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Diferenças e semelhanças entre a esquizofrenia e o transtorno bipolar.

Editor do Portal 4 de outubro de 2010 Artigos, Blog 135 comments
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As descrições da esquizofrenia e do transtorno bipolar (TBH) enquanto doenças mentais datam da mesma época. No final do século XIX, o psiquiatra alemão Emil Kraepelin observou que pacientes até então tratados sob a mesma condição tinham sintomas e evoluções diferentes, permitindo que fossem separados em dois grupos. O primeiro ele chamou de doença maníaco-depressiva (atualmente chamada de transtorno bipolar) e o outro de demência precoce (depois denominada por Bleuler de esquizofrenia). Para Kraepelin, a diferença fundamental entre os dois diagnósticos era que os pacientes com TBH apresentavam uma melhor evolução, com a remissão total dos sintomas e a retomada de suas atividades entre as crises, enquanto que esquizofrênicos mantinham sintomas residuais mesmo nos intervalos das crises, caracterizados principalmente por sintomas negativos, como a perda do interesse, a desmotivação, a apatia e as dificuldades de socialização e relacionamento. Esta diferença era mais marcante naquela época, em que tratamentos medicamentosos ainda não estavam disponíveis.

Com o advento do lítio e dos primeiros antipsicóticos na década de 50, a distância entre o TBH e a esquizofrenia diminuiu substancialmente, a ponto de casos de TBH serem confundidos com esquizofrenia e vice-versa. A resposta à medicação passou a influenciar o diagnóstico, com uma tendência a diagnosticar como bipolares aqueles pacientes que melhor respondessem e que se recuperassem com o tratamento.

A crise aguda do bipolar pode ser semelhante ao surto psicótico de um esquizofrênico, principalmente se também ocorrerem delírios e alucinações, sendo difícil a diferenciação de ambos os diagnósticos nesta fase, o que se torna mais fácil após o período de crise. O bipolar costuma ter uma recuperação melhor e voltar às suas atividades de vida mais rapidamente do que o esquizofrênico, além de não apresentar os sintomas negativos característicos deste último. Os sintomas cognitivos também são menos impactantes no bipolar do que no esquizofrênico.

Embora sintomas de humor, como depressão, euforia, exaltação, raiva e irritabilidade sejam comuns na esquizofrenia, eles são a alteração fundamental do TBH. São as variações do humor que provocam as crises de depressão ou mania e que explicam os principais problemas de comportamento, os delírios e as alucinações dos pacientes bipolares, enquanto o humor, apesar de influenciar o comportamento do esquizofrênico, não é o causador dos principais sintomas da esquizofrenia. Isto fica mais evidente ao final da crise, quando bipolares melhoram dos sintomas com a estabilização do humor e esquizofrênicos permanecem com delírios, alucinações e sintomas negativos, apesar do humor aparentemente melhor.

No TBH, portanto, ocorrem episódios mais claros de humor, como a depressão, a mania (euforia) ou os episódios mistos (mistura de características depressivas com exaltação do humor), enquanto que na esquizofrenia, apesar das alterações de humor, o fio condutor continua sendo as alterações do pensamento e da percepção.

Mas as coincidências entre o TBH e a esquizofrenia não param por aí. Estudos genéticos têm demonstrado que as duas doenças podem ter uma origem comum. Alguns genes de predisposição à esquizofrenia também estão envolvidos na causa do TBH. Já se sabe, há algum tempo, que o TBH é mais comum em familiares de esquizofrênicos. Existiria então uma ligação biológica entre os dois diagnósticos? Estaríamos falando de duas expressões diferentes de uma mesma doença? Os pesquisadores ainda não conseguiram responder a essas questões, mas é possível que haja uma ligação causal comum, com modelos de predisposição semelhantes. Mas as diferenças clínicas e prognósticas (de evolução) são significativas para mantê-los como dois diagnósticos distintos.

Recentemente antipsicóticos de segunda geração, medicações até então específicas para a esquizofrenia, ganharam aprovação para o uso também em pacientes bipolares. As alterações neuroquímicas da esquizofrenia, como o aumento da dopamina e a desregulação da serotonina e do glutamato, também acontecem no TBH. Mas estabilizadores de humor, como o lítio, o ácido valpróico e a carbamazepina, por exemplo, que são eficazes no TBH, não possuem isoladamente efeito na esquizofrenia. Portanto, ainda há muito a ser pesquisado e descoberto nesta área.

Um terceiro diagnóstico, um pouco controverso entre os psiquiatras, aponta para outro transtorno, com características da esquizofrenia e episódios de humor semelhantes ao TBH, como se houvesse uma sobreposição das duas doenças. Estamos falando do transtorno esquizoafetivo, considerado por muitos pesquisadores como parte de um espectro das doenças psicóticas (espectro esquizofrênico), mas que pode representar um continuum entre dois pólos diagnósticos, a esquizofrenia e o TBH. O esquizoafetivo tem um prognóstico melhor do que o esquizofrênico, com menos sintomas negativos, porém pior do que o bipolar. Contudo, na prática, vemos que as possibilidades de recuperação são muito variáveis, independentes do diagnóstico e muito mais pautadas nas qualidades individuais e no ambiente sócio-familiar.

Na tabela abaixo citamos algumas diferenças relativas entre a esquizofrenia e o TBH.

CaracterísticasEsquizofreniaTranstorno Bipolar
Início do quadroMais lento (insidioso)Mais rápido (súbito)
DelírioMais comum o persecutório, não influenciado pelo humorMais comum o de grandeza, altamente influenciado pelo humor
AlucinaçãoComumMenos comum
Sintoma negativoComumNão ocorre
Déficit cognitivoComumMenos comum
Disfunção socialComumMenos comum
Tratamento medicamentosoAntipsicóticos de primeira e segunda geraçãoEstabilizadores de humor e antipsicóticos de segunda geração

→ Para ler mais sobre Transtorno Bipolar clique aqui.

135 comments

Walsouza - 2 de julho de 2015

Caro Dr, Minha esposa foi diagnosticada como bipolar. É muito teimosa e as vezes relacha com a medicação. E sinto que está se tornando refratária aos remédios, ou seja, esta cada vez mais difícil controla as crises. Ela no momento se encontra internada, pois destruiu a loja da minha mãe e furou os 4 pneus do nosso carro! Andei lendo sobre dois novos tratamentos que parecem ser muito eficazes. Seria a estimulação magnética transcraneana, É um aparelho, onde é colocado acima da cabeça uma peça que gera um campo magnético pulsante e direcionado em um ponto do cérebro específico, estimulando os neurônios e fazendo com que os sintomas melhorem a cada sessão! Tratamento totalmente indolor, sem cirurgia e sem cortes, sem choques! Usado para mal de parkson, mas que já foi aplicado a bipolar, e depois de semanas houve melhora significativa nesses bipolares. E tem também um caso que passou no fantástico, de uma substância aprovada pelo conselho de medicina, que é extraída da maconha, que fez com que uma menina melhorasse extremamente os seu problemas de epilepcia, a ponto de conseguir voltar a andar e dormir bem! O que o senhor acha desses novos tratamentos ? Soube que aqui no RJ tem a estimulação transcraneana em dois locais, um é em Botafogo. Já notei também que os médicos são um pouco resistentes a esses tratamentos! Por que ? Se está comprovadamente melhorando a vida de muita gente? E o conselho de medicina já aprovou! O que as pessoas que estão lendo também acham ? Isso não é o futuro do tratamento ?

Editor do Portal - 7 de julho de 2015

Waldeck, precisamos ter cuidado com “promessas” que novos tratamentos trazem para as doenças. Não estou criticando o tratamento por estimulação magnética, alguns pacientes respondem bem, já outros não respondem. Tratamentos por estimulação cerebral não são uma novidade, visto o ECT, cujo estímulo é elétrico, e já existe há muitas décadas e ninguém questiona sua eficácia, mas mesmo ele pode ser um fracasso. O médico precisa avaliar caso a caso e saber indicar cada procedimento e, cada um deles, pode ser um sucesso, mas também um fracasso se não for bem indicado. Procure conversar com o psiquiatra de sua esposa a respeito das alternativas. Vivemos um momento em que muitos procedimentos vem sendo pesquisados e desenvolvidos, desde métodos diagnósticos a procedimentos terapêuticos, inclusive cirúrgicos, mas é preciso cautela na hora de indicar cada um deles. Aquela máxima da medicina ainda vale: “nem tudo é bom para todo mundo o tempo todo”.

Walsouza - 8 de julho de 2015

Obrigado caro Editor pela resposta. Porém desculpe a insistência, mas gostaria de compartilhar aqui, com as demais pessoas, uma reportagem do Respeitadíssimo médico Drauzio Varella sobre a nova substância cannabis. Nessa reportagem diz que essa substância só tem problema para importação, mas que o resultado com problemas psiquiátricos diversos é fantástico, visto que ao contrário dos outros remédios anticonvulsivos, ela não deixa a pessoa “grogue” nem viciada, além de acalmar a atividade elétrica do cérebro.
Acho um absurdo já existir um medicamento tão maravilhoso como esse, e termos que esbarrar em problemas burocráticos para importação e enquanto isso, várias famílias sofrendo com crises e até suicídios de pacientes com bipolaridade e depressão!

Acho pouco caso com os doentes. Acho que tem muito “interesse financeiro em jogo” que dificulta a entrada desses novos medicamentos tão bons! Segue a reportagem, e trechos importantes da reportagem, além do site que ajuda a família de crianças que precisam importar esses medicamentos. Divulguem pessoal, vamos ajudar a quem precisa e a família dos acometidos por essas malditas doenças psiquiátricas e vamos brigar para acabar com esses entraves burocráticos das industrias e dos governos que são tão malditos quanto as doenças:

http://drauziovarella.com.br/noticias/cannabis-esperanca-contra-convulsoes/

Trechos importantes: “essa substância possui diversas propriedades benéficas comprovadas no tratamento de esquizofrenia, Parkinson, fobia social, transtorno do sono, diabetes tipo 2 e mesmo na cura da dependência de drogas.”
“Em alguns casos, o CBD tem os mesmos efeitos que medicamentos controlados, mas com a vantagem de não causar sedação nem vício. “Os efeitos nocivos do CBD são poucos e raramente descritos. Isso abre um leque gigantesco para o uso clínico.”
“Basicamente, ao entrar na corrente sanguínea e chegar ao cérebro, ela “acalma” a atividade química e elétrica excessiva do órgão.”

http://cannabisesperanca.com.br/

Divulguem, divulguem e divulguem!

Marcio de Mattos Ceh - 3 de agosto de 2015

Tenho um irmao doente e preciso de ajuda para entender melhor sobre esquizofrenia e TBH e como diminuir o nosso problema.

Amanda - 11 de agosto de 2015

Tenho uma irmã que teve Bb a sete meses chorqv muito na dieta mas como sempre foi sensível achamos normal mas agora de uns dias pra cá entrou em crise pede perdão pra todos e não fala coisa com coisa a psiquiatra passou uns remédios pra esquizofrenia , estamos desesperados.

Adriana - 21 de setembro de 2015

Boa noite!Gostaria de saber se o exibicionismo tem ligação com a esquizofrenia.?

Bruno - 29 de setembro de 2015

Meu pai tem surtos brabo quero te mostra um video

Editor do Portal - 10 de outubro de 2015

Adriana, não compreendi bem sua pergunta, mas normalmente pessoas com esquizofrenia são mais retraídas, tem dificuldades sociais, dificilmente se exibem para os outros.

Gleide - 17 de outubro de 2015

Boa tarde.
A três anos atrás tive uma crise de depressão que me levou ao fundo do poço, quase ao suicídio e logo depois uma crise de. bipolaridade pela primeira vez, mania de grandeza. Hoje percebo que minha mente perde a linha de raciocínio, não consigo me expressar direito e nem manifestar opiniões devido ao raciocínio fraco… Como saber se meu quadro é também o de esquizofrenia??

Editor do Portal - 19 de outubro de 2015

Gleide, somente uma avaliação psiquiatra poderá responder à sua dúvida.

JESSICA - 22 de outubro de 2015

Bom dia,
Quando tinha 10 anos minha mae teve a primeira crise que nem me reconhecia , depois dessa vez ela teve mais três crises com internações e neste exato momento está antrando na crise novamente, não toma os medicamentos , quando toma somente quando quer, vive queimando as coisas , nos ofende com palavras, quase agrediu minha cunhada , mas quando tem pessoas desconhecidas ela age normalmente nem parece que tem problemas, tem pessoas que nem acredita quando falo , agoira esta namorando um homem que esta se aproveitando da situação não sei o que faço.

Ana - 27 de outubro de 2015

Boa tarde! Dr. , fui diagnosticada com bipolarismo, mas não mantive o tratamento com os remédios (na verdade nem comecei), tive algumas crises, mas após consumo de alcool. Gostaria de saber se há alguma relação ou se não foi crise e sim embriguez, pois após os “surtos” eu não lembro de nada. Todas as crises que tive, mesmo após o consumo de alcool foram encadeadas por motivo de raiva.

Editor do Portal - 28 de outubro de 2015

Jessica, procure conversar com o médico dela, existem alternativas de tratamento para os pacientes que não aderem ao tratamento, talvez seja o caso dela.

Editor do Portal - 28 de outubro de 2015

Ana, você precisa procurar um psiquiatra, pois não é possível responder à sua pergunta sem que você passe por uma avaliação.

Danilo - 5 de novembro de 2015

Doutor… há 16 meses atrás tive um surto psicotico induzido por uso de intoxicação de maconha… Fiquei 7 dias internado, mas o surto mesmo durou 10/12 horas… Eu já tinha um comportamento psicotico devido a um livro que li sobre magia espiritual, ai minha cabeça já tava meio pirada e a canabis (usei apenas 3 cigarros na vida, mas o ultimo eu fumei sozinho por inteiro) e não tinha experiencia com a droga. Tenho 24 anos…
Depois desse surto, minhas atividades voltaram normalmente, tratei por 6 meses com olanzapina.
Parei o tratamento e seis meses depois voltei o tratamento apenas por precaussão com Respiridona (ao qual não estou suportando os efeitos colaterais).
Tive depressão depois do surto e fases de muita, extrema euforia, felicidade se achando capaz de fazer e realizar tudo, vontade de mudar o mundo.
Como lhe disse, depois de 3 meses de euforia, misteriosamente cai numa depressão, fiquei 2/3 meses com depressão depois melhorei.
O meu caso pode ser Bipolariedade mesmo???

Desde já muito obrigado.

Editor do Portal - 25 de novembro de 2015

Danilo, somente seu médico pode responder à sua pergunta, pois isso requer conhece-lo e aprofundar bem em sua história.Existe uma continuidade entre a esquizofrenia e a bipolaridade, então é comum que um mesmo paciente possa ser avaliado como esquizofrênico num período e posteriormente como bipolar.

Adriana - 6 de dezembro de 2015

Boa noite Doutor! Tenho um irmão que teve esquizofrenia na adolescencia com mais ou menos 13 anos.Hoje com 29 anos toma medicações e nunca mais teve crises ,mas ele tem exibicionismo se mostra pra pessoas estranhas e qdo se da conta se fica com vergonha .Não sei o que fazer existe remedio pra isso.Por favor preciso de uma orienta~ça.Moro no rio grande do sul.obrigada

LEOZINHA - 12 de dezembro de 2015

Após muito sofrer, há cerca de 8 anos fui diagnosticada como tendo o transtorno bipolar do tipo II. A medicação me ajuda muito, tenho uma vida normal, livre da depressão e das alterações de humor. Minha vida tomou outro rumo e voltei a ser feliz, ativa e produtiva. Tomarei remédio para o resto da vida, mas estou feliz. Aceitei que tenho uma doença e que preciso de tratamento. O problema nas pessoas que têm doenças psiquiátricas é achar que porque melhoraram podem parar de tomar remédios.

Diii - 30 de dezembro de 2015

Boa tarde Dr,
Fui diagnosticado com um transtorno bipolar apos ter exprimentado umas drogas malucas (LSD) que me alteraram os quimicos do cerbero provavelmente.
Agora tomo Diplex R , Lyrica tomei olanzapina mas deixei porque me fazia engordar, comecei a tomar invega mas nao senti diferenças pra ser sincero ate parece que voltei a sentir me mais reprimido e a evitar o contacto com as pessoas mas nao creio que possa ser esquisofrenia pois a minha psiquiatra diz que nao o sou já a minha psicologa diz que acha que eu posso ser, pois eu costumo fumar maconha de vez em quando e fico um bocado paranoico mais quando é polen pois sinto me estranho comigo, foco me no coraçao a bater e olho pras pessoas nao com a sensaçao que elas possam achar o que eu penso nem nada disso mas com receio que elas se apercebam quando falo com elas que tou stressado e isso me deixa ainda mais stressado so o facto de pensar que elas se podem estar a aperceber porque isso notasse quando uma pessoa nao esta bem e nao gosto de passar essa imagem as pessoas. Comecei a 2 dias a tomar valium ao pequeno almoço e ao jantar sinto me super diferente a ansiadade esta quase nula e sinto me muito melhor adoro conviver e saber mais sobre as pessoas so quero passear e fazer coisas. A minha questão é se depois do tratamento do valium pois acho que nao se pode tomar pra sempre se irei ter outra vez sintomas ou se a partida irei ficar recuperado e conseguirei ter a minha vida normal outra vez pois acho que sinceramente o meu problema foi devido ao stress a que estive exposto dispultou imensa ansiedade em mim e ela agora é que me ”comanda” quase, eu faço sempre imenso esforço pra contrariar os sintomas. É possivel fazer um tratamento com valium e depois deixar e nunca mais sentir a ansiadade de tal modo ao ponto de me incapacitar de fazer coisas simples como pensar, e organizar pensamentos/prioridades. Pois em valium tudo é mais facil.

Aguardo resposta

Obrigado!!

Clecio Otavio Mesquita Lemes - 7 de janeiro de 2016

Boa Tarde

Gostaria de saber amigos qual dos tres e pior .
Episodio depressivo,Esquizofrenia ou transtorno bipolar.
Por favor esclareça minha duvida .

Saile - 9 de janeiro de 2016

ola gostaria de saber a diferença entre surto psicótico e esquizofrenia ao ler a matéria percebi que o surto psicótico é meio que um ponto de partida tanto para o THB quanto para Esquizofrenia como se fosse um trampolim.
O médico que me atendeu há uns três anos disse que o que eu tive foi um surto psicótico.
Isso quer dizer que se eu não me tratar isso pode se agravar e se transformar em esquizofrenia? como definir esquizofrenia ? o surto seria apenas um conjunto de sintomas que pode levar a esquizofrenia ou o surto é a esquizofrenia?
quando eu assisti o filme ” Uma mente Brilhante” não me identifiquei com o autor em algumas partes, bom.. eu achava que tava sendo perseguido, porém eu não via os personagens que estavam me perseguindo eram apenas idéias eu apenas “ouvia” mas não conseguia “vê” e o personagem no filme vê e houve acho que o que eu tive foi um surto mas não esquizofrenia bom não sei bem…

sercel pirani - 11 de janeiro de 2016

sou autor de quatro livros sobre minha vida e minhas loucura; O BIPOLAR 380 pág UM BIPOLAR 300 pág ; O BIPOLAR – em conflito com a existencia
FAZ 64 ANOS QUE NASCI BIPOLAR – Tomo todas as noites 600 mg de quetiapina 400 mg de carbamazepina

Editor do Portal - 28 de janeiro de 2016

Saile, surto psicotico pode ocorrer em diferentes doenças, como as que você cita, mas também em outros casos, inclusive neurológicos, como na Doença de Alzheimer. Se um surto psicótico foi isolado e o paciente nunca mais apresentou sintomas, o diagnóstico mais provável é Transtorno Psicótico Breve. Não existe uma evolução para esquizofrenia, a menos que esta pessoa passe a apresentar surtos recorrentes, aí neste caso deve-se investigar melhor a doença.

Editor do Portal - 28 de janeiro de 2016

Nenhum deles, pois a gravidade depende dos recursos que a pessoa possui para se recuperar e dos tratamentos que ela faz. Existem pacientes deprimidos que são mais graves do que os que apresentam esquizofrenia, doença supostamente mais grave, mas na realidade os fatores individuais e ambientais contam bastante na hora da recuperação.

Editor do Portal - 28 de janeiro de 2016

Dii, só seu médico pode lhe responder sobre isso, converse com ele.

JOÃO - 10 de fevereiro de 2016

Dr Leonardo, fui diagnosticado com Transtorno Psicotico Breve. Tive um surto de 2 dias ha dois anos atras. Nunca mas tive sintomas positivos. Faço uso de aristab 10 mg. Atualmente sinto apenas timidez e uma certa apatia, que seria um sintoma negativo residual. Tambem faço tratamento com psicologa pra tentar diminuirna timidez. Gostaria de saber do senhor se é possivel essa timidez sumir, e se é possivel diminuir o remedio ou ate mesmo parar um dia, ja que se trata de um T P Breve. Qual sua opiniao?

Editor do Portal - 18 de fevereiro de 2016

Joao, isso não depende só do diagnóstico, mas da condição do indivíduo à medida que ele for se recuperando. Mesmo os transtornos breves podem ser recorrentes e podem precisar de tratamento continuo. Consulte seu médico.

lucas martinez - 21 de fevereiro de 2016

isso me confunde muito,eu avô é bipolar nato,e meu pai esquizofrenico nato,meu pai acha que conversa telepaticamente,tem medo de radiação etc..

ja eu me encontro perdido,ja estou tendo um acompanhamento,mas eu não tenho alucinações visuais nem auditivas,porem sou retraido socialmente nunca namorei e sou questionador da vida e analista de tudo,antigamente acreditava em teoria de conspirações facilmente,tenho o raciocinio muito rapido,não consigo terminar nada que começo por exemplo um curso,na primeira semana perco a motivação,não sou organizado em um discurso,mudo de ideias no meio do discurso muito rapidamente ficando dificil de me entender,porem tambem perco a linha de raciocinio as vezes,sou mais extremista em relação ao corpo humano costumo a colocar na pratica o que aprendo.

eu sei que sou diferente,mas nunca chegarei a uma conclusão entre o transtorno bipolar e a esquizofrenia..

antonio - 22 de fevereiro de 2016

boa noite Dr eu Antonio trabalhava de motorista de carro forte fiquei estressado devido a trabalhar muitas horas muita cobrança e correr contra o tempo muito transito susto e barulho do motor ventiladores e radio devido a ma condiçao da manutençao e tive um capotamento do carro forte onde bati minha cabeça muito forte no final do ano 2008 depois de uns 8 mes comecei a ter dor de cabeça e perceber que minha cabeça começava a esquentar e no inicio do ano 2002 eu chegava em casa nao estava conseguindo a dormir asioso quando foi no mes tres de 2002 eu estava perdendo o rumo era para mim ir para um destino eu iria para o outro e tb eu pensava ou eu estou correndo muito ou os carrros estava de vagar ai eu ultrapassava quase passando encima dos carros ai meus amigos falavam para mim ir ao medico eu fui e passei num psicriatra ele me passou um anti depressivo frontal e me deu tres dias para mim ficar encasa depois e voltei a trabalhar mas quando a guarniçao decia do carro quando voltava eu estava dormindo e nao podia tive que passar na medica da empresa e ela me afastou e ja deu uma cartinho para o inss fiquei afastado com o cid f32 f41 durante dez anos e meio nestes anos eu passei por varios psicriatras e todos no relatorios dizendo que minha doença ficou cronica de um ano e meio para ca passei em outro psicriatra e no relatorio ele mudou o meu cd para f25 esquisofremia sendo que estava estressado estou afastado a 14 anos de um ano pra ca estou tomando olanpasina e certralina so que que eu nao estou vendo nenhuma evoluçao so me dopa eu nao tenho alucinaçoes e oque eu vejo e que os mesmos sintomas que tive no inicio da doença eu estou a hoje eu estou afastado por acidente de trabalho e a empresa ja esta querendo sair fora nao quer pagar oque eu tenho direito dizendo que minha doença e ereditaria eu pergunto o ultimo medico nao pode ter confundido a minha doença eu entrei com processo no ano de 2008 mas o resultada para mim esta sendo negativo eu entrei no mes 4 de 1994 e me afastei no mes 4 de 2002ate agora esta sem soluçao espero a resposta muito grato

daniel - 23 de fevereiro de 2016

Dr, parabenizo-lhe pelo texto porque está muito conciso e claro. Tenho uma irmã que por muitos anos apresentou sintomas de depressão , de leve a moderada, mas de uns 3 anos para cá o quadro agravou. Médicos divergem no diagnóstico ora para o TBH ora a esquizofrenia. Minha pergunta é sobre os sintomas : pode alguém ser diagnosticado como bipolar mesmo sem apresentar a mudança brusca de humor ? ou então como esquizofrênico mesmo sem disfunção social? seria o caso dessa 3° classificação que o sr nos apresentou ? Sei que isso só pode ser respondido após uma avaliação minuciosa do paciente pelo psiquiatra, mas pergunto a fim de ajudar a família a compreender melhor todo esse quadro que é algo muito dificil de se lidar e altera profundamente o convivio e bem estar familiar de forma profunda. Agradeço ao sr pela atenção que tem a dado a todos , pela iniciativa de esclarecimento público e aguardo sua resposta . Um abraço pra vc

silvana martins rieke - 23 de fevereiro de 2016

Muito bom, pode ser um pouco mais técnico inclusive
Mas, muito obrigada pelo auxilio.

Editor do Portal - 27 de fevereiro de 2016

Daniel, Transtorno Bipolar é um transtorno de humor e, como tal, requer que o paciente tenha alterações de humor, que pode ser depressão, excitabilidade, irritabilidade ou euforia. No caso da esquizofrenia, a alteração principal ocorre no pensamento, ou seja, através de delírios, desorganização do pensamento. Embora o humor também possa se alterar na esquizofrenia, ele não é a alteração predominante, frente aos sintomas psicóticos. Na bipolaridade, embora menos comum, também podem ocorrer sintomas psicóticos, como delírios e alucinações, mas quando eles ocorrem, o humor está sempre muito alterado, ou gravemente deprimido ou eufórico, excitado. O diagnóstico de Transtorno Esquizoafetivo surgiu para contemplar pacientes que estavam na fronteira entre Esquizofrenia e Bipolaridade e hoje já se aceita que possa haver um continuum entre essas duas doenças, com pacientes que podem realmente apresentar os sintomas de ambos os diagnósticos. Isso tem sentido, ja que genes comuns entre a esquizofrenia e a bipolaridade foram encontrados. No caso da disfunção social, essa já foi uma forma de diferenciar os dois transtornos, acreditando-se que a esquizofrenia tivesse maior disfunção social, mas hoje sabemos que isso depende muito mais de características individuais de cada paciente, da qualidade do tratamento e da gravidade da doença, do que do diagnóstico em si.

Editor do Portal - 27 de fevereiro de 2016

Antonio, vejo que no seu caso existe uma duvida quanto ao diagnostico e isso precisa ser esclarecido para que você possa ter o tratamento mais adequado para seu caso. Precisa conversar com seu médico para compreender melhor o diagnostico e também municia-lo de mais informações que possam facilitar a montagem deste quebra-cabeça.

claudiane silva - 15 de março de 2016

eu tenho umas crise que eu sinto meu corpo pessado e tudo anda mais rapido ninguém pode encosta em mim pós eu sinto que se encosta vai me machucar o lençol da cama fica parecendo que tem 300 quilos chego a ficar sem ar por favor me ajude qual médico devo ir

FBB - 22 de março de 2016

Dr. Fui diagnósticada com TBH a 8 anos. Já passei por muitas situações complicadas que não condizem com minha criação. Já pedi a conta de empregos bons, por me sentir perseguida e por agredir meus colegas de trabalho, ao mesmo tempo que era promiscua no trabalho e fora dele. Subo rápido em meus empregos, alcanço cargos bons na fase de euforia, (acho), mas caio rápido também. Passei por um período onde achava estar morta e fugia de todos para que não descobrissem minha condição. Houve uma época que vozes pediam para eu fugir para longe, já tinha ouvido essas vozes na adolescência, mas tinham sumido. Agora depois de adulta com 3 anos de tratamento elas voltaram, e eu passei a me envolver com uma pessoa estranha e passava a maior parte do tempo na casa dele. Foram tempos difíceis para minha família , e após este surto o vazio e a culpa me levou novamente para a auto mutilação. Tenho 40 anos hj tomo acido valproico 1000mg e quetiapina 100mg e tenho dúvidas do q eu tenho e de quem eu sou, pois o único sentimento que tenho agora é raiva.

Editor do Portal - 24 de março de 2016

Claudiane, você pode procurar um neurologista e um psiquiatra, descartado qualquer anormalidade no exame neurológico, é possível que o tratamento seja psiquiátrico.

MARCIA MARIA MENEZES - 25 de março de 2016

Eu tive crise de alucinações faz 17/18 anos e nunca mais tive. Ocorreu um problema afetivo na minha adolescência que desencadeou a doença, eu sou esquizoafetiva ou bipolar, se bipolar, Tipo I, Tipo II ou Tipo III, Faço uso de Saphris 5 mg e Saphris 10mg, Dalmadorm e Rivotril. Espero ansiosamente um diagnóstico preciso. Aguardo o diagnóstico. Cordialmente. Att. Márcia.

amanda - 2 de abril de 2016

Dr é possível uma pessoa que está em tratamento de TB há 2 anos voltar a ter surtos psicóticos?

Editor do Portal - 27 de abril de 2016

Amanda, sim, pois os medicamentos não previnem 100% das recaídas, existem fatores externos que podem atuar como fatores de vulnerabilidade.

Editor do Portal - 27 de abril de 2016

Marcia, o diagnóstico só pode ser dado por um psiquiatra após exame e acompanhamento minucioso da paciente. Um diagnóstico psiquiátrico pode ser complexo e demorar meses para ser concluído. Portanto, minha recomendação é conversar com seu médico.

Mari - 9 de maio de 2016

Olá, tenho 18 anos e há dois foi diagnosticada com depressão profunda e ansiedade. Fiz tratamento mas parem há mais ou menos um ano. E recentemente venho tendo crises depressivas, nada muito grave, e muitas mudanças de humor. Pesquisei na internet sobre isso, e percebi que tenho quase todos os sintomas do transtorno bipolar. Mas eu não tenho certeza. O que eu devo fazer?

Editor do Portal - 13 de maio de 2016

Mari, procure um psiquiatra. Se você fez tratamento para depressão por alguns anos e não melhorou, essa pode ser uma possibilidade. Normalmente que tem TBH não melhora com antidepressivos, pelo contrario, pode piorar.

Lidiane Berto - 14 de maio de 2016

Olá, tenho 19 anos e desde os meus 11 anos vivo procurando por diagnóstico do que eu realmente tenho. Com 11 anos estava com depressão e ansiedade. Comecei tomando risperidona e carbolitium. Mas até meus últimos dias com esse primeiro médico ele não tinha certeza de nada, apenas dizia ser uma depressão e ansiedade. Foi apenas o começo das minhas crises. Neste período dos meus 11 anos até os 18, passei por 5 médicos, e vários teste de remédios, sendo que por um deles fui diagnosticada com epilepsia e com um problema no coração, além do problema mental que não tinha diagnóstico. No penúltimo fui diagnosticada com TAB tipo II, tipo misto. Cheguei a tomar 10 remédios diariamente. No último médico, ele estava em dúvida entre esquizofrenia e TAB. Mas no final das contas disse que poderia ser mediunidade. Desde então não estou tomando mais remédios, pois a cada retorno era uma mudança de medicação. Estou sentindo que esta tudo voltando e não tenho apoio da minha família e de ninguém. Tive que recomeçar minha vida 5 vezes em 5 anos, e estou sentindo as mesmas coisas que sentia no começo de todas as crises. Passo dias estudando sobre distúrbios e tudo mais, mas não consigo chegar a nenhum resultado que possa me ajudar, e estou no momento sem medicação e sem médico e sem o apoio de ninguém. Gostaria de saber qual o melhor a se fazer.
desde já obrigada pela sua atenção.

Editor do Portal - 17 de maio de 2016

Lidiane, o tratamento médico é importantíssimo, mas isoladamente pode não ser suficiente para uma recuperação. Por isso pode ser interessante buscar uma psicoterapia individual, um programa de psicoeducação para você e sua família, que também pode lhe ajudar mais se participar de grupos de apoio para saber lidar melhor com você e com a doença.

Kenedy - 26 de maio de 2016

Boa noite,
Tenho um irmão no qual passou por problemas psiquiátricos, no início de 2013 ainda era um adolescente normal sem problemas, sempre indo à igreja porém no fim do ano após um culto na igreja dirigiu a casa de um amigo no qual começou a falar o salmo 91 sem parar na ocasião chamamos o SAMU que recolheu ele é levou para o atendimento médico no entanto o médico disse que não era nada demais que ele precisava apenas dormi e passou um clonazapam e liberou para casa porém no mesmo dia ele saiu de casa correndo e tirou suas roupas dizendo que Jesus mandou, logo o SAMU foi acionado onde levaram para atendimento psiquiátrico onde ficou por 10 dias, após o retorno fez tratamento com uma psiquiatra por 12 meses onde fez uso do respiridona 1mg então ela liberou ele disse que não precisava mais usar esse medicamento pois ele teve uma crise de ansiedade, porém após esse tempo sem a medicação na semana passada ele teve uma mudança falando de Jesus sem parar etc… Levamos ele no medico no qual foi feita algumas medicações e está tomando o respiridona de 3mg isso já faz 8 dias teve uma leve melhorada. O que seria interessante fazer nesse caso, procurar mais de um psiquiatra para fazer tal avaliação até por que eles falam agora em psicose e estão em duvida da esquizofrenia. A pessoal volta ao normal em quanto tempo em média?

rafael - 27 de maio de 2016

Boa noite !
Minha mãe foi diagnosticada comum grau bem avançado de bipolaridade, chegando ao extremo de tentar suicidio várias vezes! Ela tem 52 anos e psiquiatra dela é um rapaz (aparentemente recem formado com pouca experiencia) e passou para nós que ela tem 90% de chance de entrar em demencia por conta dos medicamentos que ela toma que atualmente são 8 por dia. Isso realmente pode acontecer ? porque nunca ouvi nada sobre isso! E além disso depois de 24 dias tomando os medicamentos, passarao para nos que ela não esta conseguindo eliminar os medicamento que toma e que ela esta com intoxicação medicamentosa! E esta internada faz 4 dias sem tomar mais medicamento nenhum! Mas agora apos sem 4 dias sem medicamento ela esta tendo mt duficuldade para falar, nao consegue maus andar e esta con dificuldades motoras tambem , isso pode ter haver com os medicamentos?

Editor do Portal - 2 de junho de 2016

Rafael, os medicamentos para o transtorno bipolar são em geral neuroprotetores, ou seja, podem ser benéficos para prevenir um processo neurodegenerativo. Mas situações clínicas específicas só podem ser avaliadas por quem a está examinando, portanto, sugerimos que converse melhor com a equipe médica dela.

Editor do Portal - 2 de junho de 2016

Kennedy, isso pode varia dependendo da pessoa, da gravidade da doença, do compromisso com o tratamento, do ambiente sócio-familiar, portanto, não é possível estimar em quanto tempo uma pessoa pode se recuperar. Sugiro que leia o artigo http://entendendoaesquizofrenia.com.br/website/?page_id=5499

Dianne - 2 de junho de 2016

Eu estava fazendo uso de sibutramina, no intuito, de perder peso, consegui o remédio sem receita e sem acompanhamento médico. Desde o início, não consegui dormir, mas insisti e continuei tomando, por oito dias. Comecei a ter uns delírios, achar que estava sendo perseguida, e até a achar que havia matado pessoas. A pressão foi tanta, me achava um monstro, afinal, eu acreditava, ter matado pessoas, pensei que eu precisa morrer, pagar por meus crimes. Minha família procurou ajuda, fui internada, medicada e sai do hospital, tomando riss (2 comprimidos) e zolpiden (1 comprimido). Só que estou com muito medo de surtar novamente… Nunca em minha vida, anteriormente a tomar sibutramina, apresentei os sintomas de esquizofrenia e TBH. Sempre fui alegre, sociável, nunca tive dificuldades para resolver problemas, nunca tive euforia excessiva, nunca tive depressão, nunca tive delírios, nem alucinação. O único sintoma foram os delírios, durante o surto, após ter feito uso de sibutramina. Quanto tempo preciso esperar para saber se os delírios foram causados pela ingestão do medicamento? Sei que existe a possibilidade desse remédio ter despertado a doença, pré existente, mas que não havia se manifestado. Estou com 36 anos, será possível ter esquizofrenia ou TBH é isso só tenha vindo a se manifestar agora? Estou em pânico, penso o tempo todo que posso voltar a surtar. Se puder esclarecer, fico grata. Já procurei um psiquiatra, para acompanhar o caso, mas só consegui marcar para a próxima semana, tenho medo de surtar antes disso. Me ajude, por favor!

Debora - 6 de junho de 2016

Boa tarde! Minha irmã foi diagnosticada como bipolar ainda quando criança; iniciou o tratamento com rémedios porém deixou de toma-los dizendo serem desnecessarios . Agora aos 18 anos ela passou a falar sozinha; brigar chingar como se realmente tivesse alguém com ela. Isso pode ser a ezquisofrenia gerada pela bipolaridade e falta de tratamento? Ela pode ser internada de modo involuntario? Obrigada pela atenção.

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