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Estudo acha riscos genéticos comuns a transtornos psiquiátricos.

Editor do Portal 1 de março de 2013 Blog, Noticias 7 comments
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Pela primeira vez, um estudo mostrou que cinco transtornos psiquiátricos –autismo, depressão, TDAH (transtorno de deficit de atenção e hiperatividade), transtorno bipolar e esquizofrenia–compartilham fatores de risco genéticos. A conclusão é dos pesquisadores do Consórcio de Genética e Psiquiatria, dos Estados Unidos.

O trabalho, publicado hoje no periódico médico “Lancet”, revisou o genoma de mais de 33 mil pacientes com diagnóstico de doenças psiquiátricas e de 27 mil voluntários de um grupo-controle, sem os transtornos, em busca de variações do DNA que poderiam causar a suscetibilidade às cinco doenças.

O resultado é a identificação de regiões com similaridades para os transtornos em dois cromossomos e em dois genes ligados aos canais que regulam o fluxo de cálcio nas células do cérebro.

O estudo aponta que uma via biológica específica relacionada aos canais de cálcio (“poros” celulares) contribui para a patogênese de diversos problemas psiquiátricos e reafirma o potencial dessa via como um alvo para novas classes de remédios.

Segundo os autores, as conclusões do estudo oferecem evidências para que as bases biológicas sejam usadas no diagnóstico e para a classificação dos transtornos. Por ora, o diagnóstico se baseia na análise clínica.

CAIXA-PRETA

Segundo Emmanuel Dias Neto, pesquisador associado do Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria da USP e cientista adjunto do Hospital A.C. Camargo, o estudo tem grande impacto pela quantidade de pacientes envolvidos e é interessante porque analisa o que essas doenças têm em comum.

“O estudo mostra que elas têm ‘caminhos moleculares’ parecidos”, afirma.

Ele lembra, porém, que ainda não há aplicação prática do achado para quem tem uma dessas doenças.

“Estamos começando a conhecer a caixa-preta que é o genoma. No futuro, cada transtorno será visto como uma alteração de determinadas moléculas, o que deve personalizar o tratamento.”

Fonte: Folha de São Paulo

7 comments

sanna lisarb - 2 de março de 2013

eu penso que sou portadora de esquizofrenia porque tenho um primo da parte do meu pai que e esquizofrenico ou seja genetico. só queria que tivesse cura com meu primo teve, ele manifestou quando criança e eu quando adulta.mas eu acredito na minha cura em nome de Jesus.

Sara - 13 de março de 2013

Bem, cá estou eu.. cá continuo à espera da cura da esquizofrenia… nem que demore 10 , 20, 30 anos ela será sempre bem vinda :) obrigada a todos os cientistas que trabalham para nos ajudar :)

Jomara Lemos marinho Lima - 18 de março de 2013

OlÁ…Tenho um filho com diagnóstico de esquizofrenia,há mais de 3 anos,tem esquizofrenia na famila e ele teve contato com maconha,apesar de sempre ter siso um menino muito tímido..meu marido é bancário e tivemos que nos mudar muito de cidade..isso sempre o encomodou muito…agora ,depois de vários médicos e emedicamentos…ele toma o LEPONEX e se trata com médico em S,P(Instituto de psiquiatria da USPU),melhorou bastante,mas ele apresenta um transtorno dismórfobico,mas ainda enfretamos uma gde batalha..ás vezes não quer tomar o remédio..ainda é uma luta constante..mas espero em Deus a estabilização…até mais…

m r - 10 de abril de 2013

graças a deus e os cientistas que logo teremos a cura dessa doença espero que deus ilumine a todos os cientistas e os que esperan a cura

Marislei - 10 de abril de 2013

Trabalho com criañças e tenho notado diferenças em crianças que na família tem parentes com esquizofrenico. Será que é impressão minha?

Sonia Maria Mattoso de Moura - 23 de junho de 2013

Eu agradeço muito ” Entendendo a Esquizofrenia ” este site me deu mais conforto e conhecimento de que forma possamos compreender nossos parentes e como ajudá-los ou afastarmos (isso acontece também). Bem eu gostaria de saber como perceber que uma criança de 4 nos apresenta esquizofrenia ? quem puder passar essa informação eu agradeçeria . Foi feito TC(tomografia computorizada) ECF (Eletro Encefalograma e mapeamento. Fez um exame laboratorial X- Frágil e não foi encontrado nada, nenhuma alteração. mas ele é inquieto, não consegue introsar com seus amigos de escola e agressivo quando é contrariado,sua mãe foi comunicada para a saída dele da escola (maternal). Já passou por pediatra que pediu todos estes exames, inclusive X- Frágil e não foi apresentado Autismo. Não sei o que fazer. gostaria de uma Luz no Túnel.

Stephania - 21 de agosto de 2013

Bom dia
Eu gostaria de tirar uma dúvida, tenho um irmão com esquizofrenia desde 14 anos, somos gemeos e temos hoje 32 anos, mas em mim não manifestou a doença apesar do risco ser maior. Gostaria muito de ter filhos , porem tenho medo de ter um filho que tenha influencia genetica sobre isso. Não tenho base genetica do assunto, não sei se minha mae ou meu pai tinha doença, pq somos filhos adotivos e não tenho a base genetica para saber. Alguém poderia me orientar quanto a esse risco, gostaria muito de ser mãe …

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