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Chega ao mercado brasileiro novo medicamento injetável para a esquizofrenia.

Editor do Portal 14 de dezembro de 2011 Blog, Multimídia, Noticias 155 comments
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Chega no Brasil este mês um novo medicamento injetável de depósito para tratamento da esquizofrenia. A substância é a Paliperidona, que já é comercializada no Brasil sob forma de comprimidos orais com o nome de Invega (laboratório Janssen Cilag). Trata-se de um antipsicótico de segunda geração, classe mais moderna de antipsicóticos que possuem menos efeitos colaterais, como a síndrome parkinsoniana, caracterizada por tremores, lentidão motora e psíquica, dentre outros sintomas.

A injeção, para ser administrada uma vez por mês, dispensa o uso diário de comprimidos e é uma opção para pacientes que não aderem bem aos medicamentos orais ou se recusam a fazer o tratamento.

Estudos têm demonstrado que as recaídas da esquizofrenia e a demora em atingir a remissão dos sintomas estão associados a um pior prognóstico e à cronificação e deterioração clínica do paciente.

Até então o único antipsicótico injetável de depósito de segunda geração disponível era a Risperidona (Risperdal Consta), que exigia injeções quinzenais. O Invega Sustenna, marca da Paliperidona de depósito, terá a vantagem do uso único mensal e de ser melhor tolerado do que a Risperidona.

Outros antipsicóticos de depósito (de primeira geração) disponíveis, como o Decanoato de Haloperidol, o Enantato de Flufenazina, a Pipotiazina e o Decanoato de Zuclopentixol, não são tolerados por muitos pacientes por possuírem mais efeitos colaterais do tipo parkinsoniano quando comparados aos antipsicóticos de segunda geração.

O custo do Invega Sustenna será alto, assim como os demais antipsicóticos de segunda geração, porém, segundo a Resolução Normativa 338 da Agência Nacional de Saúde, as seguradoras e planos de saúde são obrigados a oferecer o medicamento sem custo adicional para seus beneficiários, em regime de hospital-dia. A RN 338 garante aos pacientes com esquizofrenia tratamento em hospital-dia com a mesma amplitude de cobertura oferecida na internação hospitalar, o que inclui a administração de medicação injetável. O paciente ou seu responsável legal devem encaminhar o laudo médico com o pedido e a receita da medicação para a seguradora, que tem até 10 (dez) dias para autorizar a aplicação do medicamento em um hospital-dia conveniado. Caso a seguradora negue este benefício, o beneficiário deve recorrer aos órgãos governamentais responsáveis, como ANS e NUDECON (leia mais).

Por ser uma medicação nova, ela ainda não foi incorporada ao SUS, como já ocorre com outros antipsicóticos de segunda geração através do programa de dispensação de medicamentos especiais do Ministério da Saúde (guias LME).

Escute a entrevista do psiquiatra Rodrigo Bressan, coordenador do Programa de Esquizofrenia da UNIFESP (PROESQ), na Rádio CBN.

155 comments

Raggi - 31 de janeiro de 2019

Um familiar meu infelizmente falesceu, e eu fiquei com 3 caixas de Invega Sustenta 100 mg sem utilidade, como devo proceder? Meu número é: (22) 99851-6467

Cristina - 18 de fevereiro de 2019

Meu filho tem 17 anos foi diagnosticado com esquizofrenia aos 15anos. O tratamento inicial foi Risperidona 2mg porem passou a ter sintomas fortes de impregnação. Depois mudaram para Quetiapina sem efeito satisfatorio e entao passou para Clozapina que fez um efeito muito bom porem passou a ter problemas de falta de adesão ao tratamento. Como teve reação a Risperidona e o Invega na bula diz ser contraindicado para este tipo de paciente que outra medicação injetavel depo seria recomendada?

Editor do Portal - 18 de março de 2019

Cristina, depende do tipo de reação que ele teve à risperidona. A paliperidona é o metabólito ativo da risperidona e tem menos efeito colateral. O recomendável seria antes de iniciar a injeção, fazer um teste com a paliperidona oral. Os outros antipsicóticos de depósito que possuímos no Brasil acabam tendo mais efeitos colaterais do que o Invega Sustenna.

Alan - 23 de setembro de 2019

Esse medicament ja foi incorporado ao SUS? Esse artigo e de 2011..
Obrigado

Editor do Portal - 21 de outubro de 2019

Alan, não, infelizmente não faz parte do catálogo de medicamentos do SUS.

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