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Diferenças e semelhanças entre a esquizofrenia e o transtorno bipolar.

Editor do Portal 4 de outubro de 2010 Artigos, Blog 132 comments
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As descrições da esquizofrenia e do transtorno bipolar (TBH) enquanto doenças mentais datam da mesma época. No final do século XIX, o psiquiatra alemão Emil Kraepelin observou que pacientes até então tratados sob a mesma condição tinham sintomas e evoluções diferentes, permitindo que fossem separados em dois grupos. O primeiro ele chamou de doença maníaco-depressiva (atualmente chamada de transtorno bipolar) e o outro de demência precoce (depois denominada por Bleuler de esquizofrenia). Para Kraepelin, a diferença fundamental entre os dois diagnósticos era que os pacientes com TBH apresentavam uma melhor evolução, com a remissão total dos sintomas e a retomada de suas atividades entre as crises, enquanto que esquizofrênicos mantinham sintomas residuais mesmo nos intervalos das crises, caracterizados principalmente por sintomas negativos, como a perda do interesse, a desmotivação, a apatia e as dificuldades de socialização e relacionamento. Esta diferença era mais marcante naquela época, em que tratamentos medicamentosos ainda não estavam disponíveis.

Com o advento do lítio e dos primeiros antipsicóticos na década de 50, a distância entre o TBH e a esquizofrenia diminuiu substancialmente, a ponto de casos de TBH serem confundidos com esquizofrenia e vice-versa. A resposta à medicação passou a influenciar o diagnóstico, com uma tendência a diagnosticar como bipolares aqueles pacientes que melhor respondessem e que se recuperassem com o tratamento.

A crise aguda do bipolar pode ser semelhante ao surto psicótico de um esquizofrênico, principalmente se também ocorrerem delírios e alucinações, sendo difícil a diferenciação de ambos os diagnósticos nesta fase, o que se torna mais fácil após o período de crise. O bipolar costuma ter uma recuperação melhor e voltar às suas atividades de vida mais rapidamente do que o esquizofrênico, além de não apresentar os sintomas negativos característicos deste último. Os sintomas cognitivos também são menos impactantes no bipolar do que no esquizofrênico.

Embora sintomas de humor, como depressão, euforia, exaltação, raiva e irritabilidade sejam comuns na esquizofrenia, eles são a alteração fundamental do TBH. São as variações do humor que provocam as crises de depressão ou mania e que explicam os principais problemas de comportamento, os delírios e as alucinações dos pacientes bipolares, enquanto o humor, apesar de influenciar o comportamento do esquizofrênico, não é o causador dos principais sintomas da esquizofrenia. Isto fica mais evidente ao final da crise, quando bipolares melhoram dos sintomas com a estabilização do humor e esquizofrênicos permanecem com delírios, alucinações e sintomas negativos, apesar do humor aparentemente melhor.

No TBH, portanto, ocorrem episódios mais claros de humor, como a depressão, a mania (euforia) ou os episódios mistos (mistura de características depressivas com exaltação do humor), enquanto que na esquizofrenia, apesar das alterações de humor, o fio condutor continua sendo as alterações do pensamento e da percepção.

Mas as coincidências entre o TBH e a esquizofrenia não param por aí. Estudos genéticos têm demonstrado que as duas doenças podem ter uma origem comum. Alguns genes de predisposição à esquizofrenia também estão envolvidos na causa do TBH. Já se sabe, há algum tempo, que o TBH é mais comum em familiares de esquizofrênicos. Existiria então uma ligação biológica entre os dois diagnósticos? Estaríamos falando de duas expressões diferentes de uma mesma doença? Os pesquisadores ainda não conseguiram responder a essas questões, mas é possível que haja uma ligação causal comum, com modelos de predisposição semelhantes. Mas as diferenças clínicas e prognósticas (de evolução) são significativas para mantê-los como dois diagnósticos distintos.

Recentemente antipsicóticos de segunda geração, medicações até então específicas para a esquizofrenia, ganharam aprovação para o uso também em pacientes bipolares. As alterações neuroquímicas da esquizofrenia, como o aumento da dopamina e a desregulação da serotonina e do glutamato, também acontecem no TBH. Mas estabilizadores de humor, como o lítio, o ácido valpróico e a carbamazepina, por exemplo, que são eficazes no TBH, não possuem isoladamente efeito na esquizofrenia. Portanto, ainda há muito a ser pesquisado e descoberto nesta área.

Um terceiro diagnóstico, um pouco controverso entre os psiquiatras, aponta para outro transtorno, com características da esquizofrenia e episódios de humor semelhantes ao TBH, como se houvesse uma sobreposição das duas doenças. Estamos falando do transtorno esquizoafetivo, considerado por muitos pesquisadores como parte de um espectro das doenças psicóticas (espectro esquizofrênico), mas que pode representar um continuum entre dois pólos diagnósticos, a esquizofrenia e o TBH. O esquizoafetivo tem um prognóstico melhor do que o esquizofrênico, com menos sintomas negativos, porém pior do que o bipolar. Contudo, na prática, vemos que as possibilidades de recuperação são muito variáveis, independentes do diagnóstico e muito mais pautadas nas qualidades individuais e no ambiente sócio-familiar.

Na tabela abaixo citamos algumas diferenças relativas entre a esquizofrenia e o TBH.

CaracterísticasEsquizofreniaTranstorno Bipolar
Início do quadroMais lento (insidioso)Mais rápido (súbito)
DelírioMais comum o persecutório, não influenciado pelo humorMais comum o de grandeza, altamente influenciado pelo humor
AlucinaçãoComumMenos comum
Sintoma negativoComumNão ocorre
Déficit cognitivoComumMenos comum
Disfunção socialComumMenos comum
Tratamento medicamentosoAntipsicóticos de primeira e segunda geraçãoEstabilizadores de humor e antipsicóticos de segunda geração

→ Para ler mais sobre Transtorno Bipolar clique aqui.

132 comments

Editor do Portal - 7 de junho de 2016

Debora, isso pode ser um surto bipolar, que cursa também com psicose, ou uma psicose esquizofrênica que antes havia sido diagnosticada como bipolaridade por falta ainda de uma clareza diagnóstica. Ela de fato necessita de tratamento. O ideal é que isso acontecesse sem a necessidade de internação. Sugiro que leia o artigo http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=6516

Editor do Portal - 7 de junho de 2016

Dianne, esse seu relato também é um alerta. Medicamentos psiquiátricos podem despertar sintomas psicóticos em pessoas que tenham alguma predisposição à psicose, seja bipolaridade ou esquizofrenia. No seu caso é difícil dizer se será algo recorrente ou um episódio isolado, circunscrito ao uso da sibutramina, mas sugiro que mantenha o acompanhamento psiquiátrico e, se possível, psicoterápico, pois somente o tempo e a recuperação fornecerão essa resposta. Boa sorte!

Pâmela Jardim - 27 de junho de 2016

Olá, gostei muito do resumo. Tenho uma dúvida. Um indivíduo pode ter simultaneamente as duas doenças, no caso esquizofrenia e TBH? Acabam que são tão parecidas que já foram, como dito em seu texto, confundidas.

Editor do Portal - 4 de julho de 2016

Pamela, não é possível ter os dois diagnósticos ao mesmo tempo. O que é comum às vezes é um paciente já ter sido diagnosticado como bipolar e depois receber o diagnóstico de esquizofrenia e vice-versa. Hoje as pesquisas e a comunidade científica aceitam que exista um continuum entre os dois diagnósticos e que muitos pacientes transitam na fronteira entre os dois, por isso a confusão de diagnóstico.

Thalita - 16 de julho de 2016

Desenvolvi depressão após a morte de meus avós em 2007-2011. Dai fiquei meio fria, sem emoções , superficial. Nada aprofundava, só Deus. Em 2014 fui abusada, comecei a ter problemas de comunicação fobia social. Depois com o isolamento alucinações no pensamento.Em 2015 . Isso em janeiro . Percebi em junho, Quando surtem com visões e vozes. Começou também o stress pos traumático . Há 8 meses tomo quetiapina e ainda me sinto com a mente fraca. Com o corpo resistente, inclusive com dificuldade pra relaxar. Meu médico não sabe o que tenho ainda, se é esquizofrenia ou não . Quanto tempo dura uma crise , como distinguir surto de crise. E como ter a certeza da esquizofrenia. Quanto tempo de tratamento?

Laila - 20 de julho de 2016

Meu ex namorado foi diagnosticado com transtorno bipolar na adolescência. Eu o conheci na Internet, me apaixonei por ele e ele dizia sentir o mesmo. Se declarava pra mim constantemente, dizia que eu era a mulher da vida dele, que queria ser pai dos meus filhos, planejava casamento, onde moraríamos, falava que me amava muito. Nos conhecemos pessoalmente, ele tremeu muito de nervoso, me apresentou para toda família, senti olhares estranhos, a princípio pensei que fosse eu a estranha, depois vi que era um olhar desacreditado de que a relação pudesse ir à diante por conta da doença dele, não me deixava conta de que era tão grave, embora eu tenha percebido várias contradições e comportamentos estranhos que só fui compreender quando estudei sobre o assunto. Todos sabiam da gravidade, menos eu.
Fui tratada como filha pelos pais dele, eu o amava tanto que pouco me importava se ele fosse limitado, eu estaria ao lado dele sob qualquer circunstância. Todos perceberam isso.
Mas a questão é a inconstância da doença, não dormia, falava de traição o tempo todo, gastava o que não tinha, impaciente, andava sem parar, falava coisas horríveis das pessoas, das ex namoradase, disse que foi traído por todas, falava coisas absurdas sobre a família, contestava o diagnóstico, me achava eufórica, mentirosa, manipulava as pessoas, denegria todas as pessoas que eu admirava, se auto intitulava panteísta e assim o fazia, usava todas as minhas frases para mim mesma, distorcia todos os fatos, usava outras histórias como se fossem suas, projetos e idéias outros como se fossem seus, era amoroso e ao mesmo tempo mal educado, mimado ao extremo pelos pais e fazia uso disto, inteligentíssimo e alto didata, ora agitado, ora depressivo.
Um dia decidiu me convidar para passar uma semana na casa de praia, o primeiro dia foi ótimo, no segundo começou a surtar, me tratou como um nada, em resumo, me chingou de várias coisas, me ignorou e me mandou ir embora. Me trancou do lado de fora e chamou toda a polícia dizendo que tinha uma pessoa que sequestrou a namorada dele e estava tentando roubar a casa. Entrei em estado de choque, o amor da minha vida surtado, louco… Nunca o julguei, sofri com ele.
Esclareci a verdade com os policiais, esperei passar a crise e no dia seguinte ele se arrependeu, engraçado é que ele se lembrava de tudo, isso me entristeceu muito, tinha esperança de que fosse algo inconsciente. Disse que me amava, que eu era o amor da vida dele, pra casar e tudo mais.
A princípio ficou tudo bem, até que fomos fazer um looooonga caminhada, eu o tratava como um príncipe, embora ele me pedisse o tempo todo pra tratá-lo mal, falar palavrão, tudo contra a minha natureza.
Andamos até a cidade, 10 km de ida, super carinhoso e agitado, até que ele entrou num bar, pediu um chopp e disse pra eu sumir da vida dele, que ele mandaria as minhas coisas por correio ( era noite e fazia frio), sou descolada, não entrei mais em desespero, entendi a patologia e comecei a observar seus atos. Logo ele mudou de ideia, me abraçou e beijou, pegou na minha mão, pediu pra eu vestir a camisa do time dele que estava no corpo dele, e voltamos à pé mais 10 km pra casa. Lá chegando, ele saiu novamente sem que eu o visse e andou novamente a mesma distância e voltou, fingi que não percebi, chamei-o pra dormir, ele quis ouvir som e disse que eu podia ir na frente ( quem ama não sente medo, minha fé em Deus me dava a certeza de que eu estaria protegida) .
Acordei as 7hs da manhã, ele , que só dormia 30hs por dia todos os dias, mesmo tomando remédios fortíssimos, estava no sofá, babando e acordado com cara de louco, todos os móveis da sala fora do lugar, ele criou barreiras como se a qualquer momento fosse atacado por um grupo de terroristas, encheu de água 30 preservativos e colocou em lugares estratégicos. Nitidamente uma atitude de esquizofrenia, lamentável.
Acionei os pais dele que foram imediatamente socorrê-lo.
Quando chegaram estava tudo aparentemente tranquilo, ele sem dormir, super agitado. Me acordou às 30hs da manhã e começou a assumir várias personalidades, inclusive da psicóloga dele, misturando o jogo criminal case com a minha vida, me fez desenhar até às 7 da manhã, surtou completamente, comeu flores, babou, vi um louco transformado, mas não me agrediu, fui dormir tranquilamente, dei-lhe bom dia e deitei-me. De repente, ele pediu pra moça que trabalha na casa pra esconder todos os objetos dele pq eu ia roubar, disse que roubei o isqueiro e que ia me arrebentar a cara se não aparecesse. Me descobriu bruscamente, em busca do isqueiro. Fiquei com medo de onde ele poderia chegar, tipo agressão física. Nesse momento decidi ir embora de lá mesmo. Quando ele percebeu, depois de me ignorar, ele me deu um abraço, disse que me amava muito e me beijou na boca. Depois disso, cheguei em casa e mandei uma msg dizendo que estava bem, ele foi estúpido e disse: problema seu, vc vai em cana.
Fiquei muito triste e o término não demorou a acontecer, sempre seco e com ódio de mim, assim como tem ódio do pai, que é a pessoa que ele mais ama. Nos falamos por telefone e ele chorou dizendo que me amava e que estava doendo muito, mas que não confia em mim. Oramos um Pai Nosso, foi lindo e doloroso.
No dia seguinte ele voltou a ser áspero e pediu pra eu buscar as coisas que estavam lá na casa dele, pedi que alguém buscasse, pertencente dos presentes que me deu ele tomou e alguns ele devolveu.
Disse que não queria minha amizade, não me deu parabéns no meu aniversário, mas me adicionou na rede social.
Ainda o amo, nunca vou saber se o amor dele foi verdadeiro, mas não me arrependo, fui feliz e se fosse possível teria ficado ao lado dele. Um amor impossível para a ciência mas possível pra Deus. Eu sei que um dia nos encontraremos, mesmo depois da morte, nunca amei assim. Oro pela vida dele todos os dias, incessantemente. Sofro por ele sofrer, mas estou tentando levar minha vida a diante.

Editor do Portal - 26 de julho de 2016

Thalita, um surto pode durar meses ou mesmo anos se não for tratado adequadamente. O diagnóstico de esquizofrenia requer tempo e necessita de um médico especializado. O tratamento leva anos, mas a pessoa normalmente se recupera em poucos meses da maior parte dos sintomas, desde que faça o tratamento adequado. Precisa manter o tratamento por alguns anos para evitar recaídas e para se recuperar plenamente e poder voltar a ter uma vida produtiva. São necessários, além de muito empenho e dedicação, esperança e fé nos dias melhores, investimento em psicoterapia, terapia ocupacional e de família.

Izabela - 15 de setembro de 2016

Ola
Tenho um filho que fez 17anos recentemente a 3 meses ele surtou completamente perdeu a noção ta realidade disse coisas absurdas, como q o pai dele não era o pai biológico dele tivemos que fazer teste de DNA mesmo dado positivo ele não acredita,começou suspeitar de mim ,me ignora,não que conversar comigo e espalhou para todos que sou a pior mãe de todo o mundo,saiu da escola um garoto que nunca tirou uma nota vermelha,i eu só choro ,quase não durmo mais , tenho vontade de morrer sumir do mapa,porque aconteceu isso com meu filhoné, levei ele no médico e mesmo assim ele aínda não saiu do surto,está fazendo uso dos medicamentos torval e olapqzina,quando será que vai acabar esse pesadelo

Editor do Portal - 14 de outubro de 2016

Izabela, o antipsicótico pode levar de 4 a 8 semanas para o efeito completo, isso não significa que não possa haver uma resposta mais rápida. É preciso manter sempre contato com o médico, pois ele pode recomendar ajustes de doses ou associar outro medicamento para aliviar os sintomas e acelerar a resposta.

Ana carolyna - 27 de outubro de 2016

Minha madrinha está internada, faz muito tempo que ela faz tratamento para depressão e recentemente sua cachorra morreu e ela começou a ter vários surtos, inclusive tentou o suicídio por diversas vezes. No momento ela está internada, porém o médico à diagnosticou com esquizofrenia, seria o melhor diagnóstico pelos sintomas acima ?

Alberto Claudes da Silva - 27 de outubro de 2016

Até os 17 anos, fiz tratamento, para disretimia, segundo os médicos de pequeno mal, aos 17 anos namorei a garota que mais gostei, dentre todas que eu namorei na juventude, mas minha cabeça começava a dar um grande nó, porque uma mistura muito grande de sentimentos se misturavam no meu ser, estava numa terrível confusão sexual, isso mexeu profundamente com minha cabeça, pois na mesma época me via bastante apaixonado pela minha namorada, quero dizer que eu amava muito minha namorada, mas era por um colega do ensino médio, por quem me atraía sexualmente, isso gerou um tremendo transtorno na minha vida, uma confusão total pairava sobre mim, com uma enorme crise de identidade, não teve outra, simplesmente surtei, evidenciando-se, meu primeiro surto psicótico, inicialmente fui diagnosticado como esquizofrênico, nessa primeira crise, e mais tarde como bipolar, vindo até hoje ser sempre esse o diagnóstico que todos médicos me dão, concluí o ensino médio, fiz concursos públicos e fui aprovado e chamado em dois, aos 46 anos me aposentaram por motivo do problema, há 9 meses meses me casei com uma mulher, e há 2 anos e meio não tenho mais crise e nem sequer nenhum sintoma de crise, há uns 20 anos faço uso de lítio e não posso segundo meus médicos viver sem o lítio, tampem uso risperidona de 2 mg, mas noto que tomando risperidona de 3 mg, consegui ficar e estou ha muito tempo sem ter crise, porém tenho evitado ou diminuído a dosagem do risperidona, mas isso com orientação da médica, por ele estar diminuindo minha libido.

Alberto Claudes da Silva - 27 de outubro de 2016

Noto que bipolares e esquizofrênicos são muito vulneráveis a problemas, são bastante emotivos, o que contribuí para uma evolução mais acentuada de seus quadros psicóticos, mas são também pessoas muito dóceis e amáveis bem como são pessoas muito inteligentes.

Alberto Claudes da Silva - 27 de outubro de 2016

Há casos e casos, cada um na sua singularidade, mas TBH, realmente não é a mesma coisa que esquizofrenia, embora hajam semelhanças, mas se diferenciam entre si, e em muitos aspectos.

Editor do Portal - 31 de outubro de 2016

Ana Carolyna, não existem sintomas específicos para doenças psiquiátricas, somente o psiquiatra avaliando a paciente conseguirá fazer um diagnóstico preciso.

Danielle - 9 de novembro de 2016

Mina mae e bipolar foi diagnosticada assim , tem a missão ou menos uns dez anos ou mais q ela se trata num hospital psiquiátrico da marinha , ela faz uso de lítio quitiapina clonazepan biperideno halldol injetavel e depakene , e um infinidade de remédios e no momento está meio depressiva e ao mesmo tempo ansiosa , mente muito fuma muito , não escuta ninguém, ela está tomando todos os medicamenton certos pq eu pus uma cuidadora lá com ela , pois élá e nova tem 50 anos apensa , e eu sou casada tenho três filhos e meu esposo não gosta muito q eu misture as crinacas com ela a não seé assim fazendo visitas e tal , mas o morar não por conta se surtos q ela teve dentro da minha casa e pegou arma , faça, então eu coloquei uma pessoa p fazer as coisas e dar os remedios p ela , mas parece q nada e suficiente , ela não fica Boa, não está tendo surtos mas está meio depressivas e muito ansiosa chega a fumar vários maços de cigarro ao dia , não quer tomar banho não liga p aparência e parece q o remédio não está fazendo efeito, além de ela mentir muito , eu não sei o q eu faco pois estou fazendo o q está dentro do meu alcance ,pois tenho três filhos e dois estão na adolescência e já estão me dando bastante trabalho , inclusive o mais velho tem tido comportamentos muito opostos o tempo todo , vou leva lo ao psicologo ,pq o humor dele muda da noite p o dia , ora ama , ora odeia não sei se faz parte da adolescência ou se já é algum sintoma , ele tem 15 anos .

Paula - 28 de novembro de 2016

Dr..meu marido foi diagnosticado recentemente com esquizofrenia além da depressão que já vinha tratando,ele passa no Sus no caps. O médico quase nem fala devido ao tanto de pacientes coitado enfim…ele há 10 anos disse q via algumas coisas,mais parou e há um tempo atras começou ouvir vozes,bom depois do diagnóstico comecei reparar as mudanças de humor,vao de euforia onde quer gastar ,fazer trabalhos manuais na casa,sair,se arrumar,furou orelha,faz barba todo dia,e outros dias passa dormindo ,dor no corpo,cansado…ele está tomando vários remédios e aceita a medicação…ainda não aceita psicólogo mais enfim…estou em dúvidas de realmente é esquizo…o que o Dr. Me aconselha procurar outra opinião?

Editor do Portal - 9 de dezembro de 2016

Paula, você pode buscar por um serviço mais especializado, como ambulatórios nas Universidades, para se certificar quanto ao diagnóstico de seu esposo.

Dri - 29 de dezembro de 2016

Boa noite. Meu marido foi diagnosticado como esquizofrênico esse ano, apesar de ter tido o primeiro surto psicótico em 2014. Meu marido não consegue trabalhar, vive cansado e parece indiferente a tudo em sua volta. Para tentar ajudar o meu marido, fui buscar ajuda para mim também. Fui diagnosticada com TDAH e depressão moderada. Sinto-me de mãos atadas para ajudá-lo, pois meu marido não admite que é doente. Porém, ele é muito dócil e quando peço para ele tomar o remédio injetável, ele toma só para me ver feliz…apesar de não ter tido mais os surtos, nunca mais ele foi o mesmo. Antes ele era expansivo, inteligente e muito bem humorado. Hoje, ele é retraído, não aguenta ficar muito tempo perto de ninguém a não ser de mim, quase não sorri e vive cansado. Não sei mais o que fazer para ajudá-lo porque eu ainda não comecei o meu tratamento. Me sinto perdida…

Suzy Godinho - 16 de janeiro de 2017

Doutor bom dia,
Gostei muito do seu material elucidativo sobre as diferenças entre TBH e Esquizofrenia. A minha dúvida é, essas doenças são de cunho genético? Porque de uns tempos pra cá fiquei sabendo que um irmão distante meu, por parte de pai, é esquizofrenico, e depois que um primo pir parte de pai é TBH, e outro irmão tbm de pai tem sinais de psicopatia ou sociopatia e que meu pai pode tbm ter um deles pois ele é muito agressivo, frio, e diz não lembrar as coisas que fez de ruim. Essas doenças são mais comuns em honens? Tentei saber se meu avô paterno tinha alguma característica mas me disseram que minha avó tinha. Pode ser isso?? Tantos casos numa mesma família? ??
Obrigada

Editor do Portal - 14 de fevereiro de 2017

Suzy, sim, na realidade existem genes de predisposição que são comuns a diferentes transtornos, como esquizofrenia, bipolaridade, autismo e TDAH. A ciência ainda nano explica bem porque alguns adoecem de esquizofrenia e outros de TBH, deve depender da variedade de genes predisponentes que cada pessoa tenha e dos fatores ambientais que os ativaram, mas é comum encontrar na família diferente padrões de adoecimento.

Pereira Barros - 17 de fevereiro de 2017

Doutor, no começo de 2014 minha irmã surtou e até tentou suicídio. Daí ela ficou internada 1 mês e saiu da clínica com o diagnóstico Cid 32.3 depressão com sintomas psicoticos. Ela saiu de lá com amitriptilina, risperidona, carbamazepina e sertralina. Algum tempo depois ela ficou apenas com o dois últimos, acontece que a 1 mês e meio ela surtou de novo, talvez por que já estava a mais de um mês sem tomar o sertralina,.. Enfim depois de algumas consultas e CAPS ela retornou com o risperidona, o problema é que já faz quase 2 meses que ela retornou com os medicamentos e ela ainda apresenta sintomas depressivos e psicoticos. há algum risco dessa depressão psicotica ser algum sintoma de uma doença mais grave como esquizofrenia ou TBH?

Editor do Portal - 21 de fevereiro de 2017

Pereira, existe sim, tem pesquisas que mostram que um percentual de pacientes com depressão pode evoluir para um transtorno bipolar ao longo dos anos, mas somente o psiquiatra que a atende poderá analisar o caso e responder à sua dúvida.

CLAUDINO CAVALCANTI SILVA - 26 de fevereiro de 2017

OLA, POR FAVOR PRECISO DE AJUDA , MINHA ESPOSA TEM ESQUIZOFRENIA . SEGUNDO DIAGNOSTICO DE UM MÉDICO, MAS ELA NÃO ADMITE NÃO ACEITA NEM FALAR NO ASSUNTO E NÃO
QUER SABER DE MÉDICO NEM DE TRATAMENTO, MAS TODOS OS DIAS ELA FICA FALANDO UM MONTE DE COISAS TODAS DESORGANIZADAS E SEM SENTIDO, DIZENDO SER PERSEGUIDA, POR PROSTITUTAS E PROSTITUTOS, E QUE ESTAS JOGAM APARELHO DENTRO DE NOSSA CASA PRA ATRAPALHAR ELA EM TUDO, ? NÃO SEI O QUE FAZER PARA FALAR E CONVENCER ELA A SE TRATAR. EMBORA EU NÃO TENHO FALADO ISSO PRA ELA QUE ELA TEM A DOENÇA

Ygo 44 - 31 de março de 2017

Quando jovem, fui diagnosticado com disritmia. Tomava Gardenal. Passado um tempo, abandonei o medicamento por ser remedio de louco. Dizia para a minha mae que nao era. Apesar do genio dificil, conseguia me relacionar. Fazer amigos , namorar e casar. Hoje, aos 53 anos, sinto que machuco muita gente. Minha esposa e filho sofrem. Reajo a qualquer ofensa. Seja no transito, trabalho ou futebol. Nao gosto de levar desaforo pra casa. Vivo ha 19 anos fora do pais e tenho certeza que se estivesse no Brasil, ja teria morrido. Ja reagi a assalto e Blitz . Sou bipolar ou esquizofrenico? Tem cura? Que remedio tomo? Preciso de ajuda.

Luana - 7 de abril de 2017

Meu amigo teve o seu primeiro surto aos 21 anos, após essa experência, voltou as suas atividades normais. Teve outra crise aos 31 anos, isso caracteriza-se como um transtorno bipolar?. Achei o espaço entre uma crise e outra tão grande. Ele é aparentemente normal e é bastante consciente de tudo que lhe aconteceu.

Editor do Portal - 10 de abril de 2017

Ygo, o diagnóstico psiquiátrico requer o exame do paciente e uma anamnese detalhada, portanto, sugiro que procure um especialista.

Editor do Portal - 17 de abril de 2017

Luana, somente com essas informações não podemos tirar conclusões sobre diagnósticos. Crises espaçadas podem ocorrer em todos os transtornos mentais.

Isabella - 5 de maio de 2017

Tenho um tio que foi diagnosticado com trastorno bipolar e de certo grau de esquizofrenia, ele tem 30 anos e mora conosco, é muito difícil lidar no dia a dia com pessoas q apresentam esses tipos de doença, parece que os remédios não fazem efeito, ele toma litio e risperidona , achei que a pessoa medicada pudesse ter vida normal. Mais ee n se fixa em nenh emprego em nenhum relacionamento, oq podemos fazer para ajuda-lo? É mto difícil discernir até onde é a doença e até onde é a personalidade, ele sempre está desmotivado, não gosta de contribuir com as atividades domésticas, dorme o dia inteiro, isso é da doença MSM? Por horas parece preguiça, moleza enfim.….

saustina - 22 de maio de 2017

meu namorado e muito estranho a pouco tempo ele mi disse que tem esquizofrenia nao sei o que faco

keslley - 3 de julho de 2017

Ola, meu irmão também surtou quando tinha 15 anos, ficou maluco, dizia q Deus daria poderes para ele, implicou comigo e meu pai, ficou com paranoia, falava q as pessoas conspiravam contra ele, falavam dele, ficou totalmente descontrolo, no início ninguém sabia oque era, chegou momentos em ter q aplicar tranquilizante nele pra ele dormir, pq n dormia a noite, então ele foi melhorando sozinho, mas nunca mais foi o mesmo, hoje ele tem 23 anos, dos 15 aos 23 , nesse período ele teve muitas crises, n como a primeira, mas mudanças radicais d personalidades, fica agressivo, fala coisa com coisa, n consegue trabalhar em lugar nenhum, as vezes melhora depois piora, tipo, se ele se decepcionar ele começar a ficar loco, ele nunca mas foi normal depois do primeiro surto, e ele tem TBH, eu sei pq tive q estudar isso pra saber oque ele tem, e ele n aceita q é doente, nunca foi ao médico, ele fala q é normal, mas na minha visão, ele tem mais problemas, deve ter um tipo d esquizofrenia simples, mas quem vê ele n consegui distinguir o problema, so se tiver uma convivência, oque vc me diz disso dr. ?

Editor do Portal - 3 de julho de 2017

Kesley, não tenho como opinar sobre o diagnóstico, mas hoje sabe-se que existe uma interface entre a bipolaridade e a esquizofrenia e que muitos pacientes se encontram nessa junção do espectro (bipolar e esquizofrênico), com quadros clínicos e evolução muito semelhantes a ponto de ser difícil o diagnóstico diferencial.

Editor do Portal - 3 de julho de 2017

Isabella, procure por grupos de ajuda na comunidade e por programas de psicoeducação de família. Leia livros sobre esquizofrenia e bipolaridade para familiares, como o nosso, Entendendo a Esquizofrenia. Não sei se o paciente faz psicoterapia, mas esse é um tratamento importante para retomar a vida.

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