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Qual o melhor tratamento para a esquizofrenia?

Editor do Portal 24 de setembro de 2012 Artigos, Blog 89 comments
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Esta é uma pergunta recorrente nos consultórios médicos e dúvida também de muitos leitores do site, por isso resolvemos abordar este tema de forma clara e abrangente, para que todos possam compreender os desafios que se colocam para a recuperação de uma pessoa que sofre de esquizofrenia.

Não se trata somente da escolha de um antipsicótico eficaz e bem tolerado, mas de uma constelação de fatores que vão desde a precocidade do diagnóstico e do tratamento até a escolha dos tratamentos psicossociais, como a psicoeducação de família, psicoterapia e terapias de reabilitação.

Um ponto central é o tempo para o diagnóstico e para um tratamento que seja capaz de trazer o paciente para um estado de remissão (sem sintomas positivos) o mais rapidamente possível.

Pesquisas mostram que um paciente com esquizofrenia é levado a um psiquiatra em média após 1 ano de doença, quando já sofre dos sintomas positivos, como delírios e alucinações. Geralmente o paciente apresenta também, algum tempo antes do primeiro surto, sintomas negativos, como apatia, desânimo e isolamento, e sintomas cognitivos, como problemas de memória e concentração, que prejudicam as suas atividades produtivas, como trabalho e estudo, muitas vezes descontinuando-as algum tempo antes. Esses sintomas raramente são atribuídos à doença e dificilmente o paciente é levado ao psiquiatra apenas por essa razão.

Portanto, na maioria dos casos, um tratamento é iniciado já com mais de um ano de adoecimento. Isto se o paciente não apresentar a resistência natural ao tratamento (por não ter consciência de sua doença) ou se a família adiar a procura pelo psiquiatra (é muito comum a negação ou subestimação do problema ou a crença de se tratar de algo espiritual ou de uma crise existencial da adolescência).

Os primeiros cinco anos de doença são considerados um período considerado crítico, pois estudos mostram que a gravidade da doença nos cinco anos iniciais influencia o prognóstico do paciente ao longo da vida. Todavia, quanto mais eficiente o tratamento no início do quadro, maiores as chances de recuperação, com a retomada progressiva das atividades do paciente antes de adoecer.

Isso ocorre porque alterações neurofuncionais e neuroanatômicas na esquizofrenia costumam ocorrer mais neste período do que com a cronicidade da doença, como se esta fosse uma fase de maior atividade biológica.

Pesquisas demonstraram que pacientes com esquizofrenia podem apresentar declínio de funções cognitivas, como memória, atenção e capacidade executiva, que podem não ser totalmente recuperadas passada esta fase, comprometendo o potencial de recuperação do paciente no futuro. Da mesma forma, alterações anatômicas, como redução do volume do lobo frontal, do núcleo estriado e do hipocampo, ocorrem mais no inicio da doença.

O tratamento com antipsicótico, medicação indicada no tratamento da esquizofrenia, tem um efeito neuroprotetor e pode evitar a progressão da doença em sua fase inicial, mas para isso é necessário que o medicamento seja iniciado precocemente, assim que identificado o transtorno, e garantida sua regularidade de administração, essencial para uma resposta terapêutica satisfatória e para a prevenção de recidivas (leia mais sobre Intervenção Precoce).

Adesão é o termo que se usa para definir essa regularidade do tratamento. Problemas de adesão são muito comuns na esquizofrenia e envolvem diferentes motivos. Um paciente pode não aderir ao tratamento porque não se acha doente, porque a medicação causa um efeito colateral intolerável para ele ou simplesmente porque a medicação não é eficaz o suficiente para o alivio dos sintomas, não fazendo sentido para o paciente o compromisso de tomar um medicamento diariamente. O paciente pode aderir ao tratamento no início e depois interromper, por achar que está curado e que não precisa mais do medicamento, o que também configura um problema de adesão, já que o tratamento de longo prazo é fundamental para o controle da doença, para a prevenção de recaídas e para a recuperação do paciente.

Problemas de não-adesão costumam estar presentes nos quadros mais graves ou de pior evolução, sendo um dos principais fatores relacionados ao conceito de resistência ou refratariedade ao tratamento (esquizofrenia refratária). Por isso a importância de se identificar precocemente a não adesão e tratar o paciente com medicamentos eficazes, mais toleráveis e que possam ser mais eficientes num tratamento a longo prazo, reduzindo assim os riscos de interrupção.

Os efeitos colaterais que mais comprometem a adesão ao tratamento são os efeitos extrapiramidais (do tipo parkinsonismo – tremores, lenhificação motora, alteração da marcha) e os metabólicos (como ganho de peso). Os antipsicóticos de segunda geração, que surgiram na década de 90, costumam ser opções mais eficientes do que os de primeira geração por causarem menos efeitos extrapiramidais e, entre eles, existem alternativas com melhor perfil metabólico e que causam menos ganho de peso.

Em dezembro de 2011 foi lançado no Brasil o primeiro antipsicótico de segunda geração injetável de longa duração e de uso mensal, o Palmitato de Paliperidona (Invega Sustenna). Até então só existiam antipsicóticos injetáveis (depósito) de primeira geração (Haldol Decanoato, Piportil L4, Flufenan Depot e Clopixol Depot) e um de segunda geração de uso quinzenal (Risperdal Consta).

Invega Sustenna representa um avanço no tratamento da esquizofrenia, especialmente no caso dos pacientes com histórico ou características de não-adesão ao tratamento oral (p.ex. pacientes que se recusam a tomar remédios ou que recaem com frequência porque param de tomar a medicação). Através de injeções mensais o paciente recebe níveis regulares da medicação antipsicótica sem a necessidade de comprimidos orais. É uma opção hoje para garantir um tratamento eficaz nos casos iniciais de esquizofrenia e evitar com isso a progressão da doença.

O medicamento, embora crucial, não é a única coisa importante no tratamento inicial da esquizofrenia. Hoje se sabe que a família tem um papel tão importante quanto o tratamento medico. Pesquisas mostraram de forma consistente desde a década de 80 que o ambiente familiar pode influenciar a evolução da esquizofrenia, inclusive determinar um maior número de recaídas e hospitalizações. As atitudes familiares mais relacionadas às recaídas foram aumento da critica, hostilidade, cobranças excessivas, aumento das expectativas, superproteção e superenvolvimento afetivo (viver essencialmente para o paciente, abdicando de suas atividades).

Um estudo em 2007 comparou dois grupos de pacientes, ambos moravam com familiares com alto nível de critica, mas somente um grupo tinha adesão ao tratamento médico, ou seja, usava antipsicótico regularmente. Ao final de um ano de acompanhamento, as taxas de recaída e hospitalização foram semelhantes entre o grupo que tomava e o que não tomava medicamentos, mostrando que o ambiente familiar com alto nível de critica anula os benefícios do antipsicótico.

Portanto, a cooperação da família é tão importante quanto o tratamento médico. Esta constatação é tão robusta que a psicoeducação de família, nome que se dá ao tratamento familiar para esquizofrenia, foi considerada a modalidade de tratamento psicossocial com maior nível de evidência cientifica, fazendo parte de todos os consensos internacionais para tratamento da doença. Lamentavelmente a cobertura deste tratamento para famílias de pacientes com esquizofrenia é menor do que 20%.

As prerrogativas de um tratamento de psicoeducação de família são informar os familiares sobre a doença (por isso o nome educação) e ajudar familiares e pacientes com os problemas advindos da convivência com a doença, através da terapia de solução de problemas, que pode ser feita individualmente com cada família e o paciente ou em grupo, com várias famílias e pacientes. A terapia em grupo se mostrou mais eficaz na prevenção de recaídas, na medida em que permite a troca de experiências entre pessoas que compartilham das mesmas vivencias.

A psicoeducação de família não só ajuda a prevenir recaídas, como também melhora a adesão ao tratamento médico, combate o estigma da doença entre familiares e pacientes, amplia a rede social dessas pessoas, melhora a qualidade de vida e auxilia na recuperação do paciente, inclusive na retomada de suas atividades (leia mais sobre prevenção de recaídas).

Portanto, respondendo a pergunta do titulo deste artigo, o melhor tratamento para a esquizofrenia é aquele que alia, desde o inicio, o tratamento médico, com um antipsicótico eficiente e que possa garantir a adesão do paciente, e a psicoeducação de família. Quanto antes começar esses tratamentos, menor a gravidade da doença e maiores as chances de recuperação (leia mais sobre recuperação).

89 comments

Editor do Portal - 10 de outubro de 2015

Luiz, qualquer atividade aeróbica, se o paciente aceitar esportes coletivos, melhor ainda, pois ajuda na interação social.

PD - 17 de fevereiro de 2016

Fiquei muito admirado com a qualidade do seu site. Que bom que existem pessoas como você, que possuem conhecimento, dedicação e coração tão bem desenvolvidos e integrados. Ler seus textos me trouxe um grande alívio e reconforto, e com certeza não sou o único. Parabéns e obrigado!

Editor do Portal - 18 de fevereiro de 2016

Que bom! Fico feliz em estar contribuindo de alguma forma para reduzir a dor daqueles que convivem com a doença. Acredito na força da informação!

Joyce Sanches - 24 de fevereiro de 2016

Queria saber como que posso ajudar minha sogra esquizofrenica, sem dinheiro para pagar tratamento. Ela não vai para lugar nenhum com ninguem, fica agressiva as vezes, vive nessa situação ha mais de 20 anos. Como faço para ajuda-la?

luciano lopes lima - 24 de fevereiro de 2016

Gostei da página e dos artigos, são de grande qualidade.

Editor do Portal - 27 de fevereiro de 2016

Joyce, procure um CAPS em sua cidade ou próximo da residência da paciente e converse com a equipe sobre suas dificuldades. A lista de CAPS você encontra em nosso site.

Fran - 2 de março de 2016

A psicóloga do meu filho recomendou que ele fizesse consulta ao neurologista e ao psiquiatra, pois ele estaria desenvolvendo esquizofrenia. Dúvida: o psicólogo, consegue detectar o problema ou apenas o psiquiatra é capaz? Segundo ela, o tratamento deverá ser iniciado com urgência, mas o SUS não disponibiliza esse tipo de tratamento com urgência. O que devo fazer?

Mary silva - 9 de março de 2016

Meu filho de 13 anos não sai do quarto, vive com as janelas fechadas, passei com o psiquiatra que receitou risperidona, mas agora ele só dorme, fala que seu braço ta quebrado de novo, tudo começou depois que quebrou o braço e precisou fazer uma cirurgia. O médico disse que ele ta com quadro psicótico, pode ser esquizofrenia? Estou desesperada, tento conversar com ele mas ele não se abre.

ROSELI - 9 de março de 2016

Bom dia!
Tenho um filho de 41 anos (do coração á mais de 10 anos), que foi adotado por um casal com mais idade, e(ele não sabe que é adotado) e foi detectado aos 14 anos que idade q é esquizofrenia, qd o conheci ha 10 anos, levei para o CAPS. e até e no meio de 2015 eles encaminharam para o posto de saúde, poque ha 7 anos estava sempre bem, ( perto da normalidade)e qd fez exame em novembro 2015, em dezembro o exame sangue deu q estava com falta de vit b12 , ai o clinico receitou 1 mes de vit b12 5.000 mcg ao dia, Dai comecei a perceber as mudança da memória. comportamentos, cotidiano. saber o dia medicamentos e horarios que toma. datas de aniverssario,planetas, só lembra de alguns, mas fala 10 mostra 25 dezembro, e agora esta cada dia com dificuldade na memória recente, olhar as horas e falar outra, coisa que nestes 10 anos nunca esquecia, não escreve o nome dele. O que fazer pra ajudar-lo?A mãe ( 80 anos)1 ano após os surtos teve AVC ficando acamada e até o momento e em casas de idósos, e o e o pai (80 anos) trabalha de contador morando nos fundos do escritório, ele esta deprecivo, pois ama muito eles,e não sabe o que fazer, levei no nouro, ele pediu ressonancia e EEG. e disse que o que deu RM não esta ligado aos sintomas e EEG o resultado de vigilancia estava alterado por causa dos medicamentos, e que a psiquiatra, que tinha que reavaliar. Fui hj nela e ela falou pra voltar adaqui 2 mes! e que ele não precisa mais voltar p o CAPS. Nos ajude! esta vit b12 é pra melhorar os sintomas que ele esta tendo e que não tha antes? bgda

Golby Pullig - 13 de março de 2016

Muito boa a página. Já conhecia, mas só ontem pude me aprofundar. Sou mãe de um jovem de 23 anos com esquizofrenia residual. Me sinto bem no fundo do poço. Obrigada por compartilhar essas informações. Pena que aqui onde moro temos poucas opções de tratamento.

Mestry Badahra - 22 de março de 2016

Parabéns aos que participam desta pagina .
Pois as Pessoas que sofrem do “Distúrbio da Integração, ( Que lá no Japão, foi trocado pelo antigo nome de (ESQUIZOFRENIA ), Na sua Maioria , são Jogados no LIXO SOCIAL, até os próprios parentes discriminam as pessoas, portam esta Patologia psíquica . E, são Poucas ou Quase NADA, as opções , para uma Socialização, oferecidas .
Criam ONGS, para salvar o MICO LEAO, para salvar a arara azul, o Peixe Boi, os que Voluntariamente se entregam as DROGAS, onde o Governo até já libera uma verba aos usuários ( que são por que quiseram ser ) Já uma Pessoa, que nasce com esta síndrome , Tem Mil dificuldades, para recepção de um auxilio Doença … E chegam, a passar serias dificuldades Físicas, que se SOMAM as Dolorosas situações como a SOLIDÃO …
E, Foi Criado o C.A.P.S. que é um PALIATIVO, Para a Administração de dos Remédios, que Presilham por Horas , As Fugas da Realidade (surtos )E que causam seríssimos efeitos COLATERAIS, Além da Dependência QUIMICA…
Porem está longe de alcançar um resultado Positivo…
Mestry Badahra

Editor do Portal - 24 de março de 2016

Roseli, carências crônicas de vitamina B12 podem afetar a cognição e até mesmo causar demência, que pode ser reversível com a reposição da vitamina. Procure acompanhar de perto os níveis de B12 dele.

Editor do Portal - 24 de março de 2016

Fran, esquizofrenia é um diagnóstico complexo, o ideal seria realmente leva-lo a um psiquiatra. Procure um CAPS ou um hospital especializado em sua região. Em nosso site você encontra o endereço de todos no Brasil, clique em Atendimento e depois em CAPS e Hospitais. Eles deveriam atender com urgência, o CAPS nem requer marcação, basta leva-lo num dia em que ocorre a triagem.

Editor do Portal - 24 de março de 2016

Mary, existem outros transtornos psicóticos, somente o psiquiatra dele poderá chegar à conclusão diagnóstica.

Juliana - 30 de março de 2016

Boa tarde,
Minha mãe está com todos os sintomas de esquizofrenia, ela tem 65 anos de idade e de uns tempos pra cá, está tendo alucinações, diz que os filhos estão todos contra ela, armando um complô, já brigou com todos os vizinhos pois acha que eles colocaram câmeras na casa dela pra tentar prejudica- la . Nao fala com os irmãos por que diz que todos são ladrões, q todos querem roubar o q ela tem. Recentemente colocou meu irmão caçula pra fora de casa, não atende nossos telefonemas e quando atente faz de conta que não está ouvindo. Resumindo, estou muito preocupada, porquê ela não aceita que está doente, já marcamos um psiquiatra, mas ela se recusa a ir às consultas e ela já teve vários surtos. O que devemos fazer? Como fazemos pra ela entender que precisa de tratamento? Não sei o que fazer…

ana carolina chaves - 4 de abril de 2016

oi tenho 15 anos sou a irmã mais velha e tenho uma mãe que tem esquizofrenia e ela n aceita ser tratada para ela, ela não tem nada e não sei o que fazer sou a unica pessoa na familia que se preoculpa com ela e que á quer bem, quero saber como posso fazer para ajuda-la

maria jose - 11 de abril de 2016

Como conversar com o paciente (sendo filho, irmão ou parente próximo ) sobre sua doença? Deve lhe informar a sua verdadeira situação? Faço essa pergunta, porque o paciente está tomando atitudes que certamente o prejudicarão: beber, dormir muito (certamente pelo efeito do remédio), fazer pouco exercício fisico e principalmente mostrar de forma efetiva interesse em seu futuro.

Kaka - 14 de abril de 2016

Bom dia!
Meu irmão tem 36 anos e foi diagnosticado com esquizofrenia, ele não quer tomar os remédios, e também não quer ir no psiquiatra, fazer um tratamento.
Ele é e sempre foi muito calmo, ele é muito tranquilo até de mais, o problema é que ele tem um sentimento de culpa por ter quebrado imagens de Santos quando era pequeno, ele foi na igreja assembéia, e o pastor disse que ele estava envergonhando a palavra de Deus, e também estava com um cancer, e que ele devia se batizar na igreja, então ele se batizou, e o pastor disse que o cancer estava curado, desde então ele , acredita nessa historia absurda que o pastor inventou, e passou a ouvir Deus falando com ele, agora ele começou a se sentir culpado por ter quebrado imagens de Santos, ele diz que Deus manda ele ir pregar na casa das pessoas, ele não dormi mais, ele vai de 10 em 10 minutos na rua se ajoelhar e beijar o chão agradecendo a Deus pela vida..sái na chuva, sai de pé descalso, vai encomodar os vizinhos a noite querendo levar a palavra de DEUS, ( eu digo para ele fazer isso durante o dia que ele será muito bem recebido pelas pessoas, mas ele vai durante o dia e quer ir a noite também.
Eu fico com muita pena dele, porque ele é tão querido, tão bonzinho, mas ele diz, Deus fala para ele que ele tem que fazer estas coisas, ele senti muito medo de morrer, tem dias que temos que ficar todos deitados com ele na mesma cama, porque ele pede, ele fica com medo de morrer. um dia ele perguntou,
– Mana você mandou me matar? eu falei mano, nunca! se eu quisesse que tu morresse eu não teria ido de buscar em outro estado para você ficar com a gente, relembrei ele sobre nossa infancia e até hj, tdo o que eu faço por ele e perguntei, por que tu acha isso? Ele respondeu, é Deus que me falou agora.
Entou eu entrei na psicose dele e disse..
Conversa com Deus explica para ele o que eu te falei, e veja se ele não esta me confundindo com outra pessoa. então ele balançava a cabeça, piscava como se estivesse conversando com alguém na frente dele, ele virava um pouco o olho e depois me disse.
Tem razão Deus me disse agora, que confundiu…. e me agradeceu por eu ama-lo!!
Ufa!!! mesmo transparecendo calma , eu confesso que fiquei com medo…
Mas graças a DEUS, as paranóia agora é só de se jogar em todos os lugares, na frente de todo mundo, pedindo perdão a Deus de tdo, agradecendo, indo pregar.
mas ele não quer tomar os remédios e nem ir ao médico.
Ele fala bem calmamente,
Estou bem, não preciso de remédios, canfia em mim…
Deus me salvou, me curou do cancer… ( ele nunca teve cancer)
Nunca usou drogas e também não bebe…
Como faço para convence-lo a tomar os remédios, fazer o tratamento, tenho pena, porque ele não quer e se for a força, os enfermeiros irão amarra-lo, para dar a medicação, e isso é muito triste, isso aconteceu a 20 dias em outro estado onde ele morava. e depois veio para casa e não quis dar continuidade no tratamento.
Eu nem sei se isso é realmente uma esquizofrenia, isso foi diagnosticado a 20 dias atras, pela médica psiquiatra do hospital onde ele foi internado, porque dentro da igreja ele disse que Deus revelou para ele que o Pastor era macumbeiro e que no hospital tinha pedofilos, então o pastor disse que ele estava louco e chamou a ambulância, ele não quis ir, e aí amarraram ele e deram as medicações, me avisarm e eu fui busca-lo.
desde então nossa familia tem sofrido muito!
Por favor, se puder me instruir como lidar com o caso, eu fui ontem num psiquiatra, para me orientar como lidar e convence-lo a tomar remédios, mas infelizmente, ele não soube me dizer.
Obrigada!

Editor do Portal - 26 de abril de 2016

Kaka, se puder ler o livro do Xavier Amador, acho que pode ajudá-la. “I am not sick, I don’t need help”, leia mais em http://www.LEAPinstitute.org. No nosso livro também abordamos essa questão, que talvez seja a mais difícil da psiquiatria. Para os pacientes que não aderem ao tratamento, existe também a medicação injetável de longa ação, talvez você pudesse conversar com um psiquiatra a respeito.

Editor do Portal - 26 de abril de 2016

Maira José, isso depende de cada caso, se ele terá condições de compreender no momento sua doença, o melhor seria se aconselhar com o médico-assistente. Certamente que cabe uma intervenção no sentido de mostrar a ele que hábitos saudáveis de vida são importantes para sua recuperação.

Editor do Portal - 27 de abril de 2016

Ana, procure ler sobre a doença, participar de grupos de apoio, conversar com o profissional que a atende sobre a possibilidade de usar antipsicótico injetável de ação prolongada.

Editor do Portal - 27 de abril de 2016

Juliana, procure ler o livro do Xavier Amador – I am not sick, I don’t need help. Tem em inglês e espanhol, infelizmente não está traduzido para o português. Em nosso livro nós citamos sua abordagem, o método LEAP – leia mais em http://www.LEAPinstitute.org. Existe uma forma de dialogar com o paciente, sem criar afastamento, tentando formar uma parceria que possa abrir uma janela para o tratamento. Claro que existem casos graves, que não podem esperar tanto tempo ou que a gravidade impossibilita uma abordagem deste tipo. Neste caso, vocês devem procurar um psiquiatra na sua cidade para obter orientações de como proceder, conhecer quais os recursos existentes para um tratamento.

WILTON JOSÉ GOULART GARAVELLI - 4 de maio de 2016

Um meio acessível, economicamente, psicologicamente e neurológico, de tratar esquizofrenia em casa, ou melhor no ambiente doméstico, é do ponto de vista físico tornar sensível todas as partes do organismo, no sentido cardiovascular, tocar a parte e o coração deve sentir. Do ponto de vista psicológico fazer a pessoa agir, sentir e crer no objetivo almejado a tratar, em condições calmas, sensíveis, como o vento “freezer” , termo original italiano, querendo dizer, nas condições frias e calmas ver a realidade almejada em tratamento. O deslocamento para outra realidade, poderá acarretar aumento do problema esquizofrenico.

WILTON JOSÉ GOULART GARAVELLI - 6 de maio de 2016

Na minha profissão enfrentei esquizofrênico assassinos, ao verem-me codificaram assassinar-me à primeira vista, foi sacrificado ao tentar; um vampiro fizemos juntos missão militar, ao ficarmos juntos em compartimento fechado, ele refletiu conscientemente seu estado mental e não praticou a vampiragem, isto é, extração do sangue para beber, apesar curou-se por decisão e vive até hoje (U.S.A.).

carlos eduardo - 8 de maio de 2016

Minha namorada antes de começarmos o relacionamento(nos conhecemos 1 mês depois da alta dos médicos da st casa de BH) havia dado uma crise nela, pois bem segundo a familia dela, nao comia, nao andava, não falava…uma morta viva num hospital, ela se recuperou! nos conhecemos por acaso e estamos juntos até hoje! namoramos por um período de 2 anos normal, como qualquer outro casal, pois bem a duas semanas a trás ela passou dia comigo e ao chegar na casa dela teve uma convulsão e logo após nos dias seguintes a mãe percebeu o começo de uma nova crise, fomos no neuro, ele imediatamente sugeriu a internação de volta em BH(sou de poços de caldas-MG) em menos de duas semanas ela já nao me reconhece mais, e sofre de surtos bipolares e alucinações, tenho um parente que sofre da doença desde que eu nasci sei como é a doença na pele, por favor me ajudem e me orientem sobre o que devo fazer o mais rápido para que a doença nao se torne irrreversivel !!! obrigado estou ansioso pela resposta!

Editor do Portal - 13 de maio de 2016

Carlos, se ela já está em tratamento, sendo um TBH, ela deve se recuperar. Procure ler a respeito para conseguir ajudá-la.

WILTON JOSÉ GOULART GARAVELLI - 13 de maio de 2016

De imediato, sem análise profunda, digo se a pessoa teve convulsão, isto é, problema orgânico em primeiro plano, e talvez psiquiátrico em outros planos, o estado mórbido de 2 anos do ponto de vista cardiologia, significa no que tange à convulsão, uma quantidade de células do corpo que seriam despojadas, nosso corpo regenera-se totalmente em 2 anos, pode ser que ficaram tramitando nas cavidades e parando momentaneamente o sistema respiratório cardíaco. Isso em condições normais de estado psíquico e psicológico. Por exemplo, uma pessoa que vê a sua frente o impacto de um trem em sua direção, teria convulsão, ao passo que, se visse a briza do oceano apreciando paisagens seria a condição propriamente de volta da esquizofrenia. O que penso a respeito, pelo relatado, houve uma incrustação no nervo causando problema nos vasos sanguíneos e resultou em convulsão.

reinaldo - 5 de junho de 2016

eu também sofro desta doença esquizofrenia mais tive a felicidade de arrumar um bom medico psiquiatra que me trata a cinco anos passando os remédios corretos e hoje me cinto quase curado saio converso uma vez outra ainda cinto nervoso por causa de uns vagabundos que tem aqui perto de casa pq som auto me perturba mais vou levando.

WILTON JOSÉ GOULART GARAVELLI - 7 de junho de 2016

Efeitos físicos, químico e lógicos, reações físicas, químicas e lógicas, são normais, quando por períodos prolongados de tempo a submissão a esses efeitos, a pessoa desenvolve desequilíbrios nesse sentido e quando ocorrem recorrem à hábitos reacionários uniformes, ou manias reacionárias. Daí o problema de sofrer de esquizofrenia. Impedir seguimentos neurológicos com substâncias químicas (remédios) ou proteção auricular no caso, darão resultados. A lei protege o cidadão prejudicado. São parâmetro de tratamento. Por outro lado a reação desencadeada da situação físico, química e lógica de desequilíbrio torna dor contínua, ou doença, por volta de dez anos é diagnóstico de esquizofrenia. É natural reagir à pertubações previstas em leis.

daiane - 8 de junho de 2016

Boa tarde,tenho uma irmã esquizofrênica há dez anos.Pelo menos uma vez ao ano ela desencadeia a crise psicótica,deixando toda a família sem saber como fazer ou agir.Já estamos esgotados,pois tenho medo que a cada crise venha outra ainda pior e que ela nunca mais fique curada.Não conseguimos até hoje acertar com um médico que receite os medicamento corretos pra ela.Pelo menos já passamos por uns três médicos nesses dez anos.Gostaria de saber se o senhor pode nos indicar um médico especialista na doença aqui na região de Porto Alegre /RS para que possamos levá-la.Agora neste momento meus pais estão em uma clínica para interná-la,pois faz uma semana que está em estado crítico de surto psicótico. Às vezes está dócil e depois de algumas horas bem agressiva,isso acontece em um dia,estágios de lucidez e de surtos agressivos.Gostaríamos de uma ajuda urgente pois não sabemos o que fazer.Agurado seu retorno .

Jozhua - 17 de junho de 2016

Doutor, conheço alguns pacientes com esquizofrenia e a maioria deles além dos sintomas positivos apresente perca de peso. O doutor saberia dizer porque os pacientes emagrecem? Seria falta de sono e alimentação inadequada?

izabel ellen - 28 de junho de 2016

Tenho 17 anos e minha irma de 16 anos no início da sua adolescência ela sofreu Bully no colégio em que estudavam os houve um constrangimento para ela publicamente em relação ao Billy desse dia em diante ela não foi mais a mesma ela teve anorexia a ponto de morrer mais Deus a curou disso mais ela ainda cont com essa doença minha familia pouco sabe como lidar com ela eu e minha mãe estamos procurando saber mais sobre essa doença mais ela não apenas tem a esquizofrenia por si há tb as paranóicas com os próprios parentes familiar queria saber se no cado dela quais são os tipos de tratamento e os medicamentos para diminui as paranóicas se for possivel também os lugares de instruções para os familiares sobre com trata o portador .obrigada

Editor do Portal - 4 de julho de 2016

Izabel, como diz o artigo, o ideal é procurar o tratamento médico aliado aos tratamentos psicossociais, particularmente a psicoterapia individual e a terapia de família ou psicoeducação. Você pode procurar nos CAPS e em hospitais psiquiátricos para conhecer melhor os recursos da rede de saúde próxima à você.

Editor do Portal - 4 de julho de 2016

Jozhua, antes do tratamento eles podem perder peso por uma alimentação incorreta, longos intervalos sem se alimentar, maior gasto de energia (comportamento mais agitado, p.ex.), mas depois do tratamento, dependendo da medicação, precisam cuidar da dieta e das atividades físicas para não ganharem peso.

WILTON JOSÉ GOULART GARAVELLI - 4 de julho de 2016

Há a opção do não deslocamento do paciente, poderá causar dependência física, química e lógica, ou melhor, psicológica, o tratamento de campo com autoridades locais, ocasiona os melhores resultados, com base nos direitos da pessoa, direitos ao patrimônio e direitos da pessoa e patrimônio juntos poderão obter resultados mais satisfatórios do que orgânicos, o policiamento comunitário, a ronda escolar, um médico ou capelão militar poderá intervir satisfatoriamente sem que haja imobilização para dependências médicas psiquiátricas.

Editor do Portal - 4 de julho de 2016

Daiane, nós não indicamos médicos particulares, podemos recomendar os CAPS, hospitais psiquiátricos ou centros universitários que possuem clínicas de atendimento. Você encontra em nosso site os principais endereços em sua região – http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=4073

Edy - 7 de julho de 2016

Meu pai fala sozinho com uma pessoa que não existe,ele foi usuário de drogas mas não usa faz 3 anos internamos ele em clinica mas o problema dele é falar que colocaram ponto de escuta dentro dele,mania de perseguição diz que a família é uma facção contra ele,diz que vai se vingar pois destruíram a família dele,ele não aceita que está doente,diz que vai embora pra outro estado arrumar serviço e se recusa a ir no psquiatra.

Corrêa - 25 de julho de 2016

meu pai há cerca de 5 anos tentou cometer suicidio, tinha muitas alucinacoes e manias de perseguição, hoje ele possui 62 anos sempre fala muito da coisas negativas que houveram com ele no passado, principalmente no ambito familiar, e quando relembra isso fica muito agitado e agressivo fala muito alto em tom de briga.

Editor do Portal - 26 de julho de 2016

Edy, o indicado seria que ele pudesse iniciar uso de antipsicótico de ação prolongada ou depósito, medicação injetável que é administrada uma vez por mês ou a cada 15 dias e que dispensa o uso de medicamentos orais. Sugiro procurar um psiquiatra na sua região para traçarem um plano de ação neste sentido.

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