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Como ajudar seu parente com esquizofrenia

Editor do Portal 15 de outubro de 2014 Artigos, Blog 152 comments
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O amor e o apoio da família são ingredientes importantes para o tratamento e a recuperação da pessoa que sofre de esquizofrenia. Se alguém próximo a você sofre desta doença, você pode fazer uma grande diferença na vida desta pessoa, ajudando-a a encontrar o tratamento certo, a lidar melhor com os sintomas e a pavimentar seu longo caminho da recuperação.

Por outro lado, ajudar alguém com esquizofrenia pode ser uma tarefa árdua e você pode não conseguir fazer isso sozinho, precisando recorrer a profissionais e serviços capacitados. Mas, sobretudo, você precisará cuidar de você mesmo para conseguir ajudar mais seu ente querido.

Se alguém próximo a você tem esquizofrenia, provavelmente você tem se pegado com sentimentos como medo, culpa, raiva, frustração e desesperança. A doença pode ser difícil de aceitar. Você pode achar que não conseguirá ajudar seu parente diante dos sintomas que ele apresenta ou pode estar preocupado com o estigma que ele vai sofrer ou ainda se sentir confuso e envergonhado com os comportamentos que você não consegue compreender. Você pode ficar tentado a esconder a doença das outras pessoas.

Para início de conversa e para que você consiga lidar melhor com a doença é importante que você tenha em mente o seguinte:

1) Aceite a doença e suas dificuldades.
2) Seja realista em relação ao que você espera da pessoa que tem esquizofrenia e de você próprio.
3) Tenha senso de humor.
4) Procure fazer o melhor para ajudar seu parente a se sentir bem e aproveitar a vida, preste a mesma atenção às suas necessidades e mantenha a esperança.

Informe-se

Ler sobre a doença e seu tratamento vai lhe permitir a tomar melhores decisões, a manejar melhor os conflitos, a trabalhar em conjunto com o paciente pela sua recuperação e a lidar melhor com obstáculos e retrocessos.

Reduza o estresse

O estresse pode fazer com que os sintomas da esquizofrenia se acentuem, portanto, é importante criar um ambiente que ofereça estrutura e suporte para o paciente. Evite pressioná-lo ou criticá-lo por eventuais falhas que ele cometa.

Estabeleça expectativas realistas

É preciso ser realista sobre os desafios e limitações que a esquizofrenia impõe. Ajude seu parente a estabelecer e alcançar objetivos que ele possa manejar nesse momento e tenha paciência com o ritmo lento da recuperação.

Empodere seu parente

Tenha cuidado para não ultrapassá-lo e fazer por ele as coisas que ele seja capaz de fazer. Procure ajuda-lo e ao mesmo tempo encorajá-lo a ter mais independência possível.

Cuide mais de você

Para conseguir ajudar melhor seu parente, você precisa cuidar de suas próprias necessidades. Assim como o paciente, você também precisa de ajuda, encorajamento e inteligência/compreensão para lidar com as situações. Quanto mais você sentir que tem um suporte e alguém que se importa com você, melhor você será capaz de ajudar seu ente querido. Fazendo uma alusão ao que ocorre num avião em caso de despressurização da cabine, você precisa colocar a máscara de oxigênio primeiro em você para depois ajudar quem não tem condições de fazê-lo sozinho.

Junte-se a um grupo de auto-ajuda

Essa é uma das melhores formas de apoio na esquizofrenia. Grupos de ajuda formados por familiares que passam por situações muito semelhantes a sua podem ajuda-lo a se empoderar e a ter esperança de que a mudança e a recuperação são possíveis. Reduz também o sentimento de solidão, isolamento e impotência. É também uma fonte importante de aconselhamento, para compartilhar experiências e informações.

Tenha um tempo livre para você

Reserve um tempo do seu dia para fazer coisas que você gosta, seja relaxar contemplando uma paisagem ou a natureza, seja encontrando com amigos e se divertindo. É importante você criar um intervalo no cuidado com a pessoa adoecida para evitar o burnout.

Cuide de sua saúde

Mantenha os cuidados com sua saúde física, mantendo um bom sono, exercitando-se com regularidade, cuidando de sua alimentação, indo regularmente ao médico. Negligenciar sua saúde só faz aumentar o estresse.

Cultive amizades

É importante você manter outros relacionamentos. Não se sinta culpado por se preocupar com suas necessidades sociais! Você também precisa de ajuda e relacionamentos positivos podem ajuda-lo em momentos difíceis.

A importância de administrar o estresse

A esquizofrenia traz estresse para o paciente e para o ambiente familiar. Se você não tomar cuidado, ficará esgotado e, consequentemente, estressará ainda mais a pessoa que sofre com a doença. Manter o estresse sob controle é uma das coisas mais importantes que você pode fazer por seu familiar.

Pratique sua aceitação

Uma das piores coisas é você empacar no dilema “por que comigo?”. Ao invés de ficar pensando o tempo todo como a vida foi injusta contigo, aceite seus sentimentos, mesmos os negativos, e procure lidar com eles de forma a não deixa-los se tornar uma obsessão.

Procure ter prazer

Ter momentos de diversão e alegria não é supérfluo ou leviano, mas necessário. As pessoas não são felizes porque não tem problemas, mas porque aprendem a ter prazer na vida apesar de suas adversidades.

Reconheça seus próprios limites

Seja realista em relação ao nível de suporte e cuidado que você é capaz de prover. Você não pode dar conta de tudo e não vai conseguir fazer aquilo que se propõe se estiver emocionalmente esgotado.

Evite culpar-se

Você precisa compreender que, apesar de você ser capaz de fazer uma grande diferença, você não deve se culpar pela doença ou se sentir responsável pela recuperação de seu parente. Você pode ajuda-lo, mas não tem como fazer por ele!

Encorajando e apoiando o tratamento

A melhor forma de ajudar na recuperação de uma pessoa com esquizofrenia é leva-la a um tratamento e ajuda-la a se manter nele. O maior desafio inicial é convencer o paciente em surto de ir ao médico. Se ele se mostrar relutante, algumas estratégias podem ser úteis.

Ofereça opções

O seu parente pode ficar mais aberto a procurar um médico se ele perceber que isso pode ajuda-lo a controlar melhor a situação. Se ele estiver desconfiado de você, pense em outra pessoa que possa acompanha-lo na consulta.

Foque num sintoma particular

A pessoa com esquizofrenia pode ter temores de ser tachada como “louca”, de ser internada ou de tomar remédios fortes. Ela também pode não aceitar ir ao médico para tratar de um problema que ela não percebe como doença (p.ex. por causa de seus delírios e alucinações que ela acredita serem reais). Porém, ela pode aceitar uma ajuda para lidar com a insônia ou com a falta de energia, por exemplo. Tentativas de normalizar a experiência (todo mundo pode precisar um dia de um psiquiatra para lidar com o estresse a ansiedade) e de reduzir a ameaça e o estigma que esse tipo de atendimento normalmente tem para as pessoas podem ajudar.

Procure ajuda logo

A intervenção precoce faz uma grande diferença para a recuperação da esquizofrenia, portanto, não perca tempo. Seu parente precisa de ajuda para encontrar um tratamento, dificilmente ele fará isso sozinho.

Encoraja a independência

Ao invés de fazer tudo por ele, estimule o auto-cuidado e a auto-confiança. Ajude-o a reaprender ou desenvolver as habilidades que o ajudarão a ter mais independência.

Seja colaborativo

É importante que a pessoa com esquizofrenia tenha voz no seu tratamento e possa compartilhar com os terapeutas as suas decisões. Quando ela se sente respeitada e reconhecida, ela se motiva mais a seguir o tratamento e a trabalhar pela sua recuperação.

Monitorando a medicação

Uma vez iniciado o tratamento, o monitoramento dos remédios pode assegurar que o paciente permaneça no seu caminho da recuperação, além de poder tirar o melhor proveito do medicamento. Você pode ajudar de diferentes formas.

Leve a sério os efeitos colaterais

Muitos pacientes param o remédio por causa de efeitos colaterais, por isso procure conhecer bem os possíveis efeitos adversos dos medicamentos antipsicóticos e preste atenção às queixas que seu familiar faz em relação a eles. Leve ao conhecimento do médico qualquer efeito colateral percebido pelo paciente. O médico pode tomar decisões que reduzam o efeito desagradável, como reduzir dosagens, trocar o remédio ou prescrever outros para combater o efeito colateral.

Encoraja seu familiar a tomar a medicação regularmente

Mesmo com os efeitos colaterais sobre controle, muitos pacientes se recusam a tomar medicamentos ou os tomam de maneira irregular. Isso pode decorrer também da falta de consciência de estar doente e de não compreender a importância da medicação. Outro fator é que o paciente pode simplesmente se esquecer de tomar sua dose diariamente, pois a doença também pode trazer problemas de memória e atenção.

Calendários de medicação, caixas organizadoras de comprimidos, alarmes no celular podem ajudar aqueles pacientes mais esquecidos. Não caia no pensamento comum de que o paciente esteja esquecendo ou se recusando de tomar o remédio propositalmente. A própria doença causa isso, seja por problemas cognitivos ou pela falta de consciência, que é um sintoma da doença, chamado de anosognosia.

Diante de um problema como esse, procure não pressioná-lo, leve ao conhecimento do médico, pois existem antipsicóticos que podem ser administrados uma ou duas vezes por mês, sem a necessidade dos comprimidos orais. São medicamentos injetáveis de longa ação, dados por via intramuscular, muito eficazes no controle da doença.

Tenha cuidado para evitar interações medicamentosas

Antipsicóticos podem causar efeitos desagradáveis quando combinados com outros medicamentos de uso corriqueiro, vitaminas e fitoterápicos. O uso de substâncias como álcool e drogas ilícitas também é prejudicial. Portanto, comunique sempre ao médico sobre o uso de medicamentos e outras substâncias.

Monitore o progresso de seu familiar

Você pode ajudar o médico a acompanhar o progresso no tratamento relatando a ele sintomas importantes, como mudanças de comportamento, de humor e outros sintomas em resposta ao medicamento. Um diário é uma boa forma de registrar os detalhes do cotidiano, história dos medicamentos utilizados, efeitos colaterais apresentados que podem ficar esquecidos com o passar do tempo.

Preste atenção aos sinais de recaídas

A interrupção do medicamento é a causa mais frequente de recaída, por isso a importância de assegurar que o tratamento está sendo seguido à risca. Mesmo os pacientes estabilizados e em recuperação precisam da medicação para manter seus ganhos e afastar os sintomas.

Infelizmente, mesmo que o paciente tome seu medicamento regularmente, recaídas podem ocorrer por outros motivos. Mas se você aprender a reconhecer os sinais de alerta de uma recaída e tomar prontamente algumas medidas, você pode ajudar a prevenir uma crise aguda. Os sinais de alerta são parecidos com os sintomas e comportamentos da crise anterior.

Prepare –se para uma situação de crise

Apesar dos seus esforços para prevenir uma crise, pode haver um período em que os sintomas evoluem rapidamente e que você precise agir com rapidez para conter a crise.

Plano de emergência

Um bom plano de emergência deve incluir:

• Uma lista com os contatos de emergência, como telefone do médico, do terapeuta, da ambulância e do hospital.
• Familiares e amigos que se disponham a ajudar, como ficar com as crianças ou dependentes enquanto você toma as decisões necessárias.

É bom discutir com o paciente enquanto ele estiver estabilizado que em caso de emergência pode ser necessário acionar o plano de emergência, de forma que ele fique menos desconfiado ou aborrecido sem saber o que esperar numa situação como esta.

Os dez mandamentos em caso de uma crise

(fonte: Word Fellowship for Schizophrenia and Allied Disorders)

1) Lembre-se que você não pode discutir com a pessoa em crise
2) Lembre-se que a pessoa pode estar assustada com a própria perda de autocontrole
3) Não manifeste irritação ou raiva
4) Não grite
5) Não seja sarcástico
6) Reduza coisas que provoquem maior distração (desligue TV, rádios, luzes fluorescentes que piscam, etc)
7) Peça a qualquer visitante casual para ir embora, quanto menos gente, melhor
8) Evite o contato olho a olho de forma contínua
9) Evite tocar a pessoa
10) Sente-se e peça a pessoa para se sentar também

Texto baseado no artigo “Helping your loved one with schizophrenia” SZ Magazine, 2013, 11 (4): 15-17

152 comments

Mateus 18 de fevereiro de 2.016 - 11 de fevereiro de 2016

Estou procurando um grupo de apoio na cidade de Jundiaí – SP
Caso alguem conheça me envie um e-mail.
obrigado

Editor do Portal - 19 de fevereiro de 2016

Fernando, existem CAPS e ambulatórios que podem realizar o atendimento. Em nosso site você encontra os endereços. Mas é fundamental levá-la a uma consulta com um psiquiatra!

Glaucia Oliveira - 31 de março de 2016

Obrigada, o artigo me ajudou muito. Meu finado pai era esquizofrenico. Agora, 23 anos após sua morte, minha irmã, aos 51 anos teve um surto psicotico. No caps de minha cidade (interior do RJ) só tem uma psiquiatra q só atende 1 x por semana , lotada o dia inteiro. Espero que ela possa voltar a ter uma vida normal, como dona de casa e possa voltar a conviver com nossa mãe de 78 anos, após alta. A família inteira é espalhada pelo Brasil, mas estão todos solidários e se cotizando para equilibrar a nova realidade da família.

Dener - 4 de abril de 2016

ultimamente,com com a cabeça explodindo..tenho 19 anos,tenho sindrome do panico,transtorno de ansiedade generalizado,depressão e varios problemas neurologicos segundo o medico,moro so com minha mae,ela tem esquizofrenia,eu não estou aguentando,ela parou de tomar o haldol.a 5 anos..e desde esses dias,ela fica alterada,agitada,nervosa,dispara a falar,grita,berra…depois vouta ao normal,fica um tempo boasinha,e derrepente acontece tudo de novo…ela não aceita tomar a medicação,so de tocar no assunto ela fica alterada…eu não sei oque faço…minha pressão tem ficado alta por causa dos acontecimentos…..oque pode me ajudar?

aguinaldo magalhaes - 11 de abril de 2016

preciso de alguem dealguem ajuda ressucitar uma vida iternando meu irmao escrizofenico sofredor ………………

Editor do Portal - 26 de abril de 2016

Dener, ler sobre a doença e participar de grupos de apoio pode ajudá-lo a aliviar a tensão e a buscar soluções. Outra medida seria conversar com o médico dela sobre os antipsicóticos injetáveis de longa ação.

Márcio - 28 de abril de 2016

sempre renove as forças, – É preciso passar confiança e sempre tentar entender a pessoa com a doença . -

jose elias silva dosReis - 9 de maio de 2016

Ola eu Tenho esquizofrenia simples e tentei usar medicações mas a maioria não fizeram efeito. So uso risperdal 2 mg. Fui interditado judicialmente por um parente e não consigo entrar no mercado de trabalho. dizem que só´tenho direito a pensão por morte minha família não tenho um relacionamento nota 9 mas melhorou muito em relação a anteriormente. Leonardo li o seu livro entendendo a esquizofrenia mas eu notei que só tinha depoimento dos pacientes de esquizofrenia paranoide e isso não é uma crítica. Eu não conheço ninguém com o tipo simples pois é raro. Sobre trabalho para mim é difícil encarar o trabalho como terapia não gosto dessa visão . hoje faço terapia ocupacional e não tive aceso aos meios terapêuticos como reabilitação cognitiva e suporte ao trabalho, pois os empregos para transtorno mentais como esquizofrenia não remuneram muito bem e isso não dá autonomia um abraço

Editor do Portal - 13 de maio de 2016

José, essa classificação já caiu, depois da DSM-V. Os especialistas perceberam que não havia diferenças significativas entre os subtipos e que muitos pacientes eram fronteiriços. Portanto, esquizofrenia simples, paranóide, desorganizada, catatônica, podem ter desfechos semelhantes com o tratamento. Podem precisar de tratamentos complementares diferentes, porém mais dependentes dos sintomas, do que da classificação.

Nick - 22 de maio de 2016

Ola, tenho 16 anos e minha mae tem esquizofrenia. Faz um bom tempo que ela tem alucinações com um padre da paroquia onde frequentamos, ela diz que ele é um maníaco, pedófilo que cria perfis falsos na internet para fazer suas vítimas. Ela me acusa todo santo dia de conversar com esse padre pelo celular, diz que ele ameaçou de mata-la e que quer ficar comigo se nao vai me matar tambem. Minha mae ja foi medicada mas parou o remedio e logo depois tudo voltou entao eu e minha familia conseguimos leva-la ao medico que medicou ela novamente e entao ela parou de tomar o remedio e estou me sentindo muito mal agora, pois esta tudo acontecendo denovo e mais uma vez tudo recaindo sobre mim. Moro praticamente sozinha com ela e ela nao trabalha, ou seja passo o dia inteiro com ela e ela sempre me acusando, falando coisas que me deixam muito mal e assustada. Agora está muito mais dificil de convencer ela de tomar o remedio!! Por favor me ajude, nao sei oque fazer :( obs: nada que eu faça ou fale, por exemplo parar de mecher no celular (ja que eu fico o dia inteiro praticamente mechendo) adianta.

Jose elias Silva dos Reis - 23 de maio de 2016

Me disseram que essas classificações do DSm 5 não são usadas para diagnosticar na maioria dos casos(judicialmente e para fins previdenciários) meu médico disse que vai sair o CID 11 em 2017 (esse sim mais usado no Brasil) e que a Esquizofrenia simples continuará provavelmente e ele não gosta e nem usa o DSM.

Maria Suelaine Costa Santos - 23 de maio de 2016

Gente preciso de ajuda para meu esposo que tem esquizofrenia e não aceita a doença,o que eu faço pelo amor de deus ele está tomando carbamazepina e não vejo fazer efeito,ele está totalmente desequilibrado,mim ajudem.

Denise - 30 de maio de 2016

Boa tarde, tenho uma tia esquisofrenica de 55 anos, ela morou a vida inteira sozinha controlando razoavelmente bem considerando algumas crises com medicação, hoje ela já não quer e nem pode morar sozinha porem os irmão não tem condições de ficar com ela, gostaria de ajuda se há algum lugar de apoio, ou cuidadores que possam ajudar …. preciso de ajuda

Editor do Portal - 2 de junho de 2016

Denise, procure residências terapêuticas públicas e/ou privadas em sua região ou cuidadores especializados que possam ajudar.

Editor do Portal - 2 de junho de 2016

Nick, existem os antipsicóticos injetáveis de ação prolongada para quem não aceita tomar ou não segue adequadamente as medicações orais, Sugiro que leia mais sobre: http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?p=5313

Silmara - 4 de junho de 2016

Excelente seus comentários, a indicação de injeções de longa duração,,realmente é a solução, meu irmão melhorou 80%.
Só temos uma grande dificuldade, ele insiste em trabalhar, mas não consegue permanecerseria possível fazer terapia com alguém delirante?
Obrigada

Dione - 4 de junho de 2016

Boa noite,tenho um amigo um jovem de 21 anos que apresentou a quadro de esquizofrenia,ele se recusa a tomar os remédios,falar com ele sobre a realidade de sua doença seria o ideal?

Dione - 4 de junho de 2016

ele fala que quer morrer,por isto não que tomar remédios e nem comer pois acha que alguém envenenou sua comido, peço por favor orientações.

Editor do Portal - 7 de junho de 2016

Dione, conversar com ele sobre a doença não surtirá efeito, pois ele está numa fase de negação. Termina por afastá-lo ainda mais. Este é o momento de ouvi-lo, procurar compreender e identificar seus interesses e propor a ele uma ajuda que parta do seu ponto de vista e que possa pouco a pouco conduzi-lo a um tratamento. Não sei se o quadro permite essa abordagem, por isso sugiro que leia o artigo http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=6516

Editor do Portal - 7 de junho de 2016

Silmara, sim claro! E a terapia pode ser focada no objetivo de retorno ao trabalho, ainda que ele esteja um pouco delirante.

Dione - 9 de junho de 2016

Estou profundamente agradecida por suas orientações

Alexandre - 19 de junho de 2016

preciso de ajuda, minha mae fala que homens a seguem ha varios anos,ela muda de casa constantemente,ja tentou se matar,disse que nao se entregaria de qq jeito…

Pablo - 23 de junho de 2016

Sou esquizofrênico tenho 20 anos, eu mesmo descobri minha doença, eu mesmo marquei o primeiro psiquiatra por que eu sabia que aquilo não era normal que estava acontecendo comigo. Tinha alucinações, pânico das pessoas, era como se eu tivesse pegado alguma coisa delas, e quando elas ficavam olhando para mim o olhar delas eram o julgamento. Eu acredito muito em Deus, e foi ele que me ajudou desde o início. Sem ele não seria nada, hoje estou bem melhor, mas as vezes sofro com alguns surtos, mas estou entregando nas mãos de Deus ele é todo poderoso, e minha cura chegará.
Queria fazer uma pergunta tenho restrições de assistir filmes de terror? Eu gosto muito de filmes de terror, mas queria saber se eu posso ou não assistir esses filmes? Por que quando assisto os filmes penso dias naquelas cenas fortes, e até imagino tipo um fantasma me olhando. Isso pode agravar mais ou eu posso assistir normal os filmes??
Lembrando: Eu tomo a medicação certa…

Luiz - 25 de junho de 2016

Boa tarde minha irmã tem esquizofrenia, porém recusa fazer qualquer tratamento, não aceita, já fomos em capa, eles sempre informam que vão ajudar mas nunca aparecem em casa. Damos a medicação diluída em alimentos. Ajuda um pouco, porém o certo seria com um acompanhamento, não sabemos mais o que fazer, os filhos não se importam, ela vive falando sozinha, esta trabalhando atualmente. Mas quero ver ela bem, não ter um “problema” para o resto da vida. Att

Lea - 3 de julho de 2016

Olá sou mãe de um jovem de 21 anos tem eplepsia desde os 8 anos de idade agora esta apresentando sintomas esquizofrênicos gostaria de saber se a eplesia tem alguma relação com este quadro.

Editor do Portal - 4 de julho de 2016

Lea, a epilepsia pode ter também sintomas psicóticos, particularmente quando o foco está localizado no lobo temporal ou frontal do cérebro, por isso as crises parciais complexas, mais comuns na epilepsia do lobo temporal, podem cursar com alucinações e delírios.

Editor do Portal - 4 de julho de 2016

Luiz, precisa insistir com o CAPS, pois eles têm condições de ajudá-lo, seja fazendo uma visita à paciente ou orientando melhor a família.

Editor do Portal - 4 de julho de 2016

Pablo, qualquer situação que aumente o estresse deve ser evitada. Se os filmes de terror lhe causam estresse ou tensão, é melhor evitá-los e desenvolver o gosto para outros tipos de filme.

luan - 5 de julho de 2016

ola amigo
minha mãe sofre de esquisofrenia ha anos
nos ja tentamos falar para ela ir em um medico e temtamos falar com ela sobre a duença
ela acredita que existem pessoas cercando a casa e em baixo do banheiro
eu meu pai meu irmão ja não estamos mais aguentando
oque eu queria saber se existe algum remedio que faça ela parar de ouvir vozes ou algum tratamento ou enternação
agradeço muito o texto é muito esclarecedor
nos amamos muito ela e queremos ela com sua sanidade de vouta

Editor do Portal - 26 de julho de 2016

Luan, sim, com certeza! Mesmo que ela não aceite ir ao psiquiatra, acho que vocês, enquanto família, devem ir, para relatar a situação e buscar ajuda. Sugiro que leia http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/a-esquizofrenia/como-agir-em-emergencias/

Arthur Crecca dos Santos - 2 de agosto de 2016

Olá, meu nome é Arthur tenho 20 anos e moro com minha mãe em São Paulo Z/L , estou desesperado atras de ajuda , á alguns anos minha mãe sofre de esquizofrenia e os sintomas estão se agravando , ela cortou a luz de casa não toma banho e anda com roupas estranhas na rua , toda vez que tento falar com ela e explicar as coisas ela fica irritada e desvia o assunto , tenho uma renda familiar estavél só que não tenho dinheiro para pagar algum tipo de tratamento particular ou tempo porque trabalho muito , se alguem souber de algum médico ou psicologo gratuito e poder me indicar para eu tirar minhas duvidas eu ficaria muito agradecido , entrem em contato comigo o mais rapido possivel por favor , as coisas só estão piorando conforme o tempo passa se alguem poder me ajudar eu ficaria muito agradecido !! Obrigado email: arthokix@gmail.com

josy - 6 de setembro de 2016

Fui casada com um esquizofrênico. …ainda fiquei casada 4 anos….acabei me divorciando. …minha mãe sofre do mesmo mal…cada dia fica difícil conviver com.ela….meu pai sofre muito …quase 40 anos q são casados…ela diz q não tem essa doença. …As vezes não quer tomar o medicamento…..É super grossa….nos ofende….Não tem afeto! Meu pai esta ficando doente….observo q ele chora com facilidade. …eu estou tentando fazer com que ele vá à um psiquiatra. .psicólogo. ..pra que busque um tratamento pra ele…..minha mãe não confia em ninguém. …desconfia o tempo todo de todos…fica sempre jogando um contra o outro…..mas a minha sorte ela se abre cmg. ..conversamos muito ..Eu fico escutando ela….Gostaria q vcs me ajudassem a lidar com essa situação. .obg

Editor do Portal - 13 de setembro de 2016

Josy, procure um psiquiatra para obter orientações mais específicas, leia alguma literatura sobre a doença, procure um grupo de auto-ajuda, enfim, é preciso que o familiar se capacite para lidar com esta situação.

ELIANE DO COUTO FERREIRA SAMPAIO - 20 de setembro de 2016

Meu filho tem sete anos e tem esquizofrenia paranoide tem crises horriveis e em todas as crises ele me agride e me persegue o Capsid nao me ajuda pois tem terapia so uma vez na semana gostaria de uma orientação de como posso lidar e ajudar meu filho nos momentos de crises

Meu nome e Maria inês - 20 de setembro de 2016

Eu tenho dois irmão esquizofrenico,um por causa da bebida acha que tem alguèm querendo mata-lo esse tem quatro filho menores, durante a semana toma os remédios, mas quando ele está em casa não entente o outro irmão que têm o mesmo problema ele acha que o irmão e louco que também cisma com as pessoa vizinhas que está fazendo maguba para terar ele da casa, agora a cisma e que a is mulher do outro irmão que tambem nora lá em casa por causa das crianças, está querendo que ele sai da casa para ficar para ela , e usa o sobrinho para filmar o que ele está fazendo, ai começa a confusão o bebi nos finais de semana ele grita tando com irmão. eu não posso fazer nada , tendo convence-lo a aumentar e o outro parar de bebi mas e dificil porque todos os dois revolta comigo, foi no seu medico de um delee e conversei com ele para nos ajudar porque a situação está ficando insustêntavél para todos nas pricipalmente para as crianças que chama ele de louco principalmente o que não tem filho e uma pressão psicologica enorme não sei o que fazer para ajuda-los.

Editor do Portal - 14 de outubro de 2016

Maria Inês, procure ler o nosso livro Entendendo a Esquizofrenia e participar de algum grupo de apoio para familiares. A situação é mesmo difícil, mas talvez partilhando suas experiências você possa encontrar formas de ajudar. Outra coisa importante é ter contato frequente com o médico que trata dele, pois ele pode lhe orientar melhor sobre como agir nessas situações.

Editor do Portal - 14 de outubro de 2016

Eliane, procure um grupo de apoio para familiares, na comunidade ou no próprio CAPS. Veja se em algum hospital existe um programa de psicoeducação de família, isso ajuda muito a aliviar as tensões de cuidar.

Marcia - 28 de outubro de 2016

Olá tenho um irmão nesse estado há muitos anos. É sempre assim, ele não aceita tomar medicação, daí piora, tem delírios, mania de perseguição, chega num estado de depressão profunda que não consegue mais nem falar e só aí que conseguimos entrar com a medicação, então ele tem uma melhora muito rápida só que aí não quer mais tomar o remédio e diz que não precisa , ficando até agressivo ao tocar no assunto. Confesso que não tenho muita paciência com os absurdos que ele diz, e eu li que não se deve ir contra o que a pessoa fala. Mas então o que devo fazer? Dizer que é tudo verdade o que ele diz? Ele me acusou de uma coisa que eu nunca fiz, ao me defender ele acha que eu não digo a ”verdade” porque tem algo o alguém por trás que não deixa eu contar a ”verdade” pra ele. Devo me defender? Ou concordar confessando uma coisa que nunca fiz?

Editor do Portal - 31 de outubro de 2016

Marcia, sugiro que leia nosso livro Entendendo a Esquizofrenia e também o livro do Xavier Amador que aborda a comunicação entre o familiar e o paciente. Este é um assunto complexo, é preciso ler e refletir. Também seria muito bom se pudesse frequentar um grupo de familiares que vivem o mesmo problema. Procure em sua cidade e nos serviços de atendimento, como CAPS e hospitais. Tem um artigo em inglês do Dr Amador que resume o seu método de comunicação: http://leapinstitute.org/wpadmin/wp-content/uploads/2015/11/Lessons-Learned-About-Denial-Dr.-Amador.pdf

Ana - 2 de novembro de 2016

Boa noite. Sou Enfermeira da ESF, tenho uma paciente esquizofrênica, que se recusa tomar medicação, não aceita a doença, não sai do ESF quando esta em surto, grita, ofende o medico, há uns quatro meses o medico do USF chamou o samu para encaminha-la ao hospital e internamento… os filhos não estão pouco se importando. Após um mes internada ela voltou e logo estava pior. pegou raiva de toda equipe quando entra em surto nos ofende todos nós.
nossa cidade é pequena, com poucos recursos, não tem CAPS, nem psiquiatra.. Li que o apoiio familiar é muito importante, nem isso ela tem.
Preciso de ajuda. Não sei o que fazer para ajuda-la!

ione silva - 7 de novembro de 2016

Moro numa rua que só tem uma saída, nos últimos dias fui atacara por um vizinhos que apresenta características de esquizofrênico e a família não trata. Fui a delegacia e fiz um BO com a intenção de ajudá-lo. Realmente a família tentou leva-lo a um psiquiatra mas ele não quis ir, a tia foi e o psiquiatra medicou. Com alguns dias quando recebeu a intimação ele desacatou os policiais. E agora? Será que lembra o que aconteceu? Estou com medo?

lilian gallagher - 20 de novembro de 2016

tenho uma amiga que diagnosticada primeiramente com esquizofrenia e depois outra medica a classificou com transtorno bipolar agora ela toma haldol litio bipirideno e neuleptil e apesar disso ela diz coisas estranhas com sua vagina falar palavrao, sentir dedo introduzindo em sua vagina e anus, pessoas falando dentro de sua cabeça, perseguiçao, visao de cores, vultos, sentir cheiros, escutar pessoas à acusando e etc. ela diz que nao tem doença, ela nao aceita isso.ela ja teve 7 internaçoes, a familia ja se cansou dela e os amigos tambem. só restou eu para tentar ajudala mas estou me afastando por que ela nao admite conselho. esta desempregada e ficara sozinha.

Dani - 21 de novembro de 2016

Olá sou leiga no assunto, mas aprendi muito com esse post, gostaria de saber se o esquizofrênico tem sentimentos como se apaixonar? Podem trabalhar? Estou com sobrinho de apenas 18 anos que esta com esquizofrenia a anos e só agora a mãe, minha irmã se deu conta. Preciso de ajuda.

Editor do Portal - 9 de dezembro de 2016

Dani, sim, a esquizofrenia não anula a pessoa ou exclui dela sua personalidade, seus sentimentos, seus desejos e vocações. É importante inclusive que o tratamento possa se aprofundar e aproveitar aquilo que pessoa tem a oferecer para se recuperar.

Dri - 27 de dezembro de 2016

Boa noite. Meu marido foi diagnosticado com esquizofrenia . Tudo começou em 2014 quando ele começou a dizer que osvsocios dele estavam falando mal dele pelas costas e que os vizinhos estavam entrando em nossa casa para nos espionar. No início, não dei muita importância, mas a situação começou a piorar quando ele não conseguiu mais trabalhar e começou a ficar relapso com a própria higiene. Um dia, tive que sair de casa para ajudar a minha irmã que foi operada e enquanto eu estava na clinica aguardando por notícias dela, recebi uma ligação de um enfermeiro da UPA informando que meu marido tinha dado entrada lá com um quadro de delírio. Foi imediatamente transferido para o Pinnel e eu fui lá para buscá-lo assinando um termo de responsabilidade para obter a alta dele. Se arrependimento matasse , eu já estaria morta há tempo, pois algumas semanas depois, meu marido tentou tirar a própria vida cortando os pulsos e o pescoço e eu em desespero , chorando muito perguntei pra ele o porquê e ele dizia que vozes o mandaram fazer isso. Foi internado de novos eu só obtive o diagnóstico de esquizofrenia esse ano. Foi com se um buraco se abrisse debaixo de meus pés. Fiquei devastada. Quando eu o conheci, ele era inteligente, divertido e engraçado. Hoje ele não esboça nenhum sorriso, quase não fala e não quer ficar perto de outras pessoas. Estou desolada… me sinto impotente por não conseguir ajudar o homem que eu amo.

Pedro - 17 de janeiro de 2017

Meu irmão tem 34 anos e sofre há mais de 15 anos com a doença. Já passou por diversos psicólogos e psiquiatras – felizmente encontramos uma medicação que o mantém grande parte do tempo estável. Ocorre que ele até hoje não aceita a doença, o que dificulta muito o tratamento (idas ao psiquiatra e psicólogos, além de tomar a medicação). Apesar da doença, ele é muito inteligente e tem boa argumentação, o que levou a alguns psicólogos a desistir de trata-lo. Hoje vive em altos e baixos e está sem auxilio médico, apenas tomando a medicação. Há alguma maneira de conscientiza-lo da doença para facilitar o tratamento? A doença tende a piorar com a idade? Minha família está sofrendo muito (minha mãe está com depressão/ alcoolismo, meu pai já não sabe o que fazer e eu cheguei até a largar o emprego pra tentar ajudar mas estou frustrado, sem conseguir melhora significativa). Existe algum grupo de ajuda na região de Guaratinguetá – SP?

Luciana - 26 de janeiro de 2017

Meu pai apresenta alguns sintomas. Sempre foi muito violento e estúpido com todos a sua volta. Nunca foi tratado e não aceita, em nenhuma hipótese que se fale a respeito. Ele continua dirigindo… sempre renovam a carteira de motorista dele porque só podem exame de visão… Se tornou um risco de vida pra familha e pra outros… O que posso fazer?

Paulo Henrique Vicente Oliveira - 31 de janeiro de 2017

boa tarde, o meu irmão tem 48 anos e foi diagnosticado pelo médico que ele tem esquizofrenia, ele toma remédios muitos fortes como, holdol, respiridona, longatil, midazolan, diazepan e clonazepan, mas eu não tenho percebido melhoras no tratamento, já fazem sete anos que ele faz o tratamento.

Editor do Portal - 6 de fevereiro de 2017

Paulo, ele faz algum tratamento psicossocial ou apenas medicação? Sugiro ler nossos artigos que constam desta pesquisa: http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?s=melhor+tratamento

Editor do Portal - 6 de fevereiro de 2017

Luciana, acho que deve procurar um psiquiatra para ter orientações mais específicas para o caso dele. Você deve procurar também um grupo de apoio de familiares, como os que existem neste link: http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=3242

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