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Força do aperto de mão pode estar relacionada com habilidades cognitivas, diz estudo.

Editor do Portal 3 de maio de 2018 Blog, Noticias 2 comments
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Você já imaginou que a força utilizada em um simples aperto de mão poderia estar relacionada a habilidades cognitivas? Pois é isso o que um recente estudo feito por pesquisadores australianos, britânicos e suecos sugere.

Publicado na revista Schizophrenia Bulletin, da Universidade de Oxford, o estudo indica que, quanto mais forte um aperto de mão, maiores são os coeficientes de memória visual, tempo de reação, memória numérica, memória prospectiva e raciocínio.

O estudo foi conduzido com 475.397 pessoas moradoras do Reino Unido, com dados coletados do UK Biobak, base de dados de saúde do Reino Unido, entre 37 e 73 anos, além de mais 1162 indivíduos com esquizofrenia.

“Quando consideramos múltiplos fatores como idade, gênero, peso e educação, nosso estudo confirma que as pessoas que têm mais força tendem a ter um melhor funcionamento do cérebro”, disse o autor líder do estdo, Joseph Firth, um pesquisador da NICM Health Research Institute na Western Sydney University, em um comunicado.

Os participantes primeiro tiveram sua força medida ao apertarem um dinamômetro em suas mãos, com cada uma das mãos, e foi usado o valor na mão que os candidatos mais usam. A ‘pontuação’ de cada participante foi usada na análise final.

Depois, os participantes realizaram uma bateria de testes cognitivos de 15 minutos. Os testes consistiam em combinar cartas, resolver problemas de matemática e de lógica em dois minutos, decorar sequências de números, entre outras atividades. Cada teste mediu um campo cognitivo: tempo de reação, raciocínio, memória numérica, memória visual-espacial e memória prospectiva.

Os testes também foram aplicados para as pessoas com esquizofrenia, e, apesar das estatísticas para este grupo serem menores, os pesquisadores ainda identificaram correlação entre apertos de mão e capacidade cognitiva, ao menos na área de tempo de reação e memória visual-espacial.

“Nóssa pesquisa mostrou que as conexões entre a força muscular e funcionamento do cérebro também se manifestam em pessoas com esquizofrenia, depressão e transtorno bipolar – todas essas doenças podem inteferir no funcionamento regular do cérebro. Isso aumenta a possibilidade de que exercícios que treinam o corpo podem realmente ajudar a saúde física e também mental de pessoas com essas condições”, acredita Firth.

Fonte: Estadão

2 comments

Ana - 3 de maio de 2018

Esse é um dado muito relevante. Seria melhor ainda se houvessem estatísticas maiores com os portadores de um transtorno.

Holden Caulfield - 3 de maio de 2018

Achei um pouco difícil de entender o texto. Seria o poder de uma sinergia ?

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