas:Não sou esquizofrenico, porem sou esquizoafetivo do tipo depressivo refratario, faço tratamentos com antipsicotico, estabilizador do humor e antidepressivo, gostaria de saber se para me tirar do estado depressivo fosse interessante associar o antidepressivo Parnate, pois até agora o tratamento esta sendo inócuo.

Leonardo Palmeira - 23 de agosto de 2013

Murilo, você precisa conversar com seu psiquiatra, ele terá mais condições de lhe responder, afinal lhe conhece, sabe de sua história e já o examinou. Espero que melhore! Um abraço.

RITA DE CÁCIA SOUSA MELO - 9 de setembro de 2013

Dr. Leonardo,

Meu filho de 16 anos foi diagnosticado com esquizofrenia paranoide a quase 4 meses, desde o dia 18/05 ele toma saphiris e olanzapina (20mg ao dia, cada), mas não vejo melhoras no seu quadro psicótico: os delírios e as alucinações permanecem, o que devo fazer? os remédios parece que não estão surtindo efeito algum, apesar de serem medicamentos de alto custo. O que devo fazer? esperar mais um pouco ou mudar a medicação? pois a psiquiatra na última consulta dia 06/08/13, disse para eu esperar até a próxima consulta que está agendada p/o dia 19/09/13. Aguardo resposta (favor responder somente para meu e-maill, não responder no seu site). Fico muito grata. Rita de Cácia,

teresa dias - 9 de outubro de 2013

Bom dia dr, tenho uma pessoa da família que teve um surto – psicotico em maio deste ano, até então ela nunca tinha apresentado nenhum sintoma que estava adoecendo, chegou a tomar 07 medicamentos por dia, chegou a tomar 02 caixas de Haldol injetável. Desse tempo pra cá teve altos e baixos, o médico já mudou medicamentos e agora á mais ou menos 30 dias ela está tomando somente um que é olanzapina, só que ela continua a ter certos comportamentos não muito normais de quando ela estava bem; como desinteresse de voltar ao trabalho, falta de amor até mesmo pelas pessoas mais próximas; enfim dr é verdade que esses medicamentos deixam o paciente assim? Quando é que uma pessoa pode tomar essas drogas sem piorar mais seu estado?

Leonardo Palmeira - 16 de outubro de 2013

É bem mais complexo do que isso, sugiro que você converse com o médico dela, pois podem ter várias razões para que isso esteja acontecendo.

Edelvanio Lima Araujo - 18 de janeiro de 2014

A um ano fui diagnosticado com esquizofrenia refrataria,ja fiz varios tratamentos mas parece que nao fizeram efeito algum ,alem disso tenho sindrome do panico e tenho que tomar varios medicamentos ,sera que os medicamentos para controlar o panico interfere na açao dos medicamentos para a esquizofrenia ,pois ainda tenho muitas crises de panico e muitas ilusoes auditivas que me impedem de trabalhar e causam muito sofimento e muito constrangimento,pois as crises as vezes acontecem em lugares publicos,por isso estou afastado do trabalho e nao saio mais de casa por medo de ter crises na rua.o meu caso tem cura ,ou vou ter que tomar esses medicamentos pra sempre.nao tenho mais vida social nem sentimental,pois a maioria dos meus amigos e parentes tem receio de me convidar pra sair e eu ter alguma crise durante esse periodo.

Samuel - 14 de maio de 2014

Dr,

Minha irmã possui esquizofrênia refratária, já tomou vários antipsicóticos a base de quetiapina, olanzapina e por último está tomando a rispiridona.
Já ouvi falar sobre a eficácia da clopazina para pacientes refratários mas nenhum dos oito psiquiatras que atenderam chegou a receitar o medicamento.
Já pensei em perguntar sobre o porquê de nunca terem receitado o medicamento para ela mas tenho receio de ser mal interpretado já sou ignorante quando ao assunto.
O Sr sabe me dizer se existe algum tipo de receito quanto a indicação de tratamento com este medicamento?

Neusa Maria Santos de Almeida - 12 de julho de 2014

Minha filha faz tratamento com clozapina há quase três anos, e nunca mais teve nenhuma crise depois da última que foi muito grave, a ponto de ficar internada. No entanto apesar de não ter crises ela fica muito quieta, não conversa, e a única coisa que faz é arrumar o quarto dela e as suas roupas. Eu tento conversar com ela mas ela não quer papo nenhum, e quando falo pra ela fazer uma terapia com uma psicóloga ela diz que não quer saber, e então pra não deixá-la nervosa eu acabo deixando ela quieta, enfim eu gostaria de saber se essa apatia é normal e o que eu posso fazer pra que melhore.

fulvia sesta - 25 de julho de 2014

Dr. Leonardo,
Meu diagnostico é esquisofrenia paranóide refratária.
Já usei risperidona,olanzaina,e outros.
Estou há 06 meses usando closapina 400mg dia; contudo AINDA as impresso~es auditivas me incomodam muito pois,são constantes.
Nunca tive crises,sou muito con troladada,
sociabilidade difícil e muitos medos!
Toc o médico me explicou q. o leponex provoca toc,incomoda tb.
obrigada
Fulvia

maria c c veras - 8 de outubro de 2014

Querida Fulvia,

Tenho um irmão quase curado , digo controlado atraves de Olanzapina . Atualmente ele é aposentado por esta. Mudou de profissão, hoje é escritor, faz poesias e publica pode no seu facebook.Pode procurar seu,
jeito de aceitar a vida. Eu me sinto orgulhosa juntamente com minha irmã mais velha de termos dado a ele o caminho da real forma de ser assim. Muito sensível e já faz planos para lançar mais um de seus livros.
Ele tem um animal que se chama Kiss, dorme com ele para evitar a solidão e também de algum inseto que atrapalhe a noite dele.

Bem querida, só mesmo falando com ele voce sentirá o seu dia melhorar encontreo neste endereço: juliano.cveras (facebook)

Um Abraço para todos que tenham o seu interesseI

maria c c veras - 8 de outubro de 2014

Quanto a mensagem anterior . meu irmão aposentou-se pela enfermidade .

Giane Alves pereira - 25 de outubro de 2014

Dr Leonardo,meu filho esta doente tomando Ziprex,nao vejo muito resultado,e ele teve a perda do pai dele e do avo dele ano passado,sinto sem forcas para cuidar dele,por favor me ajude!!o q devo fazer..

erenilde dasilva pereira - 4 de novembro de 2014

Dr. sei que esquizofrenia não tem cura, meu filho toma todos os remédios mas reage após tomá-lo com surto e depois para. É atendido pelo sus toma compripramina e clozapina. fomos aumentando a dose e ele foi reagindo com mais surto. Pergunto: isto está certo. Tem que mudar a medicamentação. O que acha do nitroprussiato de sódio/

Editor do Portal - 6 de novembro de 2014

Erenilde, o nitroprussiato de sódio ainda está em fase de estudo para a esquizofrenia, embora os resultados sejam promissores, ele tem sido pesquisado em associação aos antipsicóticos. Antes de pensarmos em tratamentos mais avançados e ainda não validados para o uso clínico, precisamos garantir o básico: que o paciente tenha adesão ao tratamento. E para isso existem medicamentos injetáveis de uso mensal, conhecidos como antipsicóticos de longa ação. Informe-se a respeito com o médico de seu filho. Um abraço!

MARCIO RENATO - 2 de dezembro de 2014

MEU PAI TOMA LEPONEX,300MG POR DIA E O DR PEDIU PARA QUE ELE PASSE A TOMAR 400,HÁ UNS DOIS MESES ATRÁS ELE TEVE UMA MELHORA SURPREENDENTE SÓ QUE DUROU DOIS DIAS,ATÉ DIRIGIR MEU CARRO ELE DIRIGIU APÓS CINCO ANOS SEM PILOTAR,SÓ QUE AUMENTOU SEUS DELÍRIOS E ALUCINAÇÕES,E ELE ESTAVA TOMANDO 300MG,E COMEÇOU A GAGUEJAR MUITO SERÁ EFEITO DO REMÉDIO? DEVO ME PREOCUPAR COM O AUMENTO DA DOSE E SE ESSAS RECAÍDAS SERÃO CONSTANTES???? MEU PAI TEM 68 ANOS E COMEÇOU A MENOS DE UM ANO COM ESSE REMÉDIO,TINHA TANTA ESPERANÇA QUANDO MELHOROU REPENTINAMENTE E DUROU TÃO POUCO,NÃO DESISTIREI DELE E PEÇO AJUDA A DEUS TODOS OS DIAS E ESTOU PEDINDO A VC TAMBÉM ESSA AJUDA E ORIENTAÇÃO

Editor do Portal - 9 de dezembro de 2014

Erenilde, o nitroprussiato de sódio ainda está em fase de pesquisa e não está disponível para uso terapêutico da esquizofrenia. Existem alguns pacientes que não respondem bem à clozapina e ainda existem aqueles que podem ser refratários mesmo à clozapina (super-refratários). Sugiro que converse com o médico dele. Um abraço!

lurdes - 19 de janeiro de 2015

Olá Dr, meu filho de 19 anos teve o diagnóstico de esquizofrenia, e já se trata a um ano e meio.No inicio tomava risperidona, mas dva muitos tremores, dpois o médico trocou para olanzapina.Como ele não respondeu bem a esses dois remédios trocou para clozapina,e já toma mais ou menos um mes. Sei que ainda é muito cedo para saber os resultados,mas estou um pouco preocupada porque andei lendo que esse remédio baixa o nível de glóbulos brancos do sangue.E tbém, o médico dele andou falando sobre choques, caso esse medicamento não surta efeito.Na hora eu achei que choque fosse coisa do passado.Bem, Dr.,confesso que até já pensei em abandonar o tratamento, mas ao mesmo tempo tenho medo dele voltar a ficar agressivo, e o quadro se agravar
Hoje ele está calmo, porém muito apático,não conversa, fica o dia inteiro pra lá e pra cá,não assiste tv,não faz mais nada.As vezes não sabemos como agir, pois puxamos conversa, mas ele ´só responde em poucas palavras.Pensei em levá-lo a outro médico,mas começar tudo de novo, até o médico conhecer o paciente leva tempo. Gostaria de uma orientação. Obrigada.

Maria Virginia - 17 de março de 2015

Boa tarde, sr. dr. , a minha irmã tem 40 anos, trabalha em part-time, pois sente necessidade de estar sozinha, fala aut-diálogos sozinha, mas sem que ninguém perceba à sua volta, pois tem consciência do bizarro que isso provoca. Tem um discurso normal, embora não desenvolvido.Tem necessidade de isolar-se das outras pessoas para estar com o seu “eu” imaginário e fala, ri-se, faz gestos como se com outra pessoa estivesse. O medico diz que tem uma psicose ( não é bem esquizofrenia ), mas gostaria de saber, o que é mesmo pois deixa-nos dúvidas. Ela toma Amilssupride 100mg, para esquizofrenia crónica e dois anti-depressivos Mirtazapina e Cipralex. O que será que ela tem? Que tipo de psicose terá ou está muito perto de esquizofrenia? Muito Obrigado sr.dr. meus cumprimentos.

Josy - 5 de abril de 2015

ola tenho uma filha de 14 anos que faz uso do rispedirona há um mês e Até agora não acabou os delírios ,quanto tempo tenho que esperar para acabar os delírios e o remédio fazer efeito

julia - 5 de abril de 2015

BOA NOITE, A MINHA TIA SOFRE DE ESQUIZOFRENIA, É APATICA, NÃO FAZ NADA, SO DORME E COME, ESTA ENGORDANO MUITO. ELA TRATA COM RISPERIDONA 6 MG, (2 COMP), SERTRALINA 50 MG E RIVOTRIL 2 MG. PORÉM DE UM TEMPO PRA CÁ A VOZ DELA ESTA EMBOLANDO MUITO, NÃO CONSEGUIMOS ENTENDER NADA O QUE ELA FALA. ISTO É NORMAL? ? PODERIA SER DEVIDO AO USO DO MEDICAMENTO? ? ? OU ISTO É UMA CONSEQUÊNCIA DA DOENÇA? ? VISTO QUE ELA TRATA COM MEDICAMENTOS A 30 ANOS. MUITO OBRIGADA, AGUARDO RETORNO.

Editor do Portal - 6 de abril de 2015

Josy, os antipsicóticos podem levar de 4 a 8 semanas para fazer o efeito completo, emborajá se possa perceber uma melhora antes deste prazo. Um abraço!

Editor do Portal - 13 de abril de 2015

Julia, vocês precisam comentar isso com o médico dela, pode ser um efeito colateral tardio aos antipsicóticos que se chama discinesia tardia. O médico examinando-a saberá diagnosticar. Um abraço!

vera - 17 de abril de 2015

minha irma tem eszuisofrenia uns trinta anos e se trata com medicamentos fernegam diazepam e hadoul mas nao vejo resultado o medico disse que e cronica p0r favor aguardo resposta.

Editor do Portal - 20 de abril de 2015

Vera, o fato da esquizofrenia ser considerada crônica, não significa que ela não possa se beneficiar de medicamentos mais eficientes. Aqui no site você encontra diversas publicações que tratam desta questão. Espero que as informações possam ajudá-la na conversa que precisa ter com o médico de sua irmã. Um abraço!

lurdes - 26 de abril de 2015

Dr,estou um tanto sem saber o que fazer. Meu filho está em tratamento faz um ano e meio,porém quase não vejo resultado no seu quadro clinico, ele está apático,lento demais. já usou tres tipos de remédios, agora por ultimo toma a clozapina 3 x ao dia.Não aguento mais ve-lo assim, desse jeito.Por favor o que que eu faço.

Geane - 2 de maio de 2015

Olá! meu filho fazia uso de olanzapina e ficou estável, mas engordou 20 kg em 1 ano e meio, daí o médico trocou o medicamento para ziprazidona(Geodon) ele não tem mais os sintomas positivos(psicóticos) e perdeu peso, mas está sentindo uma pressão na região do peito, tipo uma angústia inexplicável, sem motivos, um mal estar, falta de paz…ele faz uso também de sertralina e rivotril e mesmo assim não alivou esses sintomas. Quando ele tomava olanzapina, passou uns meses sentindo isso, mas depois melhorou. Fazem 4 meses que ele mudou a medicação e esses sintomas negativos voltaram e ainda persistem. Disseram-me que o frontal é melhor que rivotril para essa angústia que ele sente. Isso é depressão ou ansiedade ? O que o Sr. acha ? Obrigada.

Editor do Portal - 5 de maio de 2015

Geane, não tenho como opinar sobre questões clínicas relativas ao seu filho, pois não o conheço. Sugiro que converse melhor com o psiquiatra dele, que é a pessoa com as melhores condições para esclarecer esse tipo de dúvida. Um abraço!

Elaine Rodrigues - 2 de junho de 2015

Eu gostaria de saber se o peso ganho com a medicação a pessoa consegue emagrecer, minha irmã ganhou uns 15 quilos em dois meses e toma aristb 15 mg, ela agora está muito deprimida porque ganhou peso e não quer tomar a medicação, se a medicação for trocada ela consegue perder esse peso que ganhou? O remedio a deixa inchada e diminuiu muito o seu metabolismo, mesmo ela comendo muito pouco ainda está ganhando peso

Editor do Portal - 9 de junho de 2015

Elaine, infelizmente esse é um problema que ocorre com certa frequência, mas não com todos os antipsicóticos. Converse com o médico dela, tanto para ver outras opções de medicação, como para ver se existe algum tratamento capaz de ajudá-la a perder peso, sem que ela precise abandonar o tratamento psiquiátrico. Abraços!

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