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Esquizofrenia refratária: quando o remédio não resolve, o que fazer?

Editor do Portal 25 de setembro de 2010 Artigos, Blog 145 comments
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Apesar do inegável avanço do arsenal farmacológico para o tratamento da esquizofrenia, com medicamentos cada vez mais eficazes e melhor tolerados, estimativas indicam que um a dois pacientes em cada dez que se tratam não melhoram com a medicação. Este percentual pode aumentar se considerarmos aqueles que respondem parcialmente ao medicamento, mantendo, ainda assim, um nível significativo de sintomas que impactam sobremaneira a sua qualidade de vida.

A falta de resposta aos medicamentos pode estar associada a outros fatores, como a não adesão ao tratamento, com tomadas irregulares da medicação e interrupções frequentes, dosagens insuficientes ou excessivas, gerando baixa eficácia ou muitos efeitos colaterais, abuso de drogas e álcool, estresse crônico em decorrência de fatores sociais e familiares e gravidade da própria doença.

A esquizofrenia refratária (ou resistente) pode ser identificada quando, apesar do tratamento adequado, o paciente mantém sintomas agudos da doença, como delírios e alucinações, alterações graves do comportamento, desorganização mental marcante e isolamento social e emocional progressivos. A sensação que familiares têm nessa hora é que o tratamento não está funcionando ou mesmo que está trazendo mais malefícios do que benefícios em decorrência dos efeitos colaterais. A sensação de sobrecarga nestes casos aumenta muito, pois a família perde a esperança por não ver uma luz no fim do túnel.

A esquizofrenia não é uma doença incontrolável ou um atestado de insanidade para o resto da vida. Pacientes e familiares precisam compreender que existem alternativas à ausência de resposta aos medicamentos utilizados até o presente momento e que a pessoa pode se recuperar e ter uma melhor qualidade de vida no futuro.

A medicação indicada para os casos resistentes é a clozapina, cujo nome comercial no Brasil é Leponex, fabricado pelo laboratório suíço Novartis. Esta molécula existe desde a década de 70, mas, devido a um efeito colateral, foi suspensa e liberada somente na década de 90. Este efeito é conhecido como agranulocitose, caracterizado por queda dos glóbulos brancos, células de defesa do nosso organismo, também chamados de leucócitos. Isto deixaria a pessoa em risco de infecções. Estudos científicos e a experiência clínica ao longo dos anos mostraram que este efeito é raro e ocorre em menos de 1% dos pacientes tratados, o que foi determinante para que a medicação voltasse às prateleiras das farmácias no mundo todo.

O período de risco de agranulocitose é nos primeiros 4 meses de uso do medicamento, depois ela é ainda mais rara. Neste sentido, é recomendado que o paciente faça exames de sangue (hemograma) semanalmente nas primeiras 18 semanas, sendo possível assegurar que, caso ocorra redução dos glóbulos brancos, o medicamento será logo interrompido e os leucócitos voltarão rapidamente aos níveis normais, sem graves consequências para o paciente.

Os benefícios da clozapina são evidentes na maior parte dos casos refratários e não se justifica que ela seja relegada em função de um risco baixo. Muitos pacientes, que antes não tinham alívio para seus sintomas e que, em função disso, não conseguiam levar uma vida estável e produtiva, encontraram na medicação uma nova esperança em sua caminhada.

Se este é o seu caso, converse com seu médico e obtenha mais informações a respeito.

Nenhuma medicação será 100% eficaz se não zelarmos pela qualidade do ambiente e dos relacionamentos das pessoas portadoras de esquizofrenia, reduzindo o nível de estresse e melhorando a qualidade de vida na família e na sociedade.

145 comments

Lia - 18 de setembro de 2017

Doutor tenho Cid 10 f 20 porque não durmo

Editor do Portal - 5 de outubro de 2017

Lia, a insônia não é um sintoma persistente na esquizofrenia. Ela pode estar presente em momentos de crise. Sugiro conversar com seu médico sobre isso.

Sucely - 10 de outubro de 2017

Boa noite. Minha irmã teve um surto 14 anos atrás. Estava num momento estressante. Foi internada, por 3 meses. Passou a fazer acompanhamento psiquiátrico, tomar haldol e biperideno. Passou estes 14 anos bem, trabalhando, fazendo as coisas dela. Até a última consulta, o cid era F 23.9 . Há 3 semanas atrás presenciamos um fato bem chocante, trágico , com uma parente nossa. Minha irmã ficou calada, e no outro dia estava com ar de tristeza, ao questionarmos ela disse sobre as alucinações que teve. Foi medicada no pronto atendimento. No dia seguinte, fomos ao psiquiatra( não a mesma que vinha acompanhando ela desde então). A psiquiatra Aumentou dose do haldol. A médica estava tratando como esquizofrenia, em viés de confirmação, com base na consulta e no retorno. Após o retorno, Entregamos o prontuário para ela estudar. A nova consulta será dia 30. Desde então estamos observando. E medicando ela. Ela aceita o tratamento, e é colaborativa. Não é agressiva. Porém está demonstrando alterações de humor. Ficou triste por uma coisa irrelevante, e minutos depois foi como se nada tivesse acontecido. Hj ficou brava, novamente por um motivo irrelevante, e minutos depois já tinha mudado o semblante. Gostaria de saber sua opinião, por gentileza.
Ela tem síndrome de Turner.

Editor do Portal - 18 de outubro de 2017

Sucely, alterações de humor são comuns na esquizofrenia e podem ocorrer em reação aos eventos estressantes do ambiente. Alguns pacientes podem se beneficiar do tratamento concomitante com estabilizadores de humor, não sei se seria o caso, somente a médica dela poderá avaliar. Outra terapia que ajuda bastante é a psicoterapia, pois o paciente aprende a lidar melhor com as situações da vida.

Natália - 23 de outubro de 2017

O que fazer quando nem mesmo a clozapina funciona e já se experimentou diversos medicamentos? Meu irmão tem esquizofrenia paranóide e a doença não regride.
Obrigada.

Editor do Portal - 31 de outubro de 2017

Natália, é necessário nesses casos ver se existem problemas de adesão, às vezes associar um antipsicótico de longa ação à clozapina melhora a resposta. Existem outras combinações da clozapina com outros antipsicóticos que podem auxiliar. O importante é conversar com o médico dele sobre essas opções.

Teca - 5 de novembro de 2017

Minha enteada começou a apresentar mania de perseguição aos 14 anos. Aos 18 anos teve alguns surtos, mas não foi internada. Sempre foi medicada e muito bem cuidada, com terapias e acompanhamento médico. Em 2012 foi diagnosticada com esquizofrenia paranoide, mas os medicamentos não controlavam a doença. Em 2014 iniciou tratamento com clozapina (600mg + 10mg de haldol/ por dia) e ficou ótima! Mas infelizmente, de um mês pra cá ela voltou a cismar que as pessoas estão falando dela. Voltou a ter pequenas crises. O médico crescentou 100mg de Topiramato, por dia, mas não melhorou, pelo contrário, parece que as crises aumentaram. Nossa preocupação é que a clozapina já é um medicamento para esquizofrenia refratária, e estamos aflitos de pensar que ela não está controlando os sintomas, como antes, pois a clozapina já é o último recurso…

Carlos - 12 de novembro de 2017

Eu estou passando por um período muito difícil da esquizofrenia, eu fiquei 8 anos bem, sem tomar nenhum remédio, porém agora voltou muito forte, já tomei periciazina ágora to tomando risperidona 3mg, minha esquizofrenia e a paranoide, cada dia que passa fica pior os delírios, os remédios parecem piorar minha situação, me ajude se possível.

Editor do Portal - 13 de dezembro de 2017

Carlos, você deve conversar com seu médico. Poder ser uma questão de dose adequada, pode ser necessário mudar de antipsicótico ou mesmo iniciar a clozapina, mas somente ele poderá lhe orientar. Outra coisa, você faz algum tratamento psicossocial? Psicoterapia, terapia ocupacional, psicoeducação? Seria bom complementar seu tratamento com uma terapia psicossocial.

Salete Monteiro - 13 de dezembro de 2017

Boa noite, o caso da minha filha é refratário, ela usou Clozapina e teve agranulocitose. Ela tem 12 anos. Alguma sugestão de medicação além da Clozapina? já tomou olanzapina, risperidona, quetiapina e agora haloperidol. Juntamente co Neuleptil. Obrigada.

Patricia - 19 de dezembro de 2017

Olá, meu filho tem 21 anos, está em surto e internado, primeiro surto dele, inovaram com as medicações de costume, eu acho, sei q deram duas injeções q fica guardada, closapina, haldol e agora estão fazendo a EXT, já fez duas sessões, no dia q faz ele fica bem centrado, calmo, sem delírios, no outro dia Volta tudo pior os delírios, é até a agressividade nas palavras. Mas a agressividade dele é só comigo e o pai, as vezes outras pessoas estão conversando com ele e ele acha q eu estou manipulando a pessoa q fala.
Estou angustiada, com medo, é normal tudo isso? Pergunto no hospital, mas só dizem pra aguardar q é pouco tempo, Mas não sei se estão me entendendo o motivo da minha angústia.
Desde já agradeço a atenção.
PS: o diagnóstico dele é esquizofrenia. Só me disseram isso, nem sabia q tinha tipos dessa doença.

Roberto cheloni - 5 de janeiro de 2018

Muito oportuno esses questionamentos.
Estou diante de uma situação bastante parecida com um familiar. Que Deus nos ajude ; e capacite os médicos para atender tamanho desafio.

Verônica - 8 de fevereiro de 2018

Meu pai tem 60 anos e desde de sempre, teve alterações absurdas de humor, inclusive crises de insônia, hipocondría, fala sozinho, xingamentos constantes e agressivas com as pessoas, inclusive os familiares. Gasta dinheiro desenfreadamente, não para com nada, se desfez de duas casas a troco de nada, tudo por causa dessas súbitas alterações de humor, muito difícil lidar com ele. Gostaria de saber se esses sintomas caracteriza uma dessas doenças, uma vez que, meu pai toma vários remédios controlados, prescritos pelo médico, no entanto, ele esconde muito as coisas de nós, inclusive sobre a saúde dele e esses tais acompanhamentos ao médico. Como podemos fazer para acompanhá -lo melhor, e descobrir de fato a doença que ele tem. Lembrando que, ele é lúcido, muito inteligente, pensa rápido para agir, mas ao mesmo tempo, fantasia muito as coisas e isso acaba o tornando agressivo. Como posso proceder, pois estou ficando muito preocupada com essas atitudes, que ao longo desses anos, só pioram .

Verônica - 8 de fevereiro de 2018

Meu pai tem 60 anos e desde de sempre, teve alterações absurdas de humor, inclusive crises de insônia, hipocondría, fala sozinho, xingamentos constantes e agressivas com as pessoas, inclusive os familiares. Gasta dinheiro desenfreadamente, não para com nada, se desfez de duas casas a troco de nada, tudo por causa dessas súbitas alterações de humor, muito difícil lidar com ele. Gostaria de saber se esses sintomas caracteriza uma dessas doenças, uma vez que, meu pai toma vários remédios controlados, prescritos pelo médico, no entanto, ele esconde muito as coisas de nós, inclusive sobre a saúde dele e esses tais acompanhamentos ao médico. Como podemos fazer para acompanhá -lo melhor, e descobrir de fato a doença que ele tem. Lembrando que, ele é lúcido, muito inteligente, pensa rápido para agir, mas ao mesmo tempo, fantasia muito as coisas e isso acaba o tornando agressivo. Como posso proceder, pois estou ficando muito preocupada com essas atitudes, que ao longo desses anos, só pioram …

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Verônica, esses sintomas não são específicos de uma doença, então baseados exclusivamente neles não é possível fazer um diagnóstico. Pela idade de seu pai seria importante descartar também as doenças da terceira idade. Sugiro conversar melhor com o médico dele.

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Patricia, a resposta ao tratamento pode levar de 4 a 8 semanas, não sei há quanto tempo ele está tratando. Espero que ele esteja melhor!

Ismenia P Lima - 30 de junho de 2018

Meu filho tem 22 anos e por tudo que li aqui e ainda que os psiquiatras não tem certeza ele tem esquizofrenia , e por conta disso e de medicamentos ele quase morreu em 2016 ele vem piorando gradativamente , e um dos remedio olamzapina fez com que ele tivesse pneumonia nos dois pulmões foi internado fez cirurgia teve trombose , fez cirurgia do pericardio , teve que tomar 7 bolsas de sangue o quadro evoluiu pr sepsegrave focou em coma , 35 dias de UTI e Deus fez um milagre na mossa vida e ele se recuperou sem sequelas fisicas mas mentamente falando ele esta piorando, ja se auto internou numa clinica psiquiatrica com medo de me agredir , foi pior agora ele nao se importa e e uma luta porque ele diz que fala direto com Deus faz planos de comprar um helicoptero ja tomou haldol , risperidona ,venlafaxina ,olanzapina , no momento toma quetiapina sertralina e rivotril mas nota se que nao esta adiantando muito aconselho aos familiares orar muito pois essa doença somente Deus pr nos ajudar (eu nao sou evangelica)

Simone - 1 de julho de 2018

Meu irmão bebeu por quase 25 anos e parou de repente. 06 meses após parar de beber, começou a ter alucinações. Disse que a vizinha filmou ele pela fechadura xingando ela e deu queixa na polícia, que colocou a gravação no carro de som e ficava passando em frente ao trabalho dele. Se alguém olhar pra ele ele escuta a pessoas dizer que ele está se escondendo, que vai ser preso, que vão tomar as casas e o carro de meu pai que vai ser acusado de cúmplice dele. Passa um carro na rua ele diz que é a polícia procurando ele. Toma Risperidona 3 mg, Haldol 5 mg, Diazepam 10 mg e fenergam e continua do mesmo jeito. Já faz mais de um ano que parou de beber e o psiquiatra diz que é abstinência da bebida. O que você acha?

Editor do Portal - 17 de julho de 2018

Simone, pelo relato sugere um quadro de Psicose de Korsakoff, que pode ocorrer em pacientes alcoolistas crônicos depois de muitos anos de abuso do álcool.

Nicoly - 24 de julho de 2018

Meu irmão tem esquizofrenia, e ele está em um surto mas não conseguimos interna-lo. Estamos passando por uma fase difícil, há anos ele vem se tratando, toma 6 Haldol ,3 clopromazina , 30 horas de Rivotril e agora começou a tomar 3 rispiridona por dia. Ele dorme agitado e agressivo e acorda a mesma coisa, incomoda por tudo e não nos deixa dormir em paz… não sabemos o que está acontecendo com ele, damos os remédios e o único que tem feito ele dormir é o Rivotril porém damos escondido porque ele não gosta de tomar as gotas. Ele tem psiquiatra e tomou até uma injeção mas nada ainda resolveu , gostaria de saber o que podemos fazer para acalma-lo, e se o Rispiridona resolve esse surto?

Adriano - 8 de agosto de 2018

Bom dia. Gostaria de saber se a clozapina tira vozes alucinatórias. Já tentei vários antipsicóticos e nada. Até mais de um. Muito obrigado.

Irma - 27 de agosto de 2018

Olá, meu pai tem Alzheimer e toma quetiapina, mas de uns meses pra cá , os delírios tem se tornado mto frequentes. Qdo entra em surto , fica incontrolável. Diz que quer ir para casa dele e sai no portão e não volta mais. Trancamos o portão e isso deixa ele mais nervoso e agressivo.
É possível que a quetiapina não esteja fazendo mais efeito?
Seria interessante trocar para outro antipsicótico ?

Lauro Teixeira - 9 de setembro de 2018

Olá Doutor. Estou preocupado. Minha mãe tem esquizofrenia e fazia tratamento com Piportil L4 e de 10 anos para cá passou a tomar apenas Neozine e Risperidona. Ocorre que um novo medico, há 3 meses, recomendou que ela reduzisse a medicação pela metade. Eu não sabia, pois outra pessoa a tinha levado ao medico. Enfim. Ela estava vivendo muito bem, de uma 3 semanas pra cá percebi ela diferente: mais calada, arredia… Hoje ela voltou a rir sozinha e fica cuspindo o tempo todo.

queria muito que o senhor a conhecesse. Mas o plano dela é Unimed e o seu nome não consta no guia. infelizmente

Editor do Portal - 18 de setembro de 2018

Lauro, esses sintomas podem indicar a recrudescência de sintomas psicóticos, seria recomendável leva-la ao médico para rever as dosagens.

João Felipe - 9 de outubro de 2018

Bom dia,tomo Clozapina 200 mg a 9 anos e desde então tenho urticária colinérgica que foi piorando ao longo do tempo até se tornar insuportável, só que eu comecei a suspeitar disso a pouco tempo, será que essa urticária pode ser por causa da Clozapina??? por favor responda…

Saulo - 3 de novembro de 2018

Tenho esquizofrenia desde 2008 e vivo trocando medicamentos e doses, volto trabalhar por uns meses mas logo volta as ”recaídas” e novas licenças de saúde… e cheguei a conclusão que não conseguirei ter uma vida normal, simplesmente porque os padrões concretizados e interpretados através das frequências de pensamentos estabelecidas no que dizem ser o ”eu” são bem claras que não concordo com outro tipo de fluxo de pensamentos que acabam sendo auto destrutivo por si só e um caminho triste sem volta… Logo mais me sinto melhor com os supostos delírios que a mim são mais reais e sinceros do que a realidade que nos forçam a manter, cheia de mentiras e ilusões, não são muito diferentes da minha a não ser que são aceitos.

Editor do Portal - 18 de novembro de 2018

João, é possível que seja uma reação, mas precisa descartar outras causas. Procure um dermatologista.

Editor do Portal - 18 de novembro de 2018

Irma, precisa ver com o psiquiatra. A quetiapina é um antipsicótico de baixa potência, então são necessárias doses altas para o efeito antipsicótico.

Editor do Portal - 18 de novembro de 2018

Adriano, sim é o antipsicótico mais eficaz de todos.

Editor do Portal - 18 de novembro de 2018

Nicoly, existem várias opções de antipsicóticos, a Risperidona é eficaz sim, mas normalmente quando o paciente necessita de combinações ou doses muito altas de antipsicóticos sem o efeito esperado, pode ser um caso de refratariedade e indicação de clozapina.

Fábio Soares - 30 de novembro de 2018

Bom dia Doutor!
Minha esposa foi diagnosticada com F31, com agressões apenas comigo, há delírios, crises de choro, perda da vontade de fazer qualquer atividade e da própria assepsia, ouve vozes, nos delírios imagina que eu desejo fazer mal a ela, além da dificuldade de dormir. Desde o diagnóstico o primeiro psiquiatra tratava ela com 1 cp ao dia sertralina 50mg, 4 cp ao dia respiridona 1mg, 1 CP ao dia de quetiapina 25 mg e 10 gotas clonazepam 2,5ml. Passado seis meses, o médico que a tratava se aposentou, fomos encaminhados a outro médico, e ele trocou a medicação, para 1cp ao dia sertralina 100mg e 1cp ao dia de quetiapina 100mg. Há exatos um mês minha esposa entrou em crise, relatei ao médico dela esse problema, ele trocou os medicamentos, para 1 CP ao dia fluoxetina 20 mg e 1 CP ao dia topiramato 50mg, passaram se uma semana e os delírios dela aumentaram, assim como a irritabilidade, levei ela a outro especialista, que comentou comigo após avialia lá, mesmo com o antigo laudo de f31, que pelo quadro dela, no momento sugeria ser esquizofrenia, ela fez um ajuste na medicação de 2 CP ao dia de topiramato 50mg sendo 1 as 09:00 e outro as 18:00 e 1 CP ao dia de quetiapina 100mg as 21:00. Notei que o sono dela, algo que também era problema, pois não conseguia dormir, melhorou, ela voltou a dormir, mas o quadro do delírio ainda não apesar de ser o 2° dia, caso seja esquizofrenia esses medicamentos agem contra isso? Normalmente quanto tempo esses medicamentos demoram para fazer efeito?

Miriam - 6 de dezembro de 2018

Minha irmã teve e os primeiros sintomas de esquizofrenia aos 18 anos de idade, ouvindo vozes que pediam para ela rezar e tendo alucinações visuais que a apavorava. Não dormia, nem se alimentava. Foi diagnosticada coma a doença, internada duas vezes (numa delas com anemia profunda) e aposentou por invalidez aos 33 anos de idade (era professora).Viveu “dentro da normalidade” até o início deste ano. Nunca gostou de vida social e nunca gostou de fazer nada. Mas sempre cuidou da saúde, ia aos médicos sozinha, ao mercado, a igreja, ao banco. Morava só, pois com o falecimento de nossos pais ela achou que teria direito na casa e deixamos assim, já que cada uma de nós, irmãs, temos nossas vidas. Nunca deixou de ter alucinações, mas “deixava pra lá”, como ela mesma dizia. Em janeiro começou ficar estranha, pedia para eu pagar as contas, evitando sair de casa. Depois disse que bandidos moravam no quintal…e surtou terrivelmente. Levei-a para minha casa, a outra irmã disse que não ajudaria em nada, e levei também ao psiquiatra (3 ao todo). Ela jamais deixou de tomar os remédios, e comecei administra-los para ter certeza de que ela estava tomando como deveria. Chegou ficar 40 horas acordada conversando muito, mas muito alto com os “amigos” invisíveis. Não conseguíamos concentração no trabalho, de tanto ficar de olho nela a noite toda, evitando que ela fugisse dos bandidos. Ela tomava haldol, risperidona, akineton, levozine, carbolitium, diazepam e Zolpidem. Era o mesmo que tomar água pura. Levei-a para a casa dela e arrumei uma cuidadora para eu trabalhar sossegada. Mas ela tentava fugir para “ir ao banco votar”. Isso era o dia todo e durante a noite. Consegui interna-la há uma semana, depois de 9 meses de sofrimento dela e nosso também, por vê-la assim. Está do mesmo jeito. Essa doença é terrível, o paciente sofre por achar que tem que fazer coisas que não tem. Ela tem paranóia com chaves, procura documentos o tempo todo, foge de bandidos e policia o tempo todo e quer ir ao banco. Todos falam em a família entender esses pacientes para lhe dar uma boa condição de vida. Mas ninguém percebe o quanto a gente se esgota, se cansa. Tenho pena dela, mas estou frouxa, minha cabeça está a mil. Ela tem hoje 69 anos de idade, é solteira. Eu sou casada, tenho filha de 13 anos e trabalho. Ninguém jamais me ajudou nisso, a não ser meu marido, que quase adoeceu com essa situação. E nós que cuidamos, como ficamos? A boa condição fica toda para o paciente, mas nós que cuidamos, somos cobrados o tempo todo como se fossemos clínica psiquiátrica humana! Volto a perguntar, e nós?

Vanuza - 6 de dezembro de 2018

Meu irmao toma 900 mg de clozapina 900 mg de haldol 5mg e continua com sintomas positivos da esquizofrenia paranoide o que fazer?

Editor do Portal - 26 de dezembro de 2018

Vanusa, chamamos isso de super-refratariedade. Existem algumas opções, mas sem muita comprovação científica, pois são menos de 10% dos casos. Além da medicação, sugiro olhar para o ambiente do paciente, particularmente o familiar, talvez tenha alguma intervenção que possa ser feita para melhorar a resposta ao tratamento.

Editor do Portal - 26 de dezembro de 2018

Fabio, sim, a quetiapina é um antipsicótico de segunda geração, converse com o médico dela sobre otimização das dosagens, pois como ele é um antipsicótico de baixa potência, geralmente são necessárias doses mais altas para alcançar o efeito sobre os sintomas positivos. O tempo esperado para observar os efeitos varia de 4 a 8 semanas.

Salete sidor - 15 de janeiro de 2019

Minha irma tomava risperidona ,mas ñ se adaptou por causa dos efeitos colaterais o psiquiatra mudou para olanzapina 12 mg dai estamos comprando manipulado .no começo ela estava indo bem ,mas hj surtou .Dr o manipulado tem o mesmo efeito ?muito caro o comercial e agora o q fazemos.?

isaias de araujo pessoa - 20 de janeiro de 2019

oi meu filho teve um surdo psicotico em dezembro de 2017 tomou varios remedio hoje toma pinazam de 100mg e um para depressão elifore 50mg mais que ele esta trocando o dia pela noite . dorme o dia todo e fica acordado a noite . passei isso para o medico dele .o medico sujeriu que enternar ele . mais ele e tranquilo de mais calmo não ofere risco a vida de niguem e nem a dele que senhor acha que devo troca . de proficional para ter outra opinião

Luciana - 27 de janeiro de 2019

A minha tia tem esquizofrenia afetiva e toma os seguintes comprimido risperidona,clonazepam,bipirideno..e normal a ainda tem crise. Ficar surrada.

renato gaspar - 16 de março de 2019

boa tarde tenho esquizofrenia paranóide,ja tomei respiridona holdol,olanzapina,mais os sintomas não sedem me ajudem o que eu faço por favor.

Editor do Portal - 18 de março de 2019

Renato, converse com seu médico para compreender os motivos pela ausência de resposta. Se o fato é decorrente dos medicamentos ou do ambiente, se há formas de melhorar a resposta associando algum tratamento complementar, como a psicoterapia ou terapia ocupacional, ou se seria o caso de começar a clozapina.

Editor do Portal - 18 de março de 2019

Luciana, não é o esperado. Sugiro conversar com o médico dela.

Editor do Portal - 18 de março de 2019

Salete, difícil saber, pois depende da farmácia. O ideal seria utilizar o medicamento do laboratório de referência para tirar essa dúvida.

Laura - 11 de maio de 2019

Estou muito triste pois meu marido sempre foi um homem pra frente e muito trabalhador, tem comércio a quase 30 anos desde moço, primeiro teve açougue e agora temos restaurante, mudamos pro interior para ver se tínhamos uma vida menos agitada, fazem uns 8 anos começou começou se tratar com psiquiatra por conta do estresse do trabalho dele, trabalha no comércio, mas desde o último novembro começou a ter crises fortes de síndrome de pânico e tentou o suicidio 2 ou 3 vezes, conversei com o psiquiatra o qual internou no começo de dezembro num hospital geral só para tentar controlar, já que ele (o médico) iria fazer uma viajem e não estaria para ajudar, depois de 7 dias sem resultados e com uma piora bem maior transferiu para uma clínica psiquiátrica, onde se tratou por um mês com melhora bem significante, levei para casa sempre em vigilância constante, mudei psiquiatra e a psicóloga, ele parecia estar reagindo mas agora esta muito para baixo, nem trabalhar mais quer ir, disse que a polícia vai pegar ele e que vão bater nele e jura que estamos na falecia! Tive que assumir todas as responsabilidades dele, estou esgotada pq tbm preciso cuidar dele, é um homem muito tranquilo referente à família, respeituoso! Para piorar a mãe dele falecei fazem uns 2 meses, eu não sei mais como ajudá-lo … já tomou o qutiapina e risperidona, o médico trocou pelo lurasidona de 40 mg, nossa ficou muito para baixo! Ompior que muito difícil de dormir à noite! Msm tomando remédios… agora voltou para quetiapina a noite e aripiprazol, pela manhã toma o Andes …. estou vendo que cada dia ele está mais desanimado pq se sente um inútil, converso bastante com ele dou todo meu apoio e carinho, peço para ele se animar e ver todo que construiu! Mas está cada dia mais difícil! Não sei mais o que fazer oh doença maldita essa tal de esquizofrenia!,,

Alessandra Christianini - 4 de agosto de 2019

Invega sustenna.. melhor medicamento do mundo para essa doença maldita…. esquizofrenia ….pena que os médicos não informam os pacientes e familiares….

sonia_dph@hotmail.com - 14 de outubro de 2019

Esquisofrenia refrataria e bipolaridade e a mesma doença

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