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Hamilton Assunção: a música me orienta e me renova!

Editor do Portal 4 de novembro de 2017 Blog, Depoimentos, Dicas Culturais, Multimídia, Noticias 8 comments
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Hamilton Assunção deu voz ao seu sofrimento para criar o grupo Harmonia Enlouquece, banda do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro, hospital do Estado do Rio de Janeiro. Autor de sucessos como Sufoco da Vida, Hamilton consegue traduzir como poucos as mazelas do hospital psiquiátrico e dos transtornos mentais dando vida a uma arte musical autoral e personalizada, em torno da qual ele se tornou um músico de referência. Como poucos, ele faz uma crítica ácida à psiquiatria, propondo uma mudança de atitude que inclua mais a pessoa, o indivíduo com suas vivências e singularidades, num processo de recuperação. A música para Hamilton é o combustível que lhe permite seguir adiante, vencendo seus obstáculos e desafios.

Hoje Hamilton integra outra banda, a Banda Azê, desvinculada da saúde mental, na estrada para competir com outras bandas, buscando seu espaço, inovando no ritmo e na música, abordando temas do cotidiano das pessoas. Hamilton é um músico completo, com estilo pessoal e inovador. Vale a pena assistir aos seus shows!

A Banda Azê se apresenta neste domingo (05/11/17), às 20h, no Audio Rebel, em Botafogo.
Endereço: Rua Visconde de Silva, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro/RJ

Veja a entrevista de Hamilton Assunção na TV Pinel:

8 comments

Ana - 4 de novembro de 2017

Entendo que é uma catarse, um desabafo, uma terapia. Já escrevi muitos poemas sobre psiquiatria, psicologia, criticasdesabafos, dores. Aquilo só me deixava pior.Hoje, cada fato ou pensamento, real ou imaginário, associo a uma música, num ecletismo que estava adormecido em mim. Amanhã? Não sei como estarei, cada dia é um dia, eu mesma me surpreendo. Um dia de cada vez.

Maria - 5 de novembro de 2017

A covardia da rede social me comove.

Maria - 5 de novembro de 2017

O método catártico vai levar a psicanálise para um buraco, se é, que já não está!

Mariah Aragão das Neves - 10 de novembro de 2017

Amo música e só consigo fazer minhas atividades diárias escutando música, toco violão e canto não faço composição mas acredito que a música organiza minha mente. Hamilton parabéns pelo seu trabalho e talento.

Ana - 13 de dezembro de 2017

Maria, seu comentário de 5 de novembro de 2017 sobre comoção é interessante.

Vilma - 16 de dezembro de 2017

Sem comentários com psicólogas covardes.

Ivanov Basso - 9 de setembro de 2018

Há 25 anos fui diagnosticado com TOC severo. Tinha muitas manias que me consumiam em mais de oito horas por dia. Tomei vários medicamentos antidepressivos em doses altas e antipsicóticos (tais como sulpirida, pré gabalina, clorpromazina e risperidona). Mas o grande problema que eu tinha era a escuta de vozes e as alucinações visuais. Já passei por três internações durante esses 25 anos e, nesse ano, estive internado por 29 dias e meu psiquiatra alterou o diagnóstico para Esquizofrenia Paranoide. Isso é possível? Será que sempre tive Esquizofrenia, mas conseguia disfarçar a doença? O fato é que havia uma pessoa que não me permitiu dormir por mais de 36 dias e, essa pessoa, só era vista por mim. Além disso, essa pessoa afirmava que eu havia cometido um crime, pelo Facebook , contra uma famosa atriz brasileira. Fui internado e essa pessoa, que só eu via, afirmava que eu não era merecedor da alimentação, o que me fez ficar sem comer por 18 dias. Quase fui alimentado por sonda, devido a isso. Sou professor universitário na área de música. Este ano estou iniciando a gravar meu primeiro CD com composições próprias. Se meu estado de Esquizofrenia piorar, deverei pedir aposentadoria? Como consegui chegar até aqui com TOC e Esquizofrenia? Gostaria de alguns esclarecimentos de vocês.

Editor do Portal - 18 de setembro de 2018

Ivanov, tanto o TOC pode complicar com psicose, como a psicose pode cursar com sintomas de TOC. Difícil afirmar no seu caso a relação entre esses dois diagnósticos, somente uma anamnese detalhada sobre a ocorrência dos sintomas e a evolução deles poderá oferecer pistas. Mas o tratamento é similar, envolve medicamentos para ambas as doenças e uma boa psicoterapia para você lidar tanto com as compulsões como com as alucinações. Sim, é possível independente do diagnóstico, se recuperar e levar uma vida produtiva, como no seu caso, compondo novas canções, lecionando… a aposentadoria pode ocorrer se não estiver mais conseguindo trabalhar em função da doença.

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