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Como ajudar seu parente com esquizofrenia

Editor do Portal 15 de outubro de 2014 Artigos, Blog 156 comments
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O amor e o apoio da família são ingredientes importantes para o tratamento e a recuperação da pessoa que sofre de esquizofrenia. Se alguém próximo a você sofre desta doença, você pode fazer uma grande diferença na vida desta pessoa, ajudando-a a encontrar o tratamento certo, a lidar melhor com os sintomas e a pavimentar seu longo caminho da recuperação.

Por outro lado, ajudar alguém com esquizofrenia pode ser uma tarefa árdua e você pode não conseguir fazer isso sozinho, precisando recorrer a profissionais e serviços capacitados. Mas, sobretudo, você precisará cuidar de você mesmo para conseguir ajudar mais seu ente querido.

Se alguém próximo a você tem esquizofrenia, provavelmente você tem se pegado com sentimentos como medo, culpa, raiva, frustração e desesperança. A doença pode ser difícil de aceitar. Você pode achar que não conseguirá ajudar seu parente diante dos sintomas que ele apresenta ou pode estar preocupado com o estigma que ele vai sofrer ou ainda se sentir confuso e envergonhado com os comportamentos que você não consegue compreender. Você pode ficar tentado a esconder a doença das outras pessoas.

Para início de conversa e para que você consiga lidar melhor com a doença é importante que você tenha em mente o seguinte:

1) Aceite a doença e suas dificuldades.
2) Seja realista em relação ao que você espera da pessoa que tem esquizofrenia e de você próprio.
3) Tenha senso de humor.
4) Procure fazer o melhor para ajudar seu parente a se sentir bem e aproveitar a vida, preste a mesma atenção às suas necessidades e mantenha a esperança.

Informe-se

Ler sobre a doença e seu tratamento vai lhe permitir a tomar melhores decisões, a manejar melhor os conflitos, a trabalhar em conjunto com o paciente pela sua recuperação e a lidar melhor com obstáculos e retrocessos.

Reduza o estresse

O estresse pode fazer com que os sintomas da esquizofrenia se acentuem, portanto, é importante criar um ambiente que ofereça estrutura e suporte para o paciente. Evite pressioná-lo ou criticá-lo por eventuais falhas que ele cometa.

Estabeleça expectativas realistas

É preciso ser realista sobre os desafios e limitações que a esquizofrenia impõe. Ajude seu parente a estabelecer e alcançar objetivos que ele possa manejar nesse momento e tenha paciência com o ritmo lento da recuperação.

Empodere seu parente

Tenha cuidado para não ultrapassá-lo e fazer por ele as coisas que ele seja capaz de fazer. Procure ajuda-lo e ao mesmo tempo encorajá-lo a ter mais independência possível.

Cuide mais de você

Para conseguir ajudar melhor seu parente, você precisa cuidar de suas próprias necessidades. Assim como o paciente, você também precisa de ajuda, encorajamento e inteligência/compreensão para lidar com as situações. Quanto mais você sentir que tem um suporte e alguém que se importa com você, melhor você será capaz de ajudar seu ente querido. Fazendo uma alusão ao que ocorre num avião em caso de despressurização da cabine, você precisa colocar a máscara de oxigênio primeiro em você para depois ajudar quem não tem condições de fazê-lo sozinho.

Junte-se a um grupo de auto-ajuda

Essa é uma das melhores formas de apoio na esquizofrenia. Grupos de ajuda formados por familiares que passam por situações muito semelhantes a sua podem ajuda-lo a se empoderar e a ter esperança de que a mudança e a recuperação são possíveis. Reduz também o sentimento de solidão, isolamento e impotência. É também uma fonte importante de aconselhamento, para compartilhar experiências e informações.

Tenha um tempo livre para você

Reserve um tempo do seu dia para fazer coisas que você gosta, seja relaxar contemplando uma paisagem ou a natureza, seja encontrando com amigos e se divertindo. É importante você criar um intervalo no cuidado com a pessoa adoecida para evitar o burnout.

Cuide de sua saúde

Mantenha os cuidados com sua saúde física, mantendo um bom sono, exercitando-se com regularidade, cuidando de sua alimentação, indo regularmente ao médico. Negligenciar sua saúde só faz aumentar o estresse.

Cultive amizades

É importante você manter outros relacionamentos. Não se sinta culpado por se preocupar com suas necessidades sociais! Você também precisa de ajuda e relacionamentos positivos podem ajuda-lo em momentos difíceis.

A importância de administrar o estresse

A esquizofrenia traz estresse para o paciente e para o ambiente familiar. Se você não tomar cuidado, ficará esgotado e, consequentemente, estressará ainda mais a pessoa que sofre com a doença. Manter o estresse sob controle é uma das coisas mais importantes que você pode fazer por seu familiar.

Pratique sua aceitação

Uma das piores coisas é você empacar no dilema “por que comigo?”. Ao invés de ficar pensando o tempo todo como a vida foi injusta contigo, aceite seus sentimentos, mesmos os negativos, e procure lidar com eles de forma a não deixa-los se tornar uma obsessão.

Procure ter prazer

Ter momentos de diversão e alegria não é supérfluo ou leviano, mas necessário. As pessoas não são felizes porque não tem problemas, mas porque aprendem a ter prazer na vida apesar de suas adversidades.

Reconheça seus próprios limites

Seja realista em relação ao nível de suporte e cuidado que você é capaz de prover. Você não pode dar conta de tudo e não vai conseguir fazer aquilo que se propõe se estiver emocionalmente esgotado.

Evite culpar-se

Você precisa compreender que, apesar de você ser capaz de fazer uma grande diferença, você não deve se culpar pela doença ou se sentir responsável pela recuperação de seu parente. Você pode ajuda-lo, mas não tem como fazer por ele!

Encorajando e apoiando o tratamento

A melhor forma de ajudar na recuperação de uma pessoa com esquizofrenia é leva-la a um tratamento e ajuda-la a se manter nele. O maior desafio inicial é convencer o paciente em surto de ir ao médico. Se ele se mostrar relutante, algumas estratégias podem ser úteis.

Ofereça opções

O seu parente pode ficar mais aberto a procurar um médico se ele perceber que isso pode ajuda-lo a controlar melhor a situação. Se ele estiver desconfiado de você, pense em outra pessoa que possa acompanha-lo na consulta.

Foque num sintoma particular

A pessoa com esquizofrenia pode ter temores de ser tachada como “louca”, de ser internada ou de tomar remédios fortes. Ela também pode não aceitar ir ao médico para tratar de um problema que ela não percebe como doença (p.ex. por causa de seus delírios e alucinações que ela acredita serem reais). Porém, ela pode aceitar uma ajuda para lidar com a insônia ou com a falta de energia, por exemplo. Tentativas de normalizar a experiência (todo mundo pode precisar um dia de um psiquiatra para lidar com o estresse a ansiedade) e de reduzir a ameaça e o estigma que esse tipo de atendimento normalmente tem para as pessoas podem ajudar.

Procure ajuda logo

A intervenção precoce faz uma grande diferença para a recuperação da esquizofrenia, portanto, não perca tempo. Seu parente precisa de ajuda para encontrar um tratamento, dificilmente ele fará isso sozinho.

Encoraja a independência

Ao invés de fazer tudo por ele, estimule o auto-cuidado e a auto-confiança. Ajude-o a reaprender ou desenvolver as habilidades que o ajudarão a ter mais independência.

Seja colaborativo

É importante que a pessoa com esquizofrenia tenha voz no seu tratamento e possa compartilhar com os terapeutas as suas decisões. Quando ela se sente respeitada e reconhecida, ela se motiva mais a seguir o tratamento e a trabalhar pela sua recuperação.

Monitorando a medicação

Uma vez iniciado o tratamento, o monitoramento dos remédios pode assegurar que o paciente permaneça no seu caminho da recuperação, além de poder tirar o melhor proveito do medicamento. Você pode ajudar de diferentes formas.

Leve a sério os efeitos colaterais

Muitos pacientes param o remédio por causa de efeitos colaterais, por isso procure conhecer bem os possíveis efeitos adversos dos medicamentos antipsicóticos e preste atenção às queixas que seu familiar faz em relação a eles. Leve ao conhecimento do médico qualquer efeito colateral percebido pelo paciente. O médico pode tomar decisões que reduzam o efeito desagradável, como reduzir dosagens, trocar o remédio ou prescrever outros para combater o efeito colateral.

Encoraja seu familiar a tomar a medicação regularmente

Mesmo com os efeitos colaterais sobre controle, muitos pacientes se recusam a tomar medicamentos ou os tomam de maneira irregular. Isso pode decorrer também da falta de consciência de estar doente e de não compreender a importância da medicação. Outro fator é que o paciente pode simplesmente se esquecer de tomar sua dose diariamente, pois a doença também pode trazer problemas de memória e atenção.

Calendários de medicação, caixas organizadoras de comprimidos, alarmes no celular podem ajudar aqueles pacientes mais esquecidos. Não caia no pensamento comum de que o paciente esteja esquecendo ou se recusando de tomar o remédio propositalmente. A própria doença causa isso, seja por problemas cognitivos ou pela falta de consciência, que é um sintoma da doença, chamado de anosognosia.

Diante de um problema como esse, procure não pressioná-lo, leve ao conhecimento do médico, pois existem antipsicóticos que podem ser administrados uma ou duas vezes por mês, sem a necessidade dos comprimidos orais. São medicamentos injetáveis de longa ação, dados por via intramuscular, muito eficazes no controle da doença.

Tenha cuidado para evitar interações medicamentosas

Antipsicóticos podem causar efeitos desagradáveis quando combinados com outros medicamentos de uso corriqueiro, vitaminas e fitoterápicos. O uso de substâncias como álcool e drogas ilícitas também é prejudicial. Portanto, comunique sempre ao médico sobre o uso de medicamentos e outras substâncias.

Monitore o progresso de seu familiar

Você pode ajudar o médico a acompanhar o progresso no tratamento relatando a ele sintomas importantes, como mudanças de comportamento, de humor e outros sintomas em resposta ao medicamento. Um diário é uma boa forma de registrar os detalhes do cotidiano, história dos medicamentos utilizados, efeitos colaterais apresentados que podem ficar esquecidos com o passar do tempo.

Preste atenção aos sinais de recaídas

A interrupção do medicamento é a causa mais frequente de recaída, por isso a importância de assegurar que o tratamento está sendo seguido à risca. Mesmo os pacientes estabilizados e em recuperação precisam da medicação para manter seus ganhos e afastar os sintomas.

Infelizmente, mesmo que o paciente tome seu medicamento regularmente, recaídas podem ocorrer por outros motivos. Mas se você aprender a reconhecer os sinais de alerta de uma recaída e tomar prontamente algumas medidas, você pode ajudar a prevenir uma crise aguda. Os sinais de alerta são parecidos com os sintomas e comportamentos da crise anterior.

Prepare –se para uma situação de crise

Apesar dos seus esforços para prevenir uma crise, pode haver um período em que os sintomas evoluem rapidamente e que você precise agir com rapidez para conter a crise.

Plano de emergência

Um bom plano de emergência deve incluir:

• Uma lista com os contatos de emergência, como telefone do médico, do terapeuta, da ambulância e do hospital.
• Familiares e amigos que se disponham a ajudar, como ficar com as crianças ou dependentes enquanto você toma as decisões necessárias.

É bom discutir com o paciente enquanto ele estiver estabilizado que em caso de emergência pode ser necessário acionar o plano de emergência, de forma que ele fique menos desconfiado ou aborrecido sem saber o que esperar numa situação como esta.

Os dez mandamentos em caso de uma crise

(fonte: Word Fellowship for Schizophrenia and Allied Disorders)

1) Lembre-se que você não pode discutir com a pessoa em crise
2) Lembre-se que a pessoa pode estar assustada com a própria perda de autocontrole
3) Não manifeste irritação ou raiva
4) Não grite
5) Não seja sarcástico
6) Reduza coisas que provoquem maior distração (desligue TV, rádios, luzes fluorescentes que piscam, etc)
7) Peça a qualquer visitante casual para ir embora, quanto menos gente, melhor
8) Evite o contato olho a olho de forma contínua
9) Evite tocar a pessoa
10) Sente-se e peça a pessoa para se sentar também

Texto baseado no artigo “Helping your loved one with schizophrenia” SZ Magazine, 2013, 11 (4): 15-17

156 comments

Editor do Portal - 14 de fevereiro de 2017

Pedro, sugiro que você verifique junto à ABRE – http://www.abre.org.br – pois é uma associação de pacientes e familiares de São Paulo. A esquizofrenia tende a melhorar com a idade, mas claro que isso depende do tratamento que vem sendo realizado e de outras variáveis ambientais, como sociais e familiares. A consciência poderá vir de um trabalho conjunto da família com o psicoterapeuta, de um programa de psicoeducação ou ainda de grupos de apoio e com material de leitura.

Editor do Portal - 21 de fevereiro de 2017

Dri, sugiro que vocês procurem um programa de psicoeducação em algum hospital (normalmente você encontra em hospitais universitários ou especializados em esquizofrenia). Outra opção é um grupo de auto-ajuda para pacientes e familiares. Ler sobre a doença também é importante, tem o nosso livro Entendendo a Esquizofrenia e outros que podem lhe ajudar.

Editor do Portal - 21 de fevereiro de 2017

Ana, provavelmente essa paciente não toma a medicação quando sai da internação. Converse com a equipe para indicarem um tratamento com antipsicótico injetável de longa ação.

Iracema - 18 de março de 2017

Olá,
Minha mãe tem esquisofrenia e não quer ir ao medico para se tratar eu gostaria que alguem fosse a casa dela para fazer o atendimento. O que eu faço?
O meu irmão que consegue ter por enquanto mais dialogo com ela também não consegue convence-la.
Preciso de orientação e ajuda.

Sa - 5 de abril de 2017

Dr, bom dia.
Minha mãe está com 50 anos e faz mais ou menos um mês que os sintomas dela pioraram e ela grita respondendo vozes que diz escutar.
Pelo relato da minha avó, desde criança ela apresentou problemas pra andar, de motricidade, mas consegui fazer até o ensino médio. Sempre acha que algumas pessoas estão confabulando contra ela. A alguns anos atrás consegui levá-la ao psiquiatra e pisicologo, época em que inclusive, ela foi colocada como dependente vitalícia da minha avó por terem entendido que isso não vai ser curado. Indicaram remédios que ela se recusa a tomar, pq diz que não é louca, e que todos nós queremos fazer ela de louca. Nos laudos, havia menções com as palavras ” esquizofrenose” mas na verdade não me disseram exatamente ser ou não esquizofrenia. Ela torceu o pé e está faz 5 dias de cama com ele engessado, nesse período as vozes pioraram muito e ela grita coisas como ” eu amo sim minha mãe ou respostas a pessoas que ” a estão chamando de falsa”.
Quando vou até ela pra tentar conter ela se rebela contra mim, me expulsa, e diz que eu não a amo.
Hoje, pela primeira vez, além de preocupada com ela estou com medo por mim. O sr. acha que existe alguma possibilidade de ela me atacar a noite ou algo assim? Nem dormi pensando nisso e pesquisando sobre a doença. E ainda por cima agora estou com medo pois li que com 30 anos e até menos com 45, eu como filha, posso desenvolver a doença também. Tenho 29 anos.

Já pedi diversas vezes para ela ir comigo a um médico, para que ela se sinta melhor, mas ela nega, diz que não é louca ( qq pessoa que tente ela diz isso, inclusive na época em que consegui levar ela dizia ao médico) e que não vai a psiquiatras e não tomara remédio nenhum tb.
Não sei o que fazer.

Editor do Portal - 7 de abril de 2017

Sabrina, mesmo que ela se recuse a ir ao médico, você deve buscar um profissional para lhe orientar melhor. Os riscos ocorrem quando o paciente não está em tratamento, existem formas de tratamento para pacientes que se recusam a tomar remédios e um psiquiatra poderá lhe orientar melhor de como agir com sua mãe. Quanto ao risco de você adoecer, embora a esquizofrenia tenha uma causa genética, ela responde por somente 50% do risco de adoecimento. Fatores ambientais são igualmente importantes para o desencadeamento da doença. Portanto, levar uma vida saudável, saber manejar o estresse e procurar ajuda médica tão logo se sinta mal podem ajudá-la a prevenir o adoecimento.

Editor do Portal - 10 de abril de 2017

Iracema, você pode procurar um CAPS próximo ou um psiquiatra que se habilite a ir em casa.

Claudineia - 23 de abril de 2017

Oi pois já não sei mais oque fazer minha mãe já faz tempo que vem passando com esse problema,pois quando estava grávida dá minha menina de 4 anos ela veio a piorar ,não dormia fica a noite inteira acordada falando que ia tacar fogo na casa dela,ficava a noite inteira molhando os forros de fora dá casa dela ia na minha casa falando que também ia tacar fogo,desse tempo pra cá tinha melhorado um pouco, mais agora só tô piorando pois já passei vários médicos ,cada vês que passa eles trocam os remédios,agora ela está tomando o remédio pra esquizofrenia,mais que não tá adiantando ela ouve vozes o tempo todo,grita chinga mais no vizinho Chinga não para,já pensei em interna em uma clínica psiquiátrica pra ver ser melhora,pois não sei se é o correto,pois me ajudar tô despertada.

Editor do Portal - 26 de abril de 2017

Claudineia, é preciso conversar com o médico dela para ver porque ela não responde, pode ser problemas na dosagem ou no medicamento. Existem pacientes que são mais resistentes ao tratamento, mas essa não é a regra, são muitos os que respondem e param de ter alucinações e delírios, melhoram o comportamento e o funcionamento social. Outra sugestão é buscar um grupo de ajuda, que lhe possibilite dividir as experiências, aprender mais sobre a doença com pessoas que passam pela mesma realidade. Procure nos centros de tratamento grupos de família ou veja se na sua cidade existem grupos de apoio comunitários.

miriam - 6 de maio de 2017

Dr boa tarde,meu irmão sofre de uma doença neurológica ,em que todas as vezes que ele começa a se sentir muito alegre e animado o medico orientou que o levasse para que ele tomasse medicamentos para sentir raiva,como se explica isso e que doença é essa?já pesquisei e não tive respostas.

miriam - 6 de maio de 2017

tudo começou quando ele perdeu emprego ,começou a sentir dores de cabeça e depois de algumas semanas ele se entortou todo ,o pescoço dele virou literalmente,e passou a ficar muito nervoso ,meu pai levou ele ao medico e apenas começaram a dar injeçoes nele,e quando ele ficava agitado sempre levavam para tomar esse medicamento,e eu nao consigo entender que diagnostico é esse,gostaria muito de entender para tentar ajuda lo.

YLEUS - 13 de maio de 2017

Minha tia e a amiga dela moram juntas e ambas são esquizofrênicas. Minha tia esta em surto, recusa ir ao médico e a amiga esta dificultando meu acesso a ela. A psiquiatra mandou interna la e depois do relaxamento ela vai visita la e dar continuidade ao tratamento que foi abandonado. Gostaria de dicas para tentar leva la pra internação são haver traumas, pois minha tia tem raiva de uma pessoa que já chamou samu após uma crise.

Carolina Caetano - 18 de junho de 2017

Dr. Venho pedir aqui pedir orientação, não sei o que está acontecendo com meu primo ele está cadastrado vez mais diferente ele tem um amigo imaginario que cvsa com ele, orienta ele a fazer as coisas do dia dia , por exemplo ele não come a comida da minha tia ele fala que tem vermes, ele fica deitado no chão da casa dele no quintal no sol fortíssimo, ele fica falando que um dia ele vai embora que têm uma arca que vem busca-lo que ele vai morar no céu estou preocupada .Já marcamos consulta para ele mas ele fugiu n quis ir chegou lá MT tempo depois é o médico remarcou a consulta, o que eu faço? Como convencer ele a ir ao médico?

Mércia - 25 de junho de 2017

Boa noite
Eu tenho um filho de 18 anos que está com mudanças de humor mas se nega a ir ao pisiquiatra mas tento convencer ló
Mas será que alguém pode mim informa se existe algum lugar que posso ir e explicar como ele se comportar pra ter ideia de algum diagnóstico desde já agradeço

Editor do Portal - 3 de julho de 2017

Carolina, sugiro ler http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=6516
Considere ir ao psiquiatra, mesmo sem o paciente, para obter orientação de como agir no caso em particular.

Editor do Portal - 3 de julho de 2017

Miriam, procure um grupo de apoio ou um programa de psicoeducação em algum serviço ou hospital próximo. Sugiro ler também livros, como o nosso, Entendendo a Esquizofrenia.

Editor do Portal - 3 de julho de 2017

Miriam, também não compreendi que doença é esta.

Elisabete - 9 de agosto de 2017

Minha mãe tem esquizofrenia, parou o medicamento por conta própria pois disse que estava inchada. E há 1 semana observarmos o comportamento começar a mudar aí foi que percebemos que ela não estava tomando. Voltamos a dar o remédio e ela toma reclamando mas toma. Estamos muito preocupadas pois estamos vendo que ela está em um misto de realidade com alguns delírios ela não fala mas percebemos que ela está com medo de algo, também nao consegue lembrar de algumas coisas e nem desenvolver um entendimento do que se diz, como se não tivesse ouvindo o explicado. Como o atendimento é pelo Sus e o médico está de férias o mesmo só poderá atende-la em setembro. Eu estou em reta final da faculdade e provavelmente terei que atrasar a formatura pra observa-la ,pois ficaria muito tempo fora de casa. As vezes acho que ela vai melhorar e poder ficar só mas essa dúvida está me matando. É impossível que ela esteja sempre acompanhada mesmo não estando em surto e medicada?

karina - 25 de setembro de 2017

Olá me chamo Karina minha mãe foi diagnostica com Esquizofrenia ela tem 63 anos de idade faz mais ou menos uns 10 anos que ela que ela aparentou a doença é uma coisa extremamente ruim de lidar ela não toma medicamento porque segundo ela o medicamento deixa ela mole e sonolenta ela não que passar em medico nenhum porque segundo ela, ela não é louca ela fala coisas sem sentido ela fala que estão querendo roubar a casa dela que esta cheio de bandidos querendo matar ela e roubar a casa dela ela fala que o meu tio o meu cunhado estão tentando roubar a casa dela quando ela vê uma reportagem na tv ou ate mesmo um programa ela fala esta vendo estão falando que vai roubar a minha casa ela fala que estão querendo matar ela para ficar com a casa dela mais ao mesmo tempo que ela fala coisas sem nexo ela fala coisas

Editor do Portal - 5 de outubro de 2017

Karina, procure um CAPS ou Clínica da Família e solicite um atendimento em casa para sua mãe. Ela precisa de tratamento!

José - 6 de outubro de 2017

Meu irmão foi diagnosticado com esquizofrenia, tem tomado a medicação faz 3 dias. Os sintomas positivos tem sido bastante presente. O que falar diante de tanta acusação, falta de confiança e pensamento de conspiração que nos acusa.

veronica - 8 de outubro de 2017

Boa noite!
Meu nome é Veronica, meu cunhado tem 29 anos está com um comportamento bem agitado diz estar confuso com os pensamentos delê que chega mensagens, tem bastante medo das pessoas, o tempo todo fica agitado muda de comportamento derrepente não aceita ajuda médica tem feito o uso de drogas, fala sozinho e também fala coisas sem sentido ele apresenta todos os sintomas da esquizofrênia pois não estamos conseguindo ajuda lo ele não aceita se altera só de fala em médico, fica muito agressivo querendo quebrar as coisas oque devo fazer pois os familiares não estão sabendo como lidar com isso ele mordeu meu marido, mordeu a mãe dele agente não sabe qual procedimento devemos tomar.

Editor do Portal - 9 de outubro de 2017

Verônica, essa é sem dúvida uma das situações mais difíceis na esquizofrenia e algumas vezes é preciso tomar atitudes para proteger a integridade física do paciente e de sua família. Sugiro que leia o seguinte artigo: http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=6516. Espero que ajude! Vocês podem também buscar um grupo de apoio na comunidade para discutirem possíveis saídas para esta situação.

Editor do Portal - 9 de outubro de 2017

José, temos indicado o método LEAP, que é uma técnica de comunicação com o paciente em surto, que prioriza a escuta empática e reflexiva. Indico-lhe o livro do Dr. Xavier Amador http://leapinstitute.org/wpadmin/books-dvds-and-cds/

Estefanny - 23 de outubro de 2017

Bem meu namorado tem 16 anos e está com os seguintes sintomas: ele está escutando vozes na cabeça dele, está vendo coisas que não estavam naquele determinado local, ele não está conseguindo se concentrar nas coisas e está chorando muito as vezes sem motivos nenhum….eu só queria saber o que poderia ser isso

Editor do Portal - 31 de outubro de 2017

Estefanny, esses sintomas são sugestivos de uma psicose, é importante levá-lo a um psiquiatra para uma avaliação.

Editor do Portal - 31 de outubro de 2017

Elisabete, talvez seja o caso de sua mãe ser medicada com antipsicótico de longa ação injetável, assim ela não interrompe com frequência a medicação. Quanto ao acompanhamento, se ela estiver equilibrada pode não precisar de tanta vigilância como numa situação de crise. Então, o fundamental neste caso me parece ser ela não interromper o tratamento.

Dani - 13 de novembro de 2017

Bom dia, o meu irmão como a maioria dos pacientes que tem esquizofrenia não aceita o tratamento e não toma a medição faz muito tempo e quando bebe fica em crise por vários dias , quando vai melhorando bebe novamente , não sei o que fazer pois ele mora só é não aceita comer nada se não for ele quem compre e faça

Editor do Portal - 13 de dezembro de 2017

Dani, a falta de insight e a recusa ao tratamento são mesmo comuns na esquizofrenia, mas isso pode ser abordado por uma equipe de saúde mental, que está habituada a essas situações. Seria importante que a família recorresse ao CAPS ou ao Programa de Saúde da Família para solicitar ajuda.

MEIRE MIRANDA - 21 de dezembro de 2017

Ola Dr. boa noite tenho 2 filhos especiais um com esquizofrenia e outro com AUTISMO FUI DIAGNOSTICADA COM DEPRSSAO CID F33.3 E ME SINTO MUITO CANSADA FRACA SERA QUE E DEVIDO AO MEU NIVEL DE STRESS. OBRIGADA PARABENS PELO BLOG

Luciene - 13 de janeiro de 2018

Dr me ajude…me sinto perdida.
Minha mãe apresenta sintomas de esquizofrenia mas não quer se tratar, não aceita a doença, o problema é que ela mora sozinha, sou casada e tenho 2 filhos..e estou grávida, to assustada, não sei o que fazer.Ela trabalha de empregada doméstica, paga aluguel, é independente, porém, desde do ano passado fala que seus vizinhos a querem matar, ouve vozes xingando ela, montou uma trama que tem demônios,espíritos e afins tentando contra a vida dela.Quando ela começou busquei informações na internet e vi que ela tinha sintomas da doença, marquei uma psiquiatra convenci e ela foi, no diagnóstico de fato foi esquizofrenia, foi passado remédio, mas como não moro com ela não pude controlar, ela fala que tomou alguns dias mas começou a se sentir lenta e com sono e parou…desde então só tem piorado, moramos um pouco longe e durante a semana ela me liga dizendo que vao mata-la, que ela precisa sair da casa onde mora enfim…num desespero que me deixa agoniada, ela não aceita voltar no médico, Não sei o que fazer…sou filha única…ela tem só a mim e estou perdida.O que devo fazer…meu marido diz que devo confronta-la dizer que ela está doente e precisa se tratar…pois quando ela me conta as alucinações o máximo que faço é escutar.Nao tenho ação.Tenho receio dela perder o emprego, pois falei com a patroa dela esses dias e a mesma falou que está pensando em demiti-la.Que medidas devo tomar?????

Priscila - 18 de janeiro de 2018

Meu pai teve um avc hemorragico há uns 6 anos atrás, e depois disso ficou meio depressivo e agora apresenta sintomas de esquizofrenia. Do nada cisma com algumas histórias da cabeça dele, acha que queremos matar ele ou lhe fazer algum mal, ou está tudo contra ele, fica bem agressivo xingando e nervoso por alguns dias e depois acorda como se nada tivesse acontecido. No inicio ele aceitou ir a um psiquiatra, fomos juntos e foi receitado alguns remedios que ele começou a tomar irregularmente, e um tempo depois se recusou a voltar ao medico dizendo que ele não era maluco nem nada por isso não precisava ir ao médico. Já faz alguns anos que tentamos convencer e fazer ele ia ao medico mas NADA faz com que ele vá e esses surtos de raiva vem se tornando cada vez mais presentes e com pouco tempo de espaço. Como devemos agir nesse caso?
obrigada

Adriana Avelina de Oliveira Cardoso - 20 de janeiro de 2018

Dr. minha mãe se recusa a tomar medicamentos pra esquisofrenia, ela foi diagnosticada aos 25 anos e hoje tem 74. Se ela for medicada com antipsicótico de longa ação injetável, quanto tempo dura essa injeção? Temo que ela atente contra a vida dos meus filhos pequenos. Pois os vê como espiões, um bebê de 2 anos e uma de 3. Atualmente ela reside comigo em casa separada no mesmo lote. obrigada.

Adriana Avelina de Oliveira Cardoso - 20 de janeiro de 2018

Obrigada por esse canal, só de ler suas respostas anteriores já me sinto ajudada. Não sabia que existem medicamentos injetáveis pra esquizofrenia. Fiquei aliviada e esperançosa.

Chris - 23 de janeiro de 2018

Olá Boa Tarde, tenho um irmao que sofre da doenca, porém nunca foi corretamente diagnosticado. Há quem diga que é bipolaridade. Acredito que os médicos nunca acertaram na dosagem dos remédios. Ele esta atualmente internado, mas já sofre há ca. 8 anos da doenca. Minha familia esta muito desesperada, principalmente minha mae que acredita que ela esta sendo mal tratado na clínica aonde foi internado. Visitas sao permitidas somente 2x por semana, e temos medo que ele acredite estar abadonado por nós. Gostaria de saber se há algum grupo de apoio no Rio de Janeiro para que possamos trocar idéias com outras famílias que também sofrem com o mesmo problema. É muito difícil lidar e aceitar a doenca. Precisamos de apoio. Muito Obrigada.

Vanessa - 6 de fevereiro de 2018

A minha mãe tem 63 anos . Depois que ela se aposentou em 2016 ela adoeceu de repente ela tem os sintomas da esquizofrenia. Ela não toma banho, usa a mesma roupa, só usa chinelo está muito ansiosa, não dorme ela fica o tempo todo me telefonando e andando atrás de mim dizendo que se preocupa porque vão me fazer mal , que vão botar veneno na minha comida que minha sogra e meu marido vão me matar. Ela não fala com ninguém, não sai, não dirige mais, não cozinha mais não consegue dormir. Não aceita os tratamentos, joga os remédios fora eu já não sei mais o que fazer preciso de ajuda já estou doente eu não tenho mais vida estou desesperada

Vanessa - 6 de fevereiro de 2018

Minha mãe tem 63 anos e desde que se aposentou em 2016 adoeceu e não voltou mais ao normal. Ela está com depressão psicótica e não quer se tratar, não toma os remédios joga fora. Ela não se alimenta direito, não dorme é muito ansiosa ela me liga o tempo inteiro, fica atrás de mim o tempo todo, não deixa nem eu e nem meu pai fazermos nada. Ela não toma banho, não escova os dentes, não corta as unhas, não lava os cabelos, não dirige, não fala com as pessoas porque diz que as pessoas querem tomar a casa dela, diz que querem me matar, me roubarem, me envenenarem por isso anda atrás de mim e liga o tempo todo. Eu adoeci estou com bipolaridade já me deu vontade de me matar 2 vezes preciso de ajuda já não sei mais o que fazer

Camila - 21 de fevereiro de 2018

Ola.
preciso arrumar um emprego para minha prima que sofre de esquizofrenia por anos. qual seria a melhor area?tem algum orgao que auxilia pessoas diagnosticadas com isso a arrumar emprego?

Vanessa - 22 de fevereiro de 2018

Minha mãe diz que grampearam o telefone, que perseguem ela, que sofre ações de raios lasers, produzidos pelo meio pai, eles estão em divórcio litigioso. Ela já foi internada uma vez e não seguiu tratamento. A última dela foi entregar na polícia acusações de meu pai ter feito a ela com “provas” de lesões corporais desses raios lasers. Agora ela nega e diz que falsificaram a assinatura dela, pois o caso tinha ido para a justiça da família sugerindo uma interdição. O que eu poderia fazer?

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Vanessa, converse com o médico dela, há opções de tratamento para os pacientes que não aderem a medicamentos por via oral, como os antipsicóticos de longa ação.

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Camila, pelo Estatuto dos Deficientes, pessoas com transtornos mentais crônicos têm direito a vagas especiais de emprego. Algumas empresas já trabalham para incorporar esses pacientes em seus quadros. A função depende da vaga e da aptidão/interesse da pessoa. Você deve procurar uma assistente social do CAPS ou do serviço que a paciente se trata.

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Vanessa, sugiro ler esse artigo em nosso site http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?p=5313 . Veja a possibilidade sobre o tratamento com medicações de longa ação.

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Chris, existem vários grupos de auto-ajuda no Rio de Janeiro. Acesse http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=3242

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Meire, provavelmente. O índice de depressão e ansiedade é mais alto em familiares de pessoas com esses diagnósticos. Procure apoio para você!

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Adriana, a injeção tem duração média de 30 dias, por isso ela precisaria tomar uma dose a cada mês.

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Priscila, existem alternativas à medicação oral, que são os antipsicóticos injetáveis de longa ação. Leia mais a respeito em: http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?p=5313 e http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?p=4716

Editor do Portal - 26 de abril de 2018

Luciene, sugiro que leia nosso livro http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=3846 e se possível busque por grupos de apoio, para que saiba como lidar melhor com sua mãe http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=3242

Luciano - 24 de junho de 2018

Bom dia. Meu nome é Luciano e minha mãe começou a apresentar sintomas de alucinações e delírios esta semana (acredita que um cara deu para ela o mundo e quer entregar para ela uma mala que fará dela uma pessoa milionária). Ela tem 66 anos de idade e apenas lembro que teve alucinações uma única vez há 7 anos atrás. A minha dúvida é: como lidar com as alucinações e delírios – mentir para ela falando que não existe o tal cara nem mala alguma? Fazer de conta que está realidade é verdadeira e concordar com tudo o que ela diz ou pretende fazer? Como é muito recente ainda não estou sabendo lidar muito bem com a situação. Usei do delírio dela para levar no hospital psiquiátrico e iniciou o tratamento na noite anterior a esta postagem. Estou confiante na recuperação dela.

Editor do Portal - 17 de julho de 2018

Luciano, sugiro que leia o livro Entendendo a Esquizofrenia, que aborda justamente o papel da familia. Também tem um artigo interessante no site do grupo É Possível: http://www.grupoepossivel.com.br/Epossivel/textos/Xavier_Amador_No_necesito_ayuda.pdf

CLAUDINO CAVALCANTI SILVA - 1 de outubro de 2018

minha esposa é esquizofrênica e não quer mais tomar remédio

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