Blog

Blog

Novela Caminho das Índias – TV Globo

Editor do Portal 15 de maio de 2009 Blog, Multimídia 2 comments
featured image

A novela aborda a esquizofrenia através de dois personagens: Ademir (Sidney Santiago), um jovem de classe média baixa e que faz tratamento com o psiquiatra Dr. Castanho (Stênio Garcia) desde o início da novela, e Tarso (Bruno Gagliasso), jovem de classe rica, que desenvolve a esquizofrenia no decorrer da trama. Ela aborda os sintomas da doença, como os delírios (fantasias, crenças irreais, como a mania de perseguição) e as alucinações (vozes, visões), bem como a negação da família em aceitar o transtorno e as dificuldades para iniciar um tratamento. A corajosa iniciativa da autora de abordar um tema tão difícil e delicado, brilhantemente executado pelos atores e diretores da novela, serve à sociedade como ensinamento do que é a esquizofrenia e contribui para reduzir os preconceitos e o estigma.

Selecionamos algumas cenas comentadas para ajudá-lo a compreender os vários aspectos da esquizofrenia. O que vem sendo mostrado na TV acontece com freqüência na vida real e serve para alertar a população de como deve proceder nesses casos.

Vídeo 54 e 55 – Tarso se casa com Tônia, que desiste de viajar para ficar com ele, e Melissa parece aceitar a doença do filho e decide comparecer ao seu show na clínica. A novela Caminho das Índias chega ao fim com um final feliz para o personagem de Bruno Gagliasso e cumpre seu papel social de ter mostrado à sociedade o que é a esquizofrenia, na tentativa de reduzir o estigma que cerca a doença. Parabéns à autora Glória Perez e a todo elenco e equipe de Caminho das Índias.


Vídeo 53 – Melissa começa aceitar e compreender melhor a doença do filho, embora ainda não suporte ouvir o diagnóstico. Diante da possibilidade de casamento do Tarso, argumenta com Ramiro que é possível que o filho tenha uma vida normal, trabalhe e se case, mesmo que com possíveis limitações. O casamento na esquizofrenia é sempre um assunto polêmico e que divide opiniões, porém se esta possibilidade existe, como no caso de Tarso, que encontrou uma pessoa que o ama e compreende, o casamento não deve ser impedido ou desencorajado. É preciso que o paciente tenha a oportunidade de viver uma vida normal como as outras pessoas e que os desafios sirvam de estímulo e sejam incorporados no processo de reabilitação e recuperação.


Vídeo 52 – Tarso não consegue se acalmar diante do sequestro que aconteceu em frente à sua casa e se recusa a tomar os medicamentos. A família decide chamar o psiquiatra. O médico conversa com Tarso e facilmente consegue fazer com que ele aceite a medicação. A relação de confiança estabelecida com o psiquiatra facilita muito a adesão ao tratamento. A forma de abordar o assunto, valorizando a opinião do paciente e sabendo ouví-lo, respeitando a sua opinião, é fundamental para o estabelecimento desta confiança. Sem concordar diretamente, o psiquiatra chama a atenção do paciente para seu nervosismo, apontando desvantagens de seu comportamento. Dr. Castanho alerta também para o fato de que nem tudo o que o paciente diz ou acredita deve ser tomado como delírio e que ele não deve ser desacreditado pela família, que deveria ser capaz de escutá-lo mais e de distinguir o delírio da realidade.


Vídeo 51 – Melissa resolve se abrir com Tônia e falar de sua dificuldade em aceitar a doença de Tarso, por acreditar que o diagnóstico por si só já seja uma condenação. Em parte ela tem razão. Estudos demonstram que o estigma social é um dos principais fatores para a sobrecarga familiar e que contribui para a maior dificuldade da família em lidar com a esquizofrenia. Porém, o tratamento é a única forma de superar os obstáculos. A esquizofrenia traz uma nova realidade para o paciente e sua família, é verdade, mas de maneira alguma encerra o futuro e as perspectivas da pessoa. Este é o desafio que se coloca diante de todos.
Vídeo indisponível


Vídeo 50 – Tarso volta a ter ilusões visuais e a ficar agitado e agressivo pelos delírios, forçando o pai a deixá-lo sair de casa. Melissa ameaça responsabilizar Ramiro caso algo de ruim aconteça a Tarso e Ramiro se irrita diante da atitude da mãe continuar negando a doença. Melissa se lembra da conversa com Tônia, em que a namorada do filho a acusou de tratá-lo como um troféu. Parece que Melissa começa a ceder e tentar se aproximar mais da realidade do filho. A família precisa unir forças e compreender a doença para ajudar o paciente a se recuperar. Tarso ainda não conseguiu seguir um tratamento regular e a família tem um papel crucial nisso.


Vídeo 49 – Tônia tenta estimular Tarso a seguir o tratamento, mostrando como ele fica bem quando está tomando os medicamentos. Ele pede a ela que não desista do romance. É importante que o paciente tenha um feedback de seu estado de bem-estar e que amigos e familiares o estimulem a prosseguir em sua recuperação, sem abrir mão da estabilidade e da prevenção de recaídas. É neste momento que pessoas próximas e a equipe terapêutica devem aproveitar a receptividade para trabalhar a consciência da doença e do tratamento.


Vídeo 48 – Tarso decide interromper o tratamento pouco tempo depois de constatada uma melhora e se recusa a voltar a tomar remédios. O abandono do tratamento é muito comum no início do processo de recuperação da esquizofrenia. Aliada à falta de crítica e noção de doença, o paciente pode perceber a melhora inicial como cura ou sinal de que os sintomas da crise não retornarão. O problema é que a interrupção precoce do tratamento faz com que os sintomas psicóticos retornem com força e rapidamente, sem chances para que a pessoa possa percebê-los a tempo de prevenir uma nova crise. O resultado é uma recaída, muitas vezes pior do que o surto inicial. A família deve reconduzir o paciente ao tratamento, tentando convencê-lo de sua importância e mantendo sempre contato com o médico, que poderá orientá-la melhor a como agir nessas situações.


Vídeo 47 – Tarso está fazendo o tratamento na clínica do Dr. Castanho e participa do desfile da Dasdoida, confecção de roupas por pacientes psiquiátricos. Dr. Castanho fala da importância da arte e de outras formas de expressão para a inclusão social dos pacientes. A recuperação da esquizofrenia é possível desde o momento em que se inicia o tratamento. Ela é um processo através do qual a pessoa torna-se capaz de viver, trabalhar, aprender e participar plenamente em sua comunidade. Para alguns a recuperação é a capacidade de viver uma vida produtiva, apesar de sua doença. Para outros implica na redução ou remissão dos sintomas. Em todas as formas de recuperação, ter esperança é um ingrediente fundamental.


Vídeo 46 – Dr. Castanho explica que a maioria dos pacientes com esquizofrenia não são violentos e que o ato de Tarso partiu de seus delírios e de um instinto (impulso) guiado por suas crenças e que não pode ser freado pela falta de juízo crítico e de tratamento. Na cena seguinte, Tarso demonstra dificuldade para falar de seus delírios. A lembrança das crenças pode mobilizar sentimentos angustiantes e é preciso respeitar quando o paciente não quiser falar. Algumas formas de terapia que exploram o delírio através de pinturas, textos ou outras formas de expressão podem não ser interessantes no início do tratamento, quando ainda não se tem o efeito benéfico dos medicamentos. Depois, é mais factível que o paciente possa relativizar e ter crítica sobre algumas de suas fantasias.


Vídeo 45 – Tarso decide procurar Dr. Castanho para se internar. Ele tem medo de voltar para casa e de seus pais o impedirem de se tratar. O médico explica que, diante de seu desejo de fazer o tratamento, dificilmente a família se tornará um empecilho. Esta situação é incomum na esquizofrenia, pois a maioria dos pacientes é levada ao médico a contragosto pela família e só depois, com a melhora progressiva, tomam consciência da doença. Contudo, é muito importante para a garantia do tratamento a longo prazo e para a recuperação da pessoa que ela concorde com o tratamento. No caso de Tarso, o tratamento foi protelado demais por conta da negação da doença por parte da família e pela falta de suporte dos demais familiares (irmã e avô), que não souberam impor esta necessidade. O quadro evoluiu a tal ponto que o próprio paciente recorreu ao tratamento. Isto raramente acontece e os riscos de se aguardar sua voluntariedade são muitos, como neste caso, em que o paciente chegou a um ponto extremo de agressão. O atraso na procura pelo tratamento também agrava as possibilidades de recuperação da pessoa.


Vídeo 44 – Tarso atira em Murilo, acreditando que ele esteja impedindo o Dr. Lucas de retirar o chip de seu corpo, o que pode fazer com que ele se desintegre e seja substituído por um clone mecânico. O delírio de Tarso foi pouco a pouco ganhando substância e tornando seu comportamento mais perigoso pela falta do tratamento. Situações como essa são raras na esquizofrenia, mas podem acontecer se não houver um tratamento que elimine os delírios e as alucinações. Na cena Tarso escuta vozes que ordenam o disparo, o que certamente foi decisivo para que ele atirasse. A falta do tratamento deixa o paciente à deriva e obediente aos seus delírios, sem qualquer capacidade de autocrítica e juízo da realidade. O mais comum é que nesses momentos o paciente se torne violento contra si próprio, ferindo-se ou mesmo tentando o suicídio. A família deve estar atenta e buscar o tratamento antes que situações extremas como esta eclodam.
Vídeo indisponível


Vídeo 43 – Tarso procura Dr. Lucas, cirurgião pediátrico, e solicita que ele retire um chip implantado em seu pescoço. Diante da incompreensão do médico, Tarso se exalta e ameaça-o com um extintor, partindo depois para agredi-lo, até ser contido pelos enfermeiros. A crença de chip implantados no corpo para monitorar e comandar pensamentos ou atitudes é relativamente freqüente na esquizofrenia e provoca intensa angústia. Há casos em que pacientes tentam “retirá-los” por meios próprios com uso de algum objeto cortante, ferindo-se. A falta de tratamento faz com que o comportamento fique cada vez mais perturbado pelos delírios e alucinações, podendo o paciente se tornar agressivo.
Vídeo indisponível


Vídeo 42 – Tarso passa a desconfiar de Murilo, acreditando que ele esteja afastando as pessoas dele. Essa desconfiança foi provavelmente provocada pela discussão que tiveram quando Tarso foi procurar Tônia em seu apartamento. Na esquizofrenia os delírios (crenças irreais) podem sofrer mudanças a partir de eventos de vida. É o que chamamos de pseudodelírios ou delírios secundários. Eles servem para dar coesão à trama delirante e aumentar o convencimento do paciente em relação à crença central (p.ex. estar sendo perseguido). Por isso a necessidade da família estar atenta às suas próprias atitudes, evitando confrontos ou estresse que possam piorar o surto.
Vídeo indisponível


Vídeo 41 – Tarso vai procurar Silvia, mas é despachado por Murilo, que bate a porta na sua cara. Depois sai na rua visivelmente transtornado e ouvindo vozes que o ordenam a voltar e agredir Murilo. Na esquizofrenia o paciente pode ter uma piora dos sintomas psicóticos quando contrariado ou sob estresse, principalmente se não estiver em tratamento. As vozes de comando são muito perturbadoras, o paciente tenta lutar contra elas, mas pode ser vencido, agindo em obediência a elas.
Vídeo indisponível


Vídeo 40 – Tarso conversa com seu pai, que se esqueceu da entrega do prêmio do concurso de poesia do qual Tarso foi vencedor. Diz que sente que a família tem vergonha dele, “por ser maluco”. Esse sentimento de vergonha é muito comum e decorre da sensação de estar isolado ou ser discriminado dentro de sua própria família. Isso pode levar à baixa auto-estima e depressão, além de agravar o distanciamento. O apoio familiar, incluindo e valorizando a participação do paciente nas atividades de convivência, é fundamental. Na cena seguinte, vemos os obstáculos que os pacientes enfrentam para manter um relacionamento afetivo, principalmente quando não há um tratamento regular e eficaz.


Vídeo 39 – Tarso está inseguro, acha que Tônia pode deixá-lo. Ele percebe que as pessoas estão mudando a maneira de se relacionarem com ele. Apesar disso, não aceita a idéia de Tônia, de que precisa se tratar, não reconhecendo estar com problemas. Na esquizofrenia a negação do problema é um dos principais entraves para o tratamento. A consciência de doença pode oscilar, como no caso de Tarso, que já admitiu outras vezes não estar bem. Apesar disso, ele não consegue se organizar para levar um tratamento adiante. Esta é uma característica que mostra o grau de conflito e de desagregação psíquica. Isso fica bem evidente quando Tarso quebra os objetos da casa ao ser contrariado com a saída de Tônia, voltando a ter alucinações.
Vídeo indisponível


Vídeo 38 – Tônia tenta convencer Tarso de que ele não está sendo perseguido. Visivelmente incomodada com os sintomas do namorado, ela reclama que toda vez que saem, parecem fugir de algo que não existe. Tarso se irrita e acusa Tônia de não confiar nele. O confronto direto, tentando negar ou desconstruir o delírio não é frutífero e pode ofender, distanciar ou gerar desconfiança no paciente. Por isso, a melhor alternativa é ouví-lo, respeitar suas crenças e dizer que, apesar de não ser possível ter as mesmas experiências que ele, está disposto a ajudá-lo a sair deste quadro.


Vídeo 37 – Tarso não acredita que Tônia esteja com ele por amor e acha que ela pode desistir do relacionamento pela sua doença. Esse sentimento é muito comum entre aqueles que sofrem de esquizofrenia, muitos temem serem abandonados pelas pessoas de quem gostam e recebem apoio. A razão é o estigma e o preconceito e o receio da pessoa não suportar as pressões que a doença pode trazer para a convivência familiar. A melhor maneira de combater isso é com o tratamento, mantendo-se estabilizado, superando os obstáculos e resolvendo os conflitos, mostrando, assim, que é possível ter uma vida normal apesar da doença.


Vídeo 36 – A família tem grande dificuldade de lidar com os sintomas. A esquizofrenia provoca sentimentos e emoções diferentes nos familiares e colocam o paciente na berlinda, muitas vezes culpando-o indevidamente. Deve-se tomar cuidado, pois é comum que uma doença como a esquizofrenia desestruture e tencione as relações familiares. A família é, contudo, fundamental para a recuperação do paciente. Tratar das relações familiares, reduzindo o nível de estresse, é condição sine qua non para prevenir recaídas ou um novo surto da doença.


Vídeo 35 – Tarso percebe que sua mãe passou a ter vergonha dele após seu adoecimento e que agora o esconde das amigas. Esta percepção é comum entre pessoas portadoras de esquizofrenia. O preconceito dentro da própria família provoca a exclusão do paciente de eventos sociais, aliado ao medo de que os outros percebam a doença. É comum também que o paciente não seja convidado a participar de reuniões ou das decisões da família, sob o pretexto de que não poderá contribuir ou será submetido inutilmente a preocupações. Isso também gera um sentimento de discriminação e o paciente se sente excluído dentro de seu próprio ambiente.


Vídeo 34 – Tarso continua sem tratamento e anda cismado com as pessoas na rua, acreditando que elas estejam olhando para ele, escutando suas conversas e fazendo gestos para sua namorada. Esse sintoma é chamado na esquizofrenia de “delírio de autorreferência” e é acompanhado da sensação de que pessoas estranhas estejam olhando ou falando dele na rua. É um tipo de delírio comum na esquizofrenia e que muitas vezes acompanha o delírio de perseguição. Isto decorre de um erro na percepção e avaliação do meio ao seu redor, como se nada acontecesse por acaso e tudo e todos se referissem a ele de alguma forma. Na cena o psiquiatra aconselha Inês a não bater de frente com os delírios, a estender a mão e apoiá-lo nesses momentos, pois para ele as vivências que tem são reais. É desta forma que a família deve agir, até que o tratamento adequado melhore os sintomas e devolva à pessoa seu julgamento crítico e a percepção da realidade.


Vídeo 33 – Tarso parou os medicamentos depois que sua mãe os jogou no lixo. O resultado foi a recaída, voltando a ouvir vozes e a ter visões, como nesta cena em que se olha no espelho e vê a metade de seu rosto pálido, com os cabelos brancos e chorando. Esta alucinação é representativa da cisão da personalidade que ocorre na esquizofrenia, em que a pessoa se sente dividida, como se uma metade não correspondesse mais a si própria, como se ela não mais fosse capaz de comandá-la. Esta cisão é a razão para a desorganização mental, para os delírios e as alucinações que ocorrem na doença. Como na vida real, a recaída, quando se interrompe o tratamento por conta própria, é pior do que o primeiro surto.


Vídeo 32 – Tarso descobre que os medicamentos foram roubados e acha que pode ter sido algum de seus perseguidores que entrou em seu quarto. Decide, então, parar o tratamento, justificando estar bem. É muito comum o paciente querer interromper os medicamentos nos primeiros dias, logo que sente as primeiras melhoras, como o desaparecimento das alucinações, no caso de Tarso. Como ele não tem ainda condições de avaliação crítica de seu estado e de sua doença, deveria contar com a família para sustentar o tratamento. A interrupção precoce dos medicamentos precipita uma nova crise, que pode ser ainda pior do que a primeira. O tratamento da esquizofrenia precisa ser mantido por no mínimo um ano, ainda que os sintomas tenham desaparecido.


Vídeo 31 – Sr. Cadore conversa com Tônia sobre Tarso e lamenta-se de não ter percebido os primeiros sintomas da doença a tempo de evitar um primeiro surto. Tônia não consegue se lembrar de nada errado, mas também não conhecia Tarso muito bem. A sensação de que algo já não vinha bem há algum tempo é muito comum na família, mas somente fica evidente após o primeiro surto, quando ela então se dá conta de todo o processo. Os sintomas iniciais, conhecidos como prodrômicos (que antecede), são facilmente confundidos com males menores, como estresse, crise existencial, coisas naturais da adolescência ou depressão. O ideal seria, diante da dúvida, procurar uma avaliação médica, pois o psiquiatra é capaz de fazer um diagnóstico precoce nesses casos.
Vídeo indisponível


Vídeo 30 – Tarso começa a fazer o tratamento com Dr. Castanho e Melissa descobre os remédios em seu quarto e os joga fora, acreditando que ele sejam responsáveis pela confusão mental de Tarso. Na primeira cena, Tarso diz ao médico que as vozes melhoraram, mas que continua cismado e achando que tudo está sendo gravado. As alucinações são os primeiros sintomas a melhorarem com a medicação, muitas vezes nas primeiras semanas, mas o delírio, a crença fantasiosa que acompanha as alucinações, demora mais tempo, às vezes meses, para desaparecerem. Na segunda cena, a mãe decide jogar fora os remédios. Por incrível que pareça, esta não é uma atitude rara da parte de familiares, que ainda negando a doença, também não aceitam o tratamento e se opõem fervorosamente à medicação. Na terceira cena, Tônia pergunta se Tarso voltará a ser como antes e Cissa responde que ela precisa estar preparada e consciente dos desafios que terá ao seu lado. É importante que namorados, esposas e maridos conheçam a fundo a doença e saibam lidar da melhor maneira com os conflitos que surgirem, pois serão fundamentais para a recuperação do paciente.


Vídeo 29 – Tarso conta para o médico que escuta vozes que vem de fora da sua cabeça e que, além de xingá-lo, ordenam que agrida as pessoas e que se mate. As alucinações de comando são perigosas e devem servir de alerta, pois o paciente pode obedecer a elas e, em geral, isso o coloca em risco. Na maioria dos casos, as vozes ordenam agressões, fuga ou suicídio, por isso a necessidade de tratamento imediato. As medicações antipsicóticas combatem as alucinações em poucos dias, eliminando o risco de comportamentos em obediência às vozes. A família deve conversar com o paciente e perguntar diretamente se escuta vozes e se elas mandam ele fazer algo.


Vídeo 28 – Tarso está sentado na janela e não pára de repetir que a piscina de casa está cheia de ratos. Melissa tenta conversar com ele, mas, diante do insucesso, pede que os enfermeiros apliquem uma medicação para ele descansar. A esquizofrenia prejudica também a organização e o encadeamento das idéias e a pessoa pode ficar aprisionada por alguns pensamentos intrusivos e repetitivos, dos quais não consegue se livrar. Este sintoma é chamado de “perseveração” e impede que a pessoa possa se comunicar, prestar atenção a outras coisas ou mesmo pensar e falar algo diferente. Ele não ocorre em todos os casos de esquizofrenia, mas pode acontecer em surtos graves ou na forma desorganizada da doença.


Vídeo 27 – Tarso diz para o Dr Castanho que seus pensamentos foram roubados e que sua cabeça está vazia. Ele acha que os enfermeiros roubaram suas idéias. Este sintoma, chamado de “roubo ou subtração do pensamento”, é comum na esquizofrenia paranóide e representa a perda dos limites entre o EU e o MUNDO exterior. O paciente passa acreditar que os limites de seu psiquismo estão corrompidos e que outras pessoas podem saber o que está pensando ou simplesmente subtrair seus próprios pensamentos. Isso gera muita angústia e uma sensação de desintegração de sua própria mente. Na cena seguinte, Ademir reclama com Dr Castanho do comportamento da mãe e diz que ela “provoca” seus surtos. A família pode precipitar uma recaída se não souber lidar com a doença de forma tranquila e compreensiva, sabendo ceder nos momentos certos e cobrar naqueles em que não é possível se furtar de suas obrigações.


Vídeo 26 – Diante do agravamento das alucinações de Tarso, Ramiro e Melissa decidem chamar um psiquiatra, que recomenda sua internação na clínica. Entretanto, Melissa mostra-se contrária e pede que o filho seja assistido em casa por uma equipe especializada. A internação psiquiátrica é um dos momentos mais difíceis para a família e o paciente que sofre de esquizofrenia. Ela pode ser necessária para garantir um início de tratamento e para proteger o paciente de riscos que correria pelos sintomas agudos da doença. Felizmente ela é cada vez menos necessária, graças aos tratamentos eficazes que existem hoje para a esquizofrenia. Em caso de internação, ela deve demorar o mínimo necessário, até que se reestabeleçam as condições mínimas para um tratamento ambulatorial. A família deve explicar ao paciente suas motivações e reassegurá-lo de que não estará só e poderá contar com seu total apoio.


Vídeo 25 – Tarso sai da casa dos pais e volta para o apartamento onde mora com Tônia, acreditando que esse seja um ambiente mais acolhedor e onde se sente protegido das vozes que escuta. Porém, ele vê o teto se abrir e um gato preto sair de dentro e mergulhar em sua cama. Sentindo-se ameaçado, corre para a casa dos pais. A alucinação é equivalente a uma percepção real, a pessoa não tem dúvidas de sua realidade e, por isso, ela causa medo e é capaz de dominar o psiquismo. Tarso vem apresentando alucinações e delírios recorrentes e em gravidade crescente, por ainda estar em surto, uma vez que não é levado a um tratamento. Na esquizofrenia, o surto toma propensões cada vez maiores se não tratado, deixando a pessoa aprisionada pelos fenômenos psíquicos que invadem e dominam sua consciência.
Vídeo indisponível


Vídeo 24 – Tarso fala com Dr Castanho que está com seus pensamentos confusos, com dificuldade de discernir entre a fantasia e a realidade, e atribui à casa dos pais a responsabilidade por tudo que lhe tem acontecido recentemente. O médico alerta que as vozes irão junto com ele para onde for e que já teve alucinações na rua, portanto, longe de casa. Ele reforça a necessidade de tratamento. A cena é um bom exemplo de como se deve agir na hora de sugerir um tratamento, sem a necessidade de confronto com o paciente. Deve-se manter a calma, a voz em tom ameno e escutar o que o paciente tem para falar. A atitude de querer fugir do lugar em que se sente pressionado e onde o clima não é favorável é comum entre pacientes que sofrem de esquizofrenia. Um ambiente hostil ou sobrecarregado deixa a pessoa mais vulnerável aos sintomas da doença. Não é por acaso que Tarso tem a impressão da casa ser responsável por seu sofrimento.


Vídeo 23 – Melissa não aceita levar Tarso a um psiquiatra, prefere levá-lo a um clínico geral. Depois da consulta, critica o médico por ter indicado tratamento psiquiátrico. Ela prefere considerar a hipótese de algo espiritual do que enfrentar a doença do filho. Esse processo de negação, defesa inconsciente a que todos estão sujeitos nesta situação, altera a capacidade de julgamento e orientação diante do problema, provocando um entrave para o tratamento do paciente. É comum, não só na esquizofrenia, como em outros transtornos mentais, a família protelar a procura pelo psiquiatra, levando o paciente a clínicos ou neurologistas. É preciso, neste momento, estar mais flexível a outras opiniões e superar a negação para readquirir o bom senso e tomar a decisão mais acertada.


Vídeo 22 – Ramiro e Melissa discutem pela doença de Tarso. Ela não aceita o diagnóstico do Dr Castanho e culpa Ramiro, acreditando que ter apoiado Tarso a morar sozinho tenha desencadeado tudo. Já Ramiro a acusa de tê-lo mimado muito. Ambos negam a doença, apesar do nítido sofrimento que passam. A atitude de negação é uma defesa inconsciente de quem não consegue encarar a doença como ela é. A atitude de culpar o outro ou de se culpar também é frequente entre familiares de portadores de esquizofrenia. Esses sentimentos não contribuem, pelo contrário, afastam ainda mais do objetivo comum que deveria ser tratar e dar suporte a quem sofre da doença.


Vídeo 21 – Dr. Castanho e Sr. Cadore conversam com Ramiro sobre Tarso. O médico diz que ele está tendo delírios paranóicos e que é necessário buscar um tratamento urgente para o caso, mas Ramiro reluta em aceitar esta possibilidade. Ele prefere assumir os riscos de não tratar o filho do que admitir que ele esteja em surto. Este é um risco a que muitas famílias se sujeitam numa primeira crise e que pode agravar a doença e predispor o paciente a crises mais fortes.
Vídeo indisponível


Vídeo 20 – Sr Cadore descobre que Tarso está internado em uma clínica psiquiátrica e vai visitá-lo com Dr Castanho. Tarso conta para o médico que está sendo perseguido, que tudo que fala está sendo gravado para publicarem depois em sua mente. Justifica ser em decorrência das vozes que escuta, mas que não consegue ver seus perseguidores, pois eles se escondem. Tarso apresenta um delírio de perseguição, tipo mais comum na esquizofrenia, e outro de influência, pois acredita que pessoas estranhas possam interferir com sua mente, com seus pensamentos. Este último delírio revela uma perda dos limites entre seu EU e o mundo ao seu redor, fazendo-o acreditar que realmente seja possível forças externas interferirem com questões tão íntimas e sobre as quais deveria exercer total controle. Esta alteração, também comum na esquizofrenia, é chamada de “alteração da consciência do eu” e é um dos fenômenos psíquicos que mais desagrega a pessoa e mais assusta a família. As vozes que escuta podem tê-lo influenciado a pensar desta forma, mas é importante frisar que o delírio é um fenômeno independente e que pode acontecer mesmo sem alucinações que o justifiquem.


Vídeo 19 – Ramiro e Melissa querem esconder de todos que Tarso teve um surto e está internado em um hospital psiquiátrico. Ramiro prefere acreditar que tenha sido efeito de alguma droga, que algum amigo ofereceu a ele, do que enxergar que o filho adoeceu e precisa de tratamento. A vergonha, o preconceito e o medo em relação a um possível distúrbio mental provocam uma negação inicial da doença na família. É necessário superar esta fase para compreender o que de fato está acontecendo e para tomar medidas compatíveis que ajudem e não encubram ou dificultem o tratamento e a recuperação do paciente.


Vídeo 18 – Tarso chega a uma praça, visivelmente perturbado, e agride as pessoas a pedradas por acreditar que as vozes que escuta sejam delas falando dele. Ele é imobilizado pela equipe do SAMU e levado ao hospital. O vídeo ilustra bem como um surto psicótico pode ser grave se não tomadas as medidas preventivas adequadas. Tarso não está bem há algum tempo e sua família não conseguiu tomar nenhuma atitude que garantisse um tratamento. Sentindo-se pressionado pelo pai, que exige dele o trabalho na empresa, Tarso, que já estava num estado de vulnerabilidade grande, não suportou a pressão e teve um surto mais grave. É importante frisar que este não é o desfecho mais comum na esquizofrenia, embora possa acontecer se a procura por um tratamento for protelada. A reação agressiva de Tarso é fruto das perturbações de sua mente, ele acredita que as pessoas estejam falando ou tramando contra ele. Ela deve ser encarada como uma atitude de defesa de alguém que perdeu a capacidade de julgar a realidade. A conduta da equipe de saúde foi correta ao contê-lo e levá-lo ao hospital para tratamento.
Vídeo indisponível


Vídeo 17 – Tarso sente-se pressionado pelo pai, que o força a trabalhar na empresa para alcançar sua independência e morar só com Tônia. Mas o rapaz já vem no seu limite e está cada vez mais perturbado. Ele sai do trabalho e começa a andar a esmo, entre os carros, tem alucinações visuais (os carros se desintegram e se transformam em notas musicais) e auditivas (vozes chamando-o de fracassado e frouxo) e começa a perder o controle sobre seu comportamento. Na esquizofrenia, a sobrecarga e o estresse aumentam o grau de desestruturação mental, empurrando a pessoa para uma nova crise ou surto. Mesmo que as alucinações e delírios possam ser bizarros ou fantásticos, a pessoa perde sua capacidade crítica e vivencia tudo com muita realidade.


Vídeo 16 – Tarso explica a Tônia que a agressão ao garoto na rua foi uma atitude de defesa, por se sentir ameaçado por ele. Na cena seguinte, no apartamento, ele se olha no espelho e tem a sensação de seu corpo e a aparência estarem diferentes e indaga a namorada a respeito. A esquizofrenia não está associada à violência e pacientes não são mais agressivos do que as pessoas saudáveis. Alguns comportamentos agressivos podem ocorrer quando o paciente se sente acuado ou vulnerável por alguma percepção ou avaliação deturpada do meio, como, p.ex., quando está se sentindo perseguido. Algumas alterações da percepção do próprio corpo também são comuns no início do transtorno, quando o paciente pode achar que alguma parte do corpo está deformada ou não funciona adequadamente.


Vídeo 15 – Ramiro minimiza os sintomas de Tarso e não acredita que ele esteja ouvindo vozes. Prefere acreditar que isto seja uma reação natural de alguém estressado. A negação da doença é um fenômeno comum no início de um surto esquizofrênico, não só nos pacientes, mas também nos familiares, que relutam muito em aceitar o diagnóstico. Isto retarda a procura de um tratamento, o que pode prejudicar a evolução e o prognóstico do transtorno. Nesta cena, Tarso aparece escutando música com fones de ouvido. Este é um comportamento comum entre pacientes que escutam vozes (alucinação). Eles podem usar fones de ouvido na tentativa de não ouvir mais as vozes. Há casos em que eles usam algodão para vedar o conduto auditivo.


Vídeo 14 – Problema espiritual? Crise existencial? Frescura? Fuga? Encosto? São muitas as hipóteses levantadas por familiares e conhecidos da pessoa que está passando por um primeiro surto esquizofrênico. Como o juízo dela está prejudicado pela doença, a família, amigos, enfim, quem está mais próximo afetivamente deve buscar prontamente uma avaliação médica. Pesquisas mostram que, em alguns casos, a demora em procurar o tratamento adequado pode exceder três anos. Esse é um dos fatores que mais prejudica a evolução da doença a longo prazo. Essas crenças só prejudicam e causam entraves para a procura do psiquiatra.


Vídeo 13 – Tarso volta a ter alucinações, durante o velório de seu tio Raul. Muito tenso, ele escuta a voz insultando-o. Ele tenta pedir ajuda à namorada Tônia, mas ela duvida daquilo que ele diz. Ele, então, se irrita e acusa a namorada de estar de complô com “eles” para prejudicá-lo. Ao sair subitamente do velório, agride um garoto por acreditar que ele o está olhando e falando os impropérios que ouve. Na esquizofrenia, o paciente pode se voltar contra familiares e amigos ao perceber que ninguém está acreditando nele, inclusive pensar que as pessoas estejam má intencionadas ou são aliadas de supostos impostores seus. Ao sair na rua, pode ter a impressão de estar sendo observado. Essas idéias são chamadas de delírio e tem o poder de convencer totalmente o paciente de sua realidade, havendo perda de auto-crítica de sua parte. A agressividade é uma forma de se defender dos perseguidores imaginários.


Vídeo 12 – Alucinações são alterações patológicas da sensopercepção. A pessoa tem a percepção sensorial, mas o objeto percebido é inexistente. Entretanto, a pessoa tem plena convicção da realidade daquilo que sente. No caso, as alucinações de Tarso (as vozes ofensivas que ele escuta) o deixam atordoado e desconfiado de que alguém possa estar dentro de sua casa. Esses sintomas provocam medo e dão a sensação de vulnerabilidade e perigo. Ele abraça o pai num pedido de socorro e apoio, ainda que seu pai tenha sido incompreensivo com ele todo esse tempo. O surto esquizofrênico produz um nível intenso de sofrimento e desestruturação psíquica e o apoio e a proteção da família são essenciais para a recuperação da pessoa.


Vídeo 11 – Tarso está sob muita pressão, tanto da parte do pai, que insiste em sua participação na empresa, quanto da mãe, que é contra seu relacionamento com Tônia. Aliado a uma predisposição biológica, o ambiente familiar carregado que ele vive está contribuindo para seu adoecimento psíquico e Tarso começa a ouvir vozes insultando-o. Na cena seguinte, Ademir explica que as vozes são reais, pois ele as escuta de verdade e não aceita o argumento da mãe, de que são “coisas da sua cabeça”. Esse vídeo é um exemplo do poder devastador das alucinações e de como o paciente não é capaz de controlá-las, bem como fica totalmente convencido de sua real existência.


Vídeo 10 – O relacionamento entre Ramiro e Tarso é muito difícil e o pai, por não aceitar as escolhas do filho, o trata de maneira hostil e agressiva, tentando impor suas vontades. Nesta cena, Tarso se desliga da conversa com o pai e fica recordando um momento de prazer com sua namorada. Na esquizofrenia, a hostilidade, além de causar prejuízos para a doença e afastar o paciente do relacionamento familiar, desvia a sua atenção, fazendo com que ele não ouça ou compreenda a informação. É necessário um diálogo pausado e com um tom de voz mais ameno, além de uma atitude de respeito e acolhimento.


Vídeo 9 – Dr Castanho tenta convencer um paciente a tomar os medicamentos, mas ele se recusa, devido a uma alucinação. O médico usa de um artifício que convence o paciente a aceitar os remédios. Depois, explica ao estagiário que a alucinação para o esquizofrênico é como uma percepção real e que é preciso respeitar isso. Na esquizofrenia, durante o surto, não é recomendável contestar a realidade das alucinações que o paciente apresenta. Deve-se respeitar, dizer que se acredita nele, embora não se possa ter a mesma percepção. Com o tratamento e a melhora dos sintomas, haverá maior abertura de sua parte para aceitar as opiniões contrárias.


Vídeo 8 – Tarso não suporta a pressão do pai para que assuma o trabalho na empresa, o que contraria sua vontade de ser músico e estudar arquitetura. O pai, por sua vez, não aceita o jeito do filho e age de maneira hostil, agredindo-o verbalmente. A hostilidade é um atitude comum a alguns pais que não aceitam as diferenças de seus filhos. Ela leva, em geral, ao agravamento do sofrimento e a uma maior desestruturação psíquica em pessoas portadoras da esquizofrenia. O ambiente familiar deve ser o mais harmonioso, respeitoso e colaborativo possível.


Vídeo 7 – A atitude inicial da família é muitas vezes ignorar ou subestimar a importância do problema. A esquizofrenia tem um inicio insidioso, lento e os sintomas nesta fase são inespecíficos, podem ser facilmente confundidos com uma crise passageira, uma insatisfação da pessoa com sua vida. Mas, neste momento, dúvidas e questionamentos profundos veem à tona e a pessoa passa por uma angústia e um vazio sem precedentes. O preconceito em relação à doença mental e ao psiquiatra não devem adiar a iniciativa de buscar uma ajuda, ao menos uma avaliação especializada sobre o quadro atual. Uma primeira crise ou um surto maior poderão ser evitados.


Vídeo 6 – A esquizofrenia é uma doença mental que deixa o indivíduo mais frágil para suportar determinadas pressões da vida. O início na adolescência deve-se, em parte, às pressões do ambiente e à vulnerabilidade da pessoa ao estresse e à sobrecarga (fator psicossocial). Os fatores biológicos e genéticos são o correspondente físico à essa pressão psicológica, sem os quais a doença não ocorre. Portanto, a causa da esquizofrenia possui fatores biológicos e psicossociais em igualdade de importância.


Vídeo 5 – Dr Castanho (Stênio Garcia) explica à mãe de Ademir, que se diz vítima de sua agressividade, que esta atitude se deve à doença e ao delírio, que o deixa acuado. A esquizofrenia não está associada à violência e as pessoas que dela sofrem podem reagir agressivamente por medo e por se sentirem vulneráveis diante dos sintomas (principalmente delírios e alucinações). A maioria, entretanto, não é agressiva. É muito mais frequente o paciente ser vítima de alguma violência.


Vídeo 4 – Ademir conversa com seu psiquiatra, Dr. Castanho, sobre sua dificuldade de conseguir um emprego devido ao preconceito e o médico o alerta sobre a necessidade de continuar com os medicamentos e de lutar para vencer o preconceito.


Vídeo 3 – Ademir é um jovem que sofre de esquizofrenia, doença mental que acomete 1% da população em idade jovem. Ele fica decepcionado por não ser aceito no emprego por ser esquizofrênico e tem uma recaída.
Vídeo indisponível


Vídeo 2 – Stênio Garcia fala sobre a esquizofrenia e seu personagem, o psiquiatra Dr. Castanho, na novela Caminho das Índias.
Vídeo indisponível


Vídeo 1 – A diretora Glória Perez fala sobre a novela Caminho das Índias, que abordará a esquizofrenia, que ela considera um assunto excluído da sociedade.
Vídeo indisponível


2 comments

Teresa Santos - 8 de maio de 2016

Excelente este artigo. Para um trabalho com famílias de pessoas com esquizofrenia em Portugal, eu necessitava de alguns destes videos, que também parecem retratar como as famílias vivenciam estas situações. Como posso ter acesso? Não consegui abrir nenhum, nem sei que episódios são para poder pesquisar. Poderão dar-me uma ajuda. Muito grata

Editor do Portal - 13 de maio de 2016

Teresa, infelizmente a TV Globo retirou os videos do canal do Youtube devido aos direitos autorais. Eles não compreenderam o objetivo psicoeducativo do material. Lamentamos muito, mas os videos não estão mais disponíveis.

Add your comment